15 de dez de 2010

CALOPSITA: NORMAL E CARA BRANCA

 NORMAL


Arlequim cinza
 
 
Arlequim pérola
canela
Arlequim pérola
cinza
Arlequim cinza
reverso
Canela pérola
Macho
Canela pérola
Fêmea
Cinza Macho
Cinza Fêmea
Cinza pérola Fêmea
Fulvo canela Macho
Pérola canela Macho
Lutino
Lutino pérola


Cara Branca 

Arlequim canela
cara branca
Arlequim cinza
cara branca
Arlequim cinza
perola cara branca
Arlequim pérola
cara branca
 
Arlequim fulvo canela cara branca
Arlequim albina
Canela pérola
cara branca Macho
 
Cinza cara branca Macho
Cinza pérola cara branca Fêmea

Agapornia resumo geral

 





 :

HISTÓRIA
 
Os Agapornis são originários do continente africano. Foi descoberto em 1.793 e levado para a Europa em 1.860.
 
Os Roseicollis vivem numa região da Costa Ocidental da África do Sul, chegando a ser encontrados até na Namíbia, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos em montanhas até 1.600 mm.
 
Os Personatas vivem no Nordeste da Tanzânia entre savanas e árvores isoladas.
 
Os Fischeris vivem na região que vai do sudoeste ao sul do lago Vitória, no norte da Tanzânia.  
 
Os Nigrigenis vivem no sudoeste da Namíbia até Livingstone, no norte da Zamíbia como leste de Zimbábue.
 
Os Lilianes vivem no sul da Tanzânia, nordeste de Moçambique, oeste da Namíbia e norte do Zimbábue, entre 800 a 1.000 m de altura. 



O Cana é encontrado na Ilha de Madagascar e nas Ilhas Maurício, Rodrigues e Zanzibar.
 
Na natureza só os encontramos na sua coloração original. Todas as mutações foram conseguidas em cativeiro. 





 
COMECE BEM A SUA CRIAÇÃO
Adquira matrizes de bons criadores.
Visite criadores com experiência.
Filie-se a uma associação de criadores
.
Compre pássaros com anilhas que identifiquem a idade e os criadores.

Os pássaros podem ser criados em casais individualizados ou em colônias.

No nosso clima, pode-se criar durante todos os meses do ano.

A melhor gaiola para a criação individual deve medir 80X50X50 cm









CLASSIFICAÇÃO RESUMIDA:  
 
Espécie Roseicollis: 
 

Pássaro de 15 a 17 cm de comprimento com peso de 45 a 50 g.
A fêmea é frequentemente um pouco maior que o macho.
As cores (nós vamos dividir por classe) são: fundo amarelo e fundo branco.
 
Tanto os de fundo amarelo, quanto os de fundo branco, podemos ter pássaros com fatores e mutações – Arlequim Escuro, Violeta, Golden Cherry, Americano, Golden Cherry Japonês, Canela Americano, Canela Australiano, Amarelo ou Branco Americano, Fulvo, Lutino ou Cremino, Violeta, Cara Branca e Cara Laranja, Asa Cinza, Fulvo Oriental, Silver Cherry e Silver Japonês.
Atualmente temos a mutação Opalinos.
 
Espécie Personata: 
 
Tem-se os pássaros de fundo amarelo – os Verdes, Verdes Diluídos, Lutino, Fulvos, Golden e Arlequins.
Os verdes com fator escuro – Jades e Olivas Diluídos, Jades e Olivas, Fulvos Jade e Olivas, Golden, Arlequim.
Os verdes com fator violeta – Verde Violeta, Verde Violeta Diluído, Verdes Fulvos Violetas, Verdes Golden Violetas, Verde Arlequim Violeta.
 
Os pássaros de fundo branco – Azul, Azul Diluído, Albinos, Fulvos, Silver e Arlequins.
Os pássaros com fundo branco com fator escuro – os Cobaltos, Malvas, Cobaltos e Mal vas Diluídos, os Silvers e os Arlequins.
Os de fundo branco com fator violeta. Os Violetas com um ou dois fatores – os violetas Diluídos, os Fulvos, os Goldens e os Arlequins.
 
Espécie Fischeri: 
 
Fundo Amarelo  - Fischeri Verde, Verde Diluído, Lutino, Fulvo, Golden, Arlequim, Amarelo de Olhos Pretos;
Fundo Amarelo com fator escuro – Fischeri Jade, Oliva, Jade Diluído, Oliva Diluído, Fulvo, Jade, Golden, Oliva Golden, Jade Arlequim, Oliva Arlequim;
Fundo Amarelo com fator violeta – Verde Violeta Diluído, Fulvo, Golden, Arlequim;
Fundo Branco – Fischeri, Azul, Azul Diluído, Albino, Fulvo, Silver, Arlequim;
Fundo Branco com fator escuro – Fischeri Cobalto, Malva, Cobalto Diluído, Malva Diluído, Fulvo, Silver Cobalto, Silver Malva, Arlequins;
Fundo branco com fator violeta – Violeta Diluído, Fulvo, Silver, Arlequim
 
Espécie Lilliane: 
 
Verde, Verde Diluído, Verde Diluído Ino, Lutino, Azul, Azul Diluído, Albino.
 
Espécie Nigrigenis: 
Verde, Verde Diluído, Azul, Azul Diluído, Jade, Oliva, Jade Diluído, Oliva Diluído, Cobalto, Malva, Golden e Silver. 


NINHOS, OVOS, ANÉIS:
 
Caixas de madeira – 30X15 cm, com divisória; a parte do fundo, com superfície côncava. Onde a fêmea coloca os ovos, deve ser removível, para facilitar a limpeza.
 
Após o oitavo dia de gala, surge o primeiro ovo. Eles botam em dias alternados. Em média de 4 a 6 ovos por postura.
 
É importante fornecer ao pássaro material para a confecção dos ninhos, colocando, no fundo da gaiola, palha picada de milho verde ou seco.
 
Os Agapornis (de aro branco) Fischeri, Personata, Nigrigenis, carregam a palha no bico. Os outros, colocam os fios de palha entre as penas do rabo, e os levam para o ninho – nos Roseicollis, quase sempre, só a fêmea faz isso.
 
Os ovos medem em média 18X24 mm, e pesam 3,7 gramas.
 
Os ovos nascem depois de 21 até 23 dias.
 
Normalmente nascem em dias consecutivos, durante o prazo de 7 dias. Em decorrência, temos filhotes de diferentes tamanhos, da mesma ninhada.
 
Para evitar isto, podemos ir retirando os ovos na medida em que vão sendo botados, e recolocando-os para a mãe, após a última postura.
 
Os anéis devem ser colocados entre o oitavo e o décimo dia do nascimento.
 
O desmame se dá após 60 dias.
 
Algumas fêmeas, antes do desmame, tentam expulsar os filhotes dos ninhos para iniciar uma nova postura, chegando a arrancar suas penas. Para evitar, deve-se, antes disso, colocar na gaiola farto material para que elas confeccionem os ninhos novamente.
 
Importante: Não tenha medo de limpar os ninhos algumas vezes a partir do vigésimo dia do nascimento dos filhotes. Sem medo, faça você mesmo um novo ninho, nele, recolocando os filhotes.
 
A limpeza é sempre fundamental!!!
 
Após a separação dos pais, deve-se colocar os filhotes em uma gaiola ou viveiro com aproximadamente 80 cm ou mais de comprimento, para que eles possam voar e desenvolver a musculatura.
 
Aconselho a não mexer no bando formado até que se realize a primeira muda de pensa, mais ou menos 5 a 6 meses, após o nascimento.
 
A primeira muda de penas é uma medida radical, em que dá febre nas aves. Período perigoso, onde é necessária muita atenção quanto à alimentação dos filhotes. Às vezes, neste período, eles parecem até doentes.
 
Após esta muda, os pássaros apresentarão a cor definitiva.
 
Nos Agapornis Roseicollis, a mudança, principalmente na cor da máscara, é surpreendente.
 
Faça a seleção das suas aves, somente após esta muda.
 
É aconselhável aos acasalamentos com pássaros de idade em torno de 10 meses.
 
Não misture imediatamente pássaros de origem desconhecida. Deixe-os isolados por 30 dias em observação. Caso o contrário, você poderá estragar todo o plantel.
 
Os diâmetros dos anéis são os seguintes: Roseicollis, Personata, Fischeri e Taranta – anéis de 4,5 mm; Nigrigenis, Liliane e Pullaria – anéis de 4,0 mm; Cana – anéis de 3,7 mm.


ALIMENTAÇÃO:
 
A alimentação deve conter:
 
a)       Misturas de sementes básicas: 30% de painço; 30% de alpiste; 20% de girassol; 10% de aveia branca; 10% de outras sementes;
b)       Farinhada: Temos farinhadas prontas no mercado; às quais pode-se acrescentar frutas picadas – menos as cítricas, beterraba e cenoura raladas;
c)        Milho verde: 2 a 3 cm da espiga, por dia;
d)       Fonte de cálcio: farinha de ostra; trifosfato de cálcio; gesso; areia de praia lavada;
e)       Água: deve ser trocada diariamente.




OUTRAS INFORMAÇÕES:
 
Os casais já formados são monogâmicos. Isto não significa que se forme separados não aceitarão outro parceiro.
 
Os Agapornis são pássaros longevos, podem durar até 15 anos, e procriam até de 7 a 8 anos.
 
Na criação de Agapornis o maior desafio é saber identificar machos e fêmeas.
Um método seguro para a identificação é sexagem dos pássaros, que modernamente se faz pela análise do DNA, colhidas nos bulbos das penas ou sangue. 

Apesar de terem uma resistência grande a doenças, aconselho a vermifugação anual.
  

ANATOMIA DOS AGAPORNIS
Fizemos um esquema para que se possa compreender a anatomia dos Agas.

PRINCIPAIS DOENÇAS

ACARÍASE RESPIRATÓRIA

Causas: Ataque do ácaro Stermostoma tracheaculum, nas vias respiratórias. As exposições, trocas e compras de aves são as principais causas pela instalação da doença nas instalações.

Sintomas: Respiração penosa, ofegante, tosses, plumagem desalinhada, emagrecimento da ave, abertura do bico sincronizado com os movimentos respiratórios, as aves afectadas com ácaros, ficam inquietas, mexem nas penas e mostram uma debilidade geral.

Tratamento: Isolar a ave, mantendo-a durante alguns dias numa gaiola limpa e desinfectada, aplicando insecticidas próprios para aves. Pulverizar a gaiola ou aviários com insecticidas, deixando actuar durante alguns dias e lavar tudo até á nova introdução das aves.

ÁCAROS DAS PENAS

Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.


Sintomas: As penas apresentam-se caídas, é possível percebe-los como pequenos traços escuros entre as bárbulas. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe as suas asa aberta contra a luz.


Tratamento: Pegue a ave, abra as asa e pulverize uma única vez com insecticida próprios a uma distância de uns 30 cm.

ÁCAROS VERMELHOS

Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Este parasitas causam grandes problemas na reprodução são os chamados piolhos vermelhinhos, só apresentam esta cor vermelha quando estão cheios de sangue, caso contrário sua cor é pardo-acinzentada.

Sintomas: Estes ácaros escondem-se durante o dia nas ranhuras dos poleiros, molas das portas, buracos na parede ou teto das gaiolas, ninhos durante a criação, atacando as aves durante noite, as aves não param de se bicar tentando tirar os ácaros.

Tratamento: Pulverize poleiros, molas, ninhos e paredes com um spray insecticida para aves, podendo-se aplicar tb nas aves de acordo com a bula do medicamento.

ÁCAROS

Ácaros da traquéia. 

Os ácaros existem no meio ambiente, nas poeiras, nos detritos, um pouco por todo o lado, aliás é destes que eles se alimentam.
Quando as aves por qualquer motivo se cruzam com estes bichinhos, as coisas complicam-se.
O Sternostoma tracheacolum ( Ácaro da Asma–Fole-de-Canário ), Cytodites Nudus ( Ácaro dos Sacos Aéreos das Aves ), são só dois dos muitos, outros responsáveis por muitas dores de cabeça e desgostos de criadores e amadores que criam aves de gaiola ou ornamentais.
Primeiro instalam-se na boca afectando as vias aéreas. Nesta altura a ave sente-se incomodada e esfrega o bico nos poleiros e grades com vista a libertar-se destes, deixa de cantar, mas a ave come regularmente e está desperta.
Com o tempo os ácaros migram para a traqueia, o que torna a situação mais grave. A ave começa a ter irritação na traqueia e narinas manifestando um mau estar permanente por dificuldades respiratórias, dorme embolada (forma de bola) e respira com alguma dificuldade e tosse, passa a comer menos que o normal e as sua fezes começam a ser mais líquidas e esbranquiçadas.
Numa situação já muito grave os ácaros atingem os pulmões da ave contaminando todo o aparelho respiratório. Situação em que se pode já ouvir um ruído tipo assobio constante, durante o período noturno este ruído aumenta. A ave respira com muita dificuldade e mantém o bico aberto e espirra, esfrega a zona da traqueia e parte inferior do bico nos poleiros podendo mesmo provocar pequenas peladas (falta de penas) na zona descrita. A ave alimenta-se com muita dificuldade o que provoca a debilidade da mesma, as suas defesas caem o que a torna mais débil e frágil, facilitando o aparecimento de outras doenças. Como consequência da sua debilidade fica sujeita a apanhar novas bactérias e outros fungos. Estes problemas contribuem para o agravamento do seu estado de saúde e acaba com uma morte em agonia.
Como prevenir:
Devemos manter as aves longe de correntes de ar e vento, evitar o contacto com outro tipo de aves (galinhas, pombos, aves silvestres, aves da rua), evitar as poeiras no interior do local onde mantemos as aves (em vez de varrer o chão será melhor limpa-lo com um pano úmido), evitar sobre povoamento dos viveiros, manter o local bem arejado, limpar e desinfectar os viveiros com alguma regularidade, desinfectar os ninhos e viveiros depois de cada criação (substituir o forro dos ninhos bem como toda a matéria de construção), antes do início das criações usar anti-ácaros em pó ou outro para prevenir o seu aparecimento, sempre que possível utilizar comedouros fechados de modo a que as aves não defequem em cima das sementes( assim evitamos o alastramento da doenças) , soprar/limpar as sementes dos comedouros de modo a não acumular pó ou restos muito pequeninos, sempre que adquirir uma ave nova faça-lhe uma quarentena antes de a juntar ao seu plantel, comprar sementes o mais limpas possível e por fim, estar atento aos primeiros sinais (isso poderá fazer a diferença entre a vida ou morte da(s) ave(s)).
Tratamento:
Atenção.Os ácaros provocam outras infecções em todo o sistema respiratório, que por consequência levam a debilidade de outros  órgãos.
Devemos ler sempre as indicações e dosagem dos produtos antes de utilizar nos tratamentos, muitos destes produtos são tóxicos e quando mal utilizados podem esterilizar as aves ou mesmo matar.
Separar as aves infectadas.
Avaliar convenientemente o estado em que se encontra a ave ou aves (podendo recorrer a ajuda de um veterinário ou criador mais experiente) muito importante este passo.
Deve começar a dar logo de imediato um poli-vitamínio ( conjunto de várias vitaminas essenciais) uma boa escolha é a qualidade e diversidade nas vitaminas essenciais, para ajudar a ave a combater a falta de apetite e consequente fraqueza, estas ponderão ser ministradas na água ou nas sementes/papa.
Começar o tratamento a mais rápido que puder (não deixar progredir os ácaros), retirar nesta altura o gritez. O gritez contém substancias que dificultam o tratamento (minerais e carvão vegetal), usar uma mistura de semente mais rica e energéticas. Recorrer ao uso de  sementes cozidas ou  germinadas(ricas em ferro).
Durante o período de tratamento não se deve dar banho nas aves doentes.
Há produtos que utilizam as penas como meio de propagação do mesmo (ácaros externos)Arranjar um produto que contenha na sua composição “ivermectina”.
Produto recomendado por vários criadores
a “ivermectina” é de uso exclusivo para aves. Usado no combate a vários tipos de ácaros, vermes carídeos e nemetódeos gastritestinais é também muito eficaz no combate do piolho vermelho.No mercado das pet shops, veterinário e farmácias podemos encontrar alguns remédios/medicamentos para debelar este tipo de ácaros e suas consequenciais.
Das muitas coisas que li e consultei na net e não só os que vou descrever são os mais falados (fórum) bem como paginas onde as doenças das aves são abordadas.O “ ALLAX” da Jofadel, frasco de 5 ml é uma boa aposta. Pelas informações que li do produto pareceu-me bom. Atenção que eu nunca experimentei o “Allax” , estou a basear-me só no que li.Depois temos o “PULMOSAN” da Bogena, frasco de 10 ml, recomendado em muitos sites e forums para problemas de ácaros e sistema respiratório. Este, eu já experimentei e só tenho a reconhecer que é bom. Contudo tem um contra o seu preço.No Sitio do Curio, uma vez ao ano, apos  a muda,usa-se o Ivomec-Pour-On,como prevenção. Ao  indagarmos os preços devemos pensar quanto vale um bom pássaro ou o nosso pássaro preferido, para os criadores será mais fácil a sua compra, pois o produto poderá salvar muitas aves.
Logo o seu preço vale a pena.Devemos ter cuidado na  aplicação devido a ser um produto tóxico e forte.
Também temos o “FLORAMUCIL” da FLORA, produto francês que não é para combater os ácaros, mas sim para restaurar as capacidades respiratórias da ave, utilizando só um complemento de um antibiótico respiratório. Solução de carboxymethylcysteine e de essências vegetais aromatizadas.
A Orniex têm o “CORIZPEX” que é indicado para o controle de infecções respiratórias, gastro-intestinais e outros processos infecciosos das aves.
Como conclusão deste artigo, posso afirmar que haverá muitos outros produtos de outras marcas no mercado, uns melhores outros piores, o objectivo não é comparar produtos ou medicamentos mas sim tentar ajudar as pessoas com este tipo especifico de problema.


ANEMIA


Causas: Falta de glóbulos vermelhos provocada por uma deficiente alimentação, carências de vitaminas, por contágio de algum parasita, ou falta de espaço, sementes estragadas, mofadas ou velhas, ataque do piolho vermelho.

Sintomas: Ave com bico e pele muito pálido e descorado, tem falta de apetite e apresenta emagrecimento, não tem equilíbrio no poleiro, plumagem opaca, sem brilho.

Tratamento: Acrescentar na alimentação papa de ovo, verduras e um complexo vitamínico.

AEROSACULITE


Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado, Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na papa.

ARTRITE

Causas: Hereditariedade, mudanças de temperatura, aviário húmido e sem condições de higiene, alimentação inadequada.

Sintomas: Detecta-se por um inchaço nas articulações, particularmente nas asas e patas, ficam as aves constantemente no fundo da gaiola.


Tratamento: Lavar as zonas afectadas com desinfectante próprio e aplicar uma pomada anti-fungicida, fornecer verduras.

ASMA

Causas: Poeira, corrente de ar, alimentos condimentados e de fraca qualidade, gaiolas sujas,ventilação e higiene das instalações.

Sintomas: Respiração difícil, acesso asmático frequente e ofegante, muito cansaço com pouco esforço. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos, bebe muita água e fica com falta de apetite.

Tratamento: Eliminar frio, vento, poeira, humidade, colocar a ave em gaiola com temperatura controlada “ gaiola hospital a 30º”, na hora da crise administrar antibióticos e tónicos. Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na papa e retirar sementes gordas.

ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA

Causas: Parasita ou fungo de alimentos semi-deteriorados.

Sintomas: As aves parecem estar suadas, fezes esverdeadas, movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita frequência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa.

Tratamento: Não há tratamento satisfatório com medicamentos específicos, contudo pode-se conseguir resultados com alguns medicamentos encontrados no mercado e complexo vitamínico para melhorar a resistência.

BRONQUITE OU TRANQUEITE


Causas: Correntes de ar, aves em local com fraca renovação do ar, bruscas mudanças de temperaturas.

Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruídas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.

Tratamento: Isolar a ave na “ gaiola hospital “ à temperatura de 30º, administrar antibióticos e

vitaminas A e D.

CANDIDIASE

Sintomas: Penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vómitos e as vezes diarreia.

Tratamento: Assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são conseguidos com vários medicamentos.

CARÊNCIA VITAMÍNICA

Sintomas: Falta de vigor, queda de penas fora de época e falta de apetite. Os machos não cantam e de modo geral o pássaro fica adormecido durante o dia no fundo da gaiola.

Tratamento: Dar vitaminas do complexo B (B12) em bebedouro, diariamente. Alimentação enriquecida com maçã e verduras em dias alternados durante 30 dias. Banho nos dias quentes e sol durante 15 minutos no horário da manhã. A papa com ovo cozido não deve faltar.

COCCIDIOSE

Causas: Alimentos e água contaminados pelas fezes ou saliva de outras aves doentes, a coccidiose está directamente relacionada com cuidados gerais de higiene, pode-se fazer prevenção fazendo uma alimentação bem pensada, água limpa e mudada diariamente, manejo adequado ao tipo de criação, isolamento das aves doentes, realizando exames clínicos em caso de mortalidade elevada.


Sintomas: Cansaço, sede contínua, o osso do peito fica saliente, há emagrecimento, fezes aquosas, desidratação e diarreia com fezes com estrias de sangue ou de coloração bem escura.

Esta doença não tem cura.

A coccidiose atinge principalmente o intestino delgado e os cecos em especial dos filhotes, provocando hemorragias.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado para prevenir.

COLIBACILOSE

Causas: Parecida com a coccidiose, mas só com exames veterinários pode ser constatada. É transmissível a animais domésticos e ao homem, porém é uma doença rara de ocorrer, doença provocada por um agente bacteriano com variantes, umas sem causar males maiores, convivendo pacificamente no intestino da ave e outras pelo contrário são patogénicas e resistentes a antibióticos.

Sintomas: Os sintomas tanto nos jovens como nos adultos manifestam-se por sonolência, falta de apetite, a ave se retira para um canto da gaiola, diarreia esverdeada frequente e de cheiro intenso deixando a região da cloaca suja, vómitos frequentes de alimentos misturados a uma substância e a um fluído esverdeado, as penas das fêmeas podem-se apresentar molhadas pela diarreia das crias. Nesses casos a mortalidade é muito elevada entre os primeiros dias de vida das jovens aves.

Tratamento: Antibióticos e desinfecção com bactericida solúvel adequados à doença com duração média de 10 dias, sendo que devemos complementa-lo com um bom complexo vitamínico após esse período.

CONSTIPAÇÃO OU PRISÃO DE VENTRE

Causas: Falta na variedade dos alimentos fornecidos as aves.

Sintomas: Esforço apresentado pela ave, ao evacuar, acompanhado de movimentos e sacudidelas. Ventre inchado, fezes duras, cloaca inchada e vermelha.

Tratamento: Pingar na cloaca azeite duas vezes ao dia, dar-lhes verduras, frutas e vitaminas.

CORIZA

Causas: Bruscas mudanças climatéricas, aves em locais húmidos, aves mal alimentadas, falta de vitamina C.

Sintomas: Corrimento nasal, tosse, respiração difícil, mucosa congestionada, falta de vivacidade, anorexia, corrimento de cerume das narinas, que pode se tornar um ranho purulento, continuamente frequente e mucosa congestionada.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado. O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento da doença.

DIARREIA

Causas: Má alimentação “alimentos azedos, deteriorados e água suja”, fraca higiene no canaril.

Sintomas: Evacuação constantemente com fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, cloaca inflamada, abdómen apresenta cor avermelhada.

Tratamento: Isolamento da ave na « gaiola hospital » e administrar um antibiótico adequado à base de Terramicina ou Aureomicina. Dar vitamina C e retirar todas as verduras e sementes negras ficando a ave só a comer alpista até ao seu restabelecimento total.

DIFTERIA

Causas: Causada pelo bacílo Klebbs-löffler, doença infecciosa, doença epidémica e se alastra rapidamente, não tem cura.

Sintomas: Olhos avermelhados, parecidos à conjuntivite, a ave não consegue engolir os alimentos, respiração com dificuldade.

Tratamento:Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado

DOENÇA RESPIRATÓRIA (CRÔNICA) - D.R.C.

Sintomas: dificuldade de respiração, espirros, corrimento nasal e ocular. Esta doença é bastante semelhante a coriza.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

ENTERITE

Causas: Inflamação dos intestinos, uma das principais causas de morte dos filhotes no ninho.

Sintomas: Diarreia, plumas da cloaca suja pelas fezes, abdómen duro e vermelho e a ave emagrece, para de cantar, tem muita sede.


Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado, vitaminas A e D e eliminar as verduras.

EPILEPSIA

Causas: Alimentação em excesso, sustos, luzes fortes durante a noite, excesso de acasalamento e incubação.

Sintomas: Convulsões.

Tratamento:

FRACTURAS

Quando a ave partir um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida próximo do fundo da gaiola à disposição da ave.

Será necessário fazer uma tala para o osso fracturado, usando gesso dissolvido em água ou álcool.

e for a perna que partiu, pegue uma palhinha cortada ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso.

Se for a asa que partiu, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fractura, tente imobiliza-la com gesso.

Caso não consiga, o melhor e mais correcto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado e habilitado a fazer estes serviços.

HEPATITE

Causas: Inflamação do fígado oriundo de excesso de alimentos gordurosos.


Sintomas: Dilatação do baço, sonolência, perda de apetite ou fome exagerada, tendência para brigas e fezes líquidas, manchas violetas no ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático.

Tratamento: Alimentação refrescante, com cenouras, verduras e frutas. Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado, recomenda-se dar somente alpiste

INDIGESTÃO

Causas: Ocorre em canários glutões.

Sintomas: Sonolência, falta de vivacidade, a ave não canta e não se alimenta, ventre inchado, fezes dura, cloaca inchada e de cor vermelha.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

INFLAMAÇÕES

Dos Membros:

Causas: Picadas de insectos ou inflamação intestinal ocasionada por deficiência alimentar.

Sintomas: Pés, asas, dorso e cabeça apresentam sinais de infecção, em forma de excrescência que se extraído são mortais.

Tratamento: Pomadas ante inflamatórias.

Da Língua:

Causas: Incapacidade de quebrar as sementes, falta de grite ou osso de choco na gaiola e por distúrbios glandulares.

Sintomas: Substância calosa na língua não deixando a ave se alimentar.

Tratamento: Extracção.
Do Uropígio:


Causas: Excesso de gordura, ou ferimento ocasionado pela ave quando espreme a gordura do uropígio ao espojar-se.

Sintomas: Pequeno tumor na glândula do uropígio, a ave perde a fome e a voz, ficando fraca.

Tratamento: O pus deve ser retirado e o local tratado com água oxigenada e tintura de iodo ou mercurocromo.

Intestinal:

Causas: Ingestão de alimentos indigestos ou alimentos fortes que alojam no estômago e intestinos, provocando intoxicação.
Sintomas: Fezes abundantes, abdómen dilatado, cloaca inflamada, a ave não se alimenta.

Tratamento: Antibióticos para cortar as dores de barriga e correcção da alimentação.

Olhos:

Causas: Corrente de ar frio, poeira, ciscos, machucados provocados por acidentes.

Sintomas: Olho vermelho, inflamação, a ave esfrega constantemente os olhos do poleiro.

Tratamento: Limpeza dos olhos com água e pomada oftalmológica.

INFERTILIDADE

Sintomas: Ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução. A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa.

Tratamento: Vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidas aos pássaros para que na época de reprodução estejam em forma. É recomendável adicionar em 1 quilo de papa seca 2 gramas de vitamina “E” em pó.

MUDA ANORMAL

Sintomas: Muda de penas fora de tempo, irregularidade na formação das penas ou quedas contínuas.

Tratamento: Identificar e ultrapassar o problema que pode ser: Mudanças bruscas de temperaturas, excesso de calor ou frio; local muito húmido ou muito seco; correntes de ar; mudança de alimentação; stress, baixa luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial. Identificada a causa administrar boa papa enriquecida com vitaminas e minerais diariamente.

OBESIDADE


Causas: Alimentos gordurosos e falta de exercícios.

Sintomas: Ave demasiadamente gorda, forma deselegante perante seu padrão.

Tratamento: Dieta alimentar.

ORNITOSE

Causas: Moléstia de origem parasitária que é contagiosa.

Sintomas: Tremores, sono, não se alimenta, líquido viscoso pela narina e pálpebras. Mortes inesperadas sem que apresente qualquer sintoma de doenças. Contagioso a animais domésticos e ao homem.

Tratamento: Somente constatada por exames veterinários.

PARASITOSE


Externa:
Causas: Falta de higiene nas instalações.

Sintomas: Queda da plumagem, emagrecimento, aparência anémica, patas brancas, olhos comprimidos.

Tratamento: Fazer a profilaxia das instalações, desinfectar as gaiolas e acessórios.

Interna:

Causas: Parasitas no estômago e nos intestinos transmitidos por fezes contaminadas.

Sintomas: Emagrecimento, e mortalidade elevada.

PIPOCAS DAS PATAS

Causas: Existência de agentes infecciosos no organismo da ave ou alimentação imprópria.

Sintomas: Aparecimento de pipocas (bolinas brancas) no bico, raramente nas asas e principalmente nas patas, inchaço e formação de furúnculos e de cortes nas patas.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

PNEUMONIA

Causas: Queda repentina de temperaturas, ambientes quentes com correntes de ar, banhos excessivos em dias frios.

Sintomas: Embolam colocando a cabeça sob as asas, a cauda acompanha o ritmo respiratório, febre e asas caídas. Falta de vivacidade, penas soltas.

Tratamento: Colocar a ave em gaiola separada com temperatura de 30º a 32º, existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado. Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na papa.

RAQUITISMO

Causas: Muito parecido com o do ser humano raramente ocorre nas aves que são expostas ao sol, somente aparece quando a ave não toma banho de sol.

Sintomas: Pernas e asas fracas, aves pequenas, as vezes deformadas.

Tratamento: Colocar as aves para tomar banho de sol diários, fornecer na papa óleo de fígado de bacalhau.

SALMONELOSE

Causas: Vários agentes patogénicos do tipo Salmonelas, típicos colibacilos bastante resistentes às desinfecções e ao próprio tempo.

Paratifose

Sintomas: Fulminante, a ave fica num canto da gaiola, asas caídas, penas soltas e respiração ofegante, morte repentina.

Tratamento: Isolar a ave doente, desinfectar o canário e local com água com soda, administrar sulfas e antibióticos, clorofenicol e vitaminas.

Aguda

Sintomas: Ave não canta, não tem vivacidade, se retirando para um canto da gaiola, sede, diarreia amarela-esverdeada, cloaca suja, respiração ofegante.

Tratamento: Os mesmos citado para paratifose e desinfecção e bactericida.

As aves curadas são portadoras dos germes.

Crônica

Sintomas: Diarreias alternada com constipação intestinal, emagrece rápido, articulações inchadas.

Tratamento: O mesmo referido as outras duas formas. Evitar cruzar as aves curadas por normalmente transmitirem esterilidade a sua prole ou enterite.

Tratamento Geral: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

SINUSITE INFECCIOSA

Sintomas: Corrimento frequente das narinas e dos olhos que ficam injectados com inchação ao seu redor, podendo apresentar pus. O pássaro não come e permanece com a cabeça em baixo das penas recolhido num canto do poleiro ou no fundo da gaiola. Esfrega, seguidamente, o bico contra o poleiro ou arame, respiração difícil.

Tratamento: Lavar as narinas e olhos com água morna. Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

STREPTOCOCOS

Sintomas: Sono Contínuo. O pássaro se isola em um canto da gaiola. Cloaca suja pela diarreia.

Emagrecimento rápido, Respiração ofegante. A causa e as asas caídas. aumenta o ritmo respiratório, bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruídos agudos.

Tratamento: Existem vários medicamentos de vários fabricantes no mercado.

STRESS

Causas: Sustos, barulhos repentinos nas instalações, etc.

Sintomas: A ave fica sonolenta, abatida, assustada devido à inabitação, alimentação imprópria ou excesso de antibióticos, tumultos dentro do canaril provoca agitação nos pássaros. Muito especialmente ao retornar de exposições ou viagens longas. Tumultos dentro do canaril provoca agitação nos pássaros causando-lhes stress.

Tratamento: Administrar vitaminas, eliminar os barulhos, as causas de fadiga, alimentação insuficiente, mudanças de temperaturas e excesso de parasitas. Administrar vitamínicos:

SUOR DAS FÊMEAS

Aparece quando os filhotes ainda não saíram do ninho. A fêmea, bem como os filhotes, apresenta o peito todo molhado, às vezes o próprio ninho fica húmido.

O suor das fêmeas ocorre devido às diarreias que atacam os filhotes. Estes podem ser provocadas por doenças como a Salmomelose ou mesmo por problemas alimentares. É bom relembrar, a esse respeito que os pássaros não têm glândulas sudoríparas.

TEIGNE

Sintomas: Manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas secas.

Tratamento: Desinfectar bem a gaiola, aplicar com cautela pomada antimicótica.

TOXOPLASMOSE

Doença bastante grave ocorre especialmente nos filhotes e pode ser fatal.

Sintomas: As aves mostram-se tristonhas, fracas e apresentam diarreias, as vezes com sangue, no peito o externo fica bastante saliente e o fígado também costuma ficar inchado.

Tratamento: Os mesmos aplicada a coccidiose.

TIFO

Causas: Transmitida pelas fezes das aves doentes, pela água e picadas de mosquitos.

Sintomas: Asas caídas, penas soltas e diarreia verde. Mortalidade muito elevada e rápida, entre12 e 24 horas.

Tratamento: Isolar as aves. Administrar antibióticos e desinfectar com bactericidas.

VARÍOLA

Causas: Bactéria que se desenvolve na ave num período de 1 a 3 semanas, transmitida por parasitas, insectos, moscas e pelas aves.

Sintomas: Queda de pequenas plumagens ao redor dos olhos, as vezes as pálpebras engrossam, furúnculos, partes mais atingidas bico, faringe e orelha.

Tratamento: Separar a ave, passar desinfectante e bactericida, evitar moscas e insectos fiquem transitando nas aves sadias. As aves atacadas e curadas ficam imunes a doença. Neste caso a antiobicoterapia é geralmente ineficaz; a única acção válida é preventiva por vacinação