6 de jul de 2011

Pastel X Opalinos X Acetinados

Simplificando ao máximo:
Pastel=Estrias totalmente diluídas o canário se torna marrom claro.
Opalino = Canário Opalino tem as estrias diluídas que ficam num tom um pouco mais escuro que a sua cor de fundo.
Acetinados = Existem os acetinados (olhos vermelhos), com estrias diluídas do seguimento mosaico e os Isabelinos do mesmo segmento porém sem olhos vermelhos.

Luiz Fernando Gonçalves
Canários de Cor
Mogi Guaçu - SP.
UCCC GG-067

Pastel, Opalino e Acetinado

Mensagem  AELITON FREITAS MOTA

Fator Pastel: o primeiro Canário mutante, foi apresentado na Itália, no mundial de Treviso em 1957.
A mutação se originou no que se sabe de um isabelino Normal, e recebeu o nome de pastel pelas cores assim denominadas em pintura.
Foi chamado também de segundo fator de diluição, pois sua ação era mais intensa sobre as feomaelaninas que o fator que nos conduz aos Ágatas e Isabelinos, ela faz praticamente desaparecer o desenho dos "marrons", deixando porém leves traços nos canários Canelas.
A mutação foi transferida para os Negro-Marrons e nestes notou-se também a ação sobre as melaninas negras.
Nos Negro-Marrons Oxidados o fator Pastel provoca, sob certas condições, uma diluição acentuada nas grandes penas, conduzindo-nos aos Assas Cinza.
Hoje sabe-se que a tal alteração na pigmentação é produzida por um crescimento anormal dos órgãos melânicos dentro dos melanócitos, os quais praticamente explodem, impedindo após um momento de deposição normal (pontas das penas), que as melaninas sejam depositadas nas quantidades devidas.
O Asas Cinza, apesar de ser pastel, hoje é julgado como uma cor independente.
De acordo com o standard, esta mutação constitui o segundo factor de diluição melanica (o primeiro é o que propicia o fenotipo ágata) e os seus efeitos são:
a) Redução de estrutura eumelanica;
b) Dispersão da feomelanina;
Esta mutação aparece nas seguintes séries:
a) Negro
b) Castanho
c) Ágata
d) Isabel
Lipocromo:
a) Branco recessivo
b) Branco dominante
c) Amarelo
d) Amarelo marfim
e) Vermelho
f) Vermelho marfim
Categoria:
a) Intenso
b) Nevado
c) Mosaico
Negro pastel: Nesta série o pastel provoca uma diluição que modifica a totalidade do desenho e transforma o negro em cinza antracite. Não pode haver descoloração das remiges nem rectrizes, as estrias devem ser diluídas, finas e curtas, as patas, unhas e bico devem ser uniformes, de uma só cor e o mais escuras possível.
De acordo com o standard, esta mutação constitui o segundo factor de diluição melanica (o primeiro é o que propicia o fenotipo ágata) e os seus efeitos são:
a) Redução de estrutura eumelanica;
b) Dispersão da feomelanina;
Esta mutação aparece nas seguintes séries:
a) Negro
b) Castanho
c) Ágata
d) Isabel
Lipocromo:
a) Branco recessivo
b) Branco dominante
c) Amarelo
d) Amarelo marfim
e) Vermelho
f) Vermelho marfim
Categoria:
a) Intenso
b) Nevado
c) Mosaico


Pastel, Opalino e Acetinado

Mensagem  AELITON FREITAS MOTA
Fator Opalino: em 1958, um dos filhotes de um casal de canários verdes de canto clássico se diferenciava bastante dos demais. Ao inves de apresentar as melaninas fortemente oxidadas, seus pigmentos melanicos estavam diluidos de tal modo que o negro ficara com uma tonalidade cinza azulada e o marrom praticamente desaparecia da plumagem.
os pés e bicos porém continuavam escuros, aparentemente sem sofrer ação do novo fator de diluição.
Por analogia da plumagem com a pedra preciosa, foram designados por opalas, e posteriormente opalinos.
A mutação era autossomal e recessiva em relação ao alelo original.
Uma outra particularidade interessante é que as melaninas se depositam na parte interna das penas.
Os pássaros marrons opalinos, canelas e isabelinos, apresentam muito pouca melanina. Nos isabelinos a redução das melaninas é de tal que o pássaros assemelha-se a um lipocromico.
Esta mutação foi apresentada pela primeira vez em 1962, no mundial de ruxelas.
Na prática temos os seguintes acasalamentos:

PORTADOR X PORTADOR resulta em:
25% de filhos OPALINOS
50% de filhos PORTADORES
25% de filhos ÁGATAS NORMAIS

OPALINO X OPALINO resulta em:
50% de filhos OPALINOS
50% de filhos PORTADORES

OPALINO X OPALINI resulta em:
100% de filhos OPALINOS

Apesar de a mutação opalino ser conhecida desde 1958, o cientista holandês Frans Kop nos deu maravilhosa contribuição para melhor compreendermos como a mutação atua na pigmentação das penas. A mutação atua nos melanócitos (Células de melanina) de forma a torna-los menos eficientes na sua função de transferência de melaninas aos queratinócitos (células de queratina, que irão formas as penas). Em suas pesquisas, Frans Kop também constatou que esse reduzido depósito de melaninas é feito no lado inferior das penas. Estas alterações atuam visualmente na plumagem do Ágata de duas maneiras:
- Forte redução da feomelanina. (Quando esta ainda existir no ágata clássico).
- Inversão e redução da eumelanina negra.
Nas figuras a seguir podemos acompanhar como a mutação atua na prática. Nas figuras 1, 2 e 3 vemos excelentes canários da cor clássica Ágata e, nas figuras 4, 5, e 6 vemos excelentes exemplares da mutação Ágata Opalino. Note-se que nestes exemplares não se nota presença de feomelanina (marrom) devido ao alto grau de seleção dos mesmos.

CRITÉRIO DE SELEÇÃO
Devemos preferir os pássaros isentos de feomelanina, com todos os desenhos do ágata clássico, contraste entre desenho e cor de fundo e melaninas na cor cinza azulada.
A expressão das melaninas deve ser escura cinza azulada, sem ser confundida com o cinza-chumbo dos verdes e cobres opalinos. Melaninas claras ou escuras demais são defeitos sérios.
A envoltura é indesejável, pois piora o contraste entre o desenho e a cor de fundo. Os defeitos mais comuns são pássaros com envoltura bem diluída, porém expressão de melanina muito clara, e pássaros com envoltura e expressão de melaninas oxidadas (muito escuros). Ambos os casos são indesejados e provêm de pássaros ágatas clássicos de má qualidade.
Os desenhos de dorso e flancos devem ser contrastantes e bem definidos, finos e entrecortados.
As remiges e retrizes (plumas longas das asas e cauda) devem acompanhar o tom da melanina do desenho do dorso e possuírem suas bordas diluídas e coloridas com a cor de fundo, conforme o ágata clássico.
O desenho de cabeça deve apresentar a calota em cima da cabeça, a despigmentação supraciliar, as bochechas e os bigodes. Outros defeitos bastante comuns são desenho de cabeça oxidado e estrias largas. As vezes estrias finas demais são indesejadas, quando não apresentam o contraste desejado.
Há de se ressaltar que nos mosaicos os desenhos do dorso e flancos não conseguem ser tão finos quantos nos intensos e nevados, devido a suas estruturas de pena serem diferentes.
Falamos exclusivamente de seleção de tipo dos canários ágatas opalinos, porém, não nos esqueçamos que os nossos pássaros serão julgados como um todo. Devemos sempre nos lembrar dos outros itens de seleção, que são: variedade (expressão do lipocromo), categoria (distribuição do lipocromo), plumagem, forma, tamanho, elegância e apresentação.

Ágata Prateado
Ágata Opalino Prateado
Ágata Amarelo Intenso
Ágata Opalino Amarelo Intenso
Ágata Amarelo Mosaico Macho
Ágata Opalino Amarelo Mosaico macho
Amigos é muito importante que não fiquemos com dúvidas, uma resolução só se completa, quando fecha-se o círculo do entendimento. O duvidoso, é sempre aquele que finge entender, quando na realidade, gostaria de entender, mas perdeu a oportunidade. Acreditem, ele o (duvidoso) sempre pensa em fazer algo e sente-se frustado pela idéia não colocada em prática. E quando alguém aplica esta idéia para alguma coisa, ele sofre se corroendo por dentro; e se lamenta: essa idéia era minha!!!!!!
Mesmo que sejam matérias de autores diversos ou até mesmo sua, acredite, elas sempre vai auxiliar alguém. Mesmo que seja o seu maior inimigo, um dia será o seu melhor amigo. O Inimigo serve para falar pra você, algo que o seu melhor amigo não se atreveria a falar.
Se você for sincero com você, então acredite: não terá inimigo!
 
AELITON FREITAS MOTA
o fator opalino é caracterizado por uma forte redução da eumelanina marrom e da feomelanina e inversão da eumelanina negra. Este fenômeno, sob efeito ótico, dá um aspécto "opalizado" ao passaro.
Nos canários Negro-Marrons Oxidados, o fator opalino deixo no manto e desenho em cor de chubo.
ao você pegar um pássaro opalino verifique que na parte inferior da cauda e das penas longas das asas a cor negra bem marcada. Em relação ao Canário verde e o canário Ágata Amarelo do qual você citou, havendo ou não "mutações", ambos se diferenciam pela envoltura e principalmente o desenho; no verde as estrias são mais larga em relação aos ágatas. Lembra-se dos cromossomos? NO (O: Oxidação total das melaninas negras e marros, nos verdes); e Noa (oa: Oxidação parcial das melaninas negras e marrons)? Então, independendo de mutações em seus fenótipos, esta diferença sempre irá ocorrer.

Pastel, Opalinos e Acetinados

Mensagem  AELITON FREITAS MOTA
Juliano, os Cobres podem ser utilizados com as seguintes mutações:
Pastel, Opalino, Topazio, Eumo, Onix e Cobalto.
Já os Canelas podem ser cruzados com as seguintes mutações:
Pastel, Opalino, Eumo, Onix e Cobalto.
Quando cruzamos um canário Cobre ao Canela, fugiriamos as regras e ai teriamos pássaro sem nenhuma importância para efeito de concurso.
Em relação ao Canário Ágata portador de isabelino, você poderia simplesmente volta-lo com fêmeas do próprio Ágata como também a fêmea do Isabelino, abrindo-se um leque para obter as duas cores.
Obs.: Cruzar um Canário Cobre ao Canário Canela, surtiria os mesmos efeitos, quando utilizamos o Canário Cobre com o canário Ágata; que para efeito de concurso você fugiria as característas, tanto de um como de outro. Abraço.

Pastel, Opalinos e Acetinados

Mensagem  AELITON FREITAS MOTA
Estes cruzamento sim, quando colocamos o Cobre Intenso com um Cobre Cobalto, temos a oportunidade de termos futuramente os melhores Cobres Intensos e Nevados assim como viriam excelentes linhagens de Cobres Cobaltos. Vele apena investir nesta linha.
As mutações que eu citei acima, podem ser trabalhadas. Boa sorte.


Pastel, Opalinos e Acetinados

Mensagem  AELITON FREITAS MOTA
Chanes, eu quero que saiba, que além de ser a febre do momento, o Fator Cobalto junto ao Onixes, são as unicas cores que nos dá a possibilidade de chegar ao canário negro.
 
retirado do site http://www.nacaodoscanarios.com/t4943p16-pastel-x-opalinos-x-acetinados?highlight=acetinado

TÉCNICAS PARA IDENTIFICAÇÃO DAS NOVAS MUTAÇÕES

 Fernando Fernandes Teixeira
Revista Brasil Ornitológico nro39



Existe muita expectativa quanto as novas mutações, inclusive muito artigos já foram escritos, no entanto, as duvidas são muitas por parte dos criadores.
Na última viagem que fiz a Itália, estive com meu amigo Arnaldo Araújo visitando um famoso criador em Correggio, considerado por muitos brasileiros e italianos como o melhor criador de canários do mundo, e presenciamos (alias, participamos) uma cena muito interessante. Esse criador estava selecionando alguns casais de canários para seu plantel, havendo duas gaiolas, uma com canários Ágatas Pasteis Prateados e outra com canários Ágatas Topázios Prateados. Os Ágatas Pasteis eram canários bem limpos, sem feomelanina, com bom desenho. Os Ágatas Topázios também eram limpos com estrias finas e bem escuras. Naquele momento, perguntei a esse criador se não existia uma certa confusão na identificação desses canários. Então ele me respondeu que não, pois o Ágata Pastel e bem mais escuro que o Topázio; que o Topázio tem o desenho mais claro, bem como a cor dos olhos e diferente.
Pois bem, sem ele perceber, apanhei um Ágata Pastel, um canário de qualidade media, e com outra mão apanhei um Ágata Topázio macho, bem marcado e com olhos um pouco escuros e pouca melanina central. Indaguei a esse criador qual era o Ágata Topázio e qual era o Ágata Pastel. Para minha surpresa e do Arnaldo, o criador inverteu as cores. Então perguntei novamente, e mais uma vez a resposta foi trocada. Na verdade, acho que qualquer criador ou juiz poderia também encontrar uma certa dificuldade na identificação. Diante desse quadro acho que temos que fazer alguma coisa, quer seja no padrão de julgamento quer seja nos acasalamentos, para que essas mutações sejam melhor caracterizadas e não surjam duvidas. As mutações Topázio e Eumo podem ser identificadas pela cor dos olhos e também pela forma de atuação da melanina.

Analisando a cor dos olhos:
Uma forma muito interessante de identificar a cor dos olhos dos canários, acredito que totalmente desconhecida dos brasileiros e que nos foi demonstrada na Bélgica pelo Sr. Lemy, e através do uso de uma pequena lanterna. A técnica consiste em fazer incidir o facho de luz diretamente no olho do pássaro, de forma que a lente fique bem próxima a ele, e olhando o outro olho verifica-se se ha reflexo da luz, de preferência em um ambiente um pouco escuro. Nos canários Topázios, observa-se que a cor e vermelho-rubi escuro, nos Negro-Marrons Oxidados, e vermelho-rubi claro nos Ágatas. Nos Ágatas Eumo a cor dos olhos e o vermelho normal (vivo), como nos Acetinados, e nos Negro-Marrons Oxidados e um pouco mais escuro, mas de fácil identificação.
Com essa técnica, pode-se ver claramente que os Topázios tem a cor dos olhos avermelhada (quem os cria sabe que nascem com olhos bem vermelhos, como Feos) e não negra, como já citado em vários artigos e ate em livros técnicos.

Analisando a melanina:
Topázios: Esse fator atua reduzindo e modificando a eumelanina negra e reduzindo a eumelanina marrom e a feomelanina. Modifica também a cor do bico, das patas e unhas, tornando-os cor de canela nos Negro-Marrons Oxidados e cor de carne nos Ágatas.
A característica principal do fator Topázio e a redução da melanina com concentração no eixo das penas, visível com nitidez principalmente nas penas longas da cauda. Por isso foram chamados inicialmente de ”Feos de melanina central”. Entendo que este e o item que tem que ser mais valorizado nos canários Topázio, pois não adianta o pássaro ter o desenho dorsal típico e ser isento de feomelanina, mas se não apresentar com nitidez a ”melanina central”, devera ser fortemente penalizado.
Tenho observado nos campeonatos brasileiros que o número de exemplares Topázios, principalmente Ágatas, esta aumentando significativamente, tanto em qualidade como em quantidade. No entanto, acho que ainda, apesar de terem desenhos de dorso muito bons, com isenção de feomelanina, falta redução e concentração da melanina no eixo das penas longas, característica fundamental dessa mutação. Penso que para evitar duvidas de identificação e melhorar o tipo dos Topázios, os cruzamentos deverão ser feitos com pássaros que apresentem muito bem a redução e concentração da melanina, principalmente nas penas longas da cauda.

Eumos:
E um fator que provoca a diluição da eumelanina nas estrias, tornando-as um pouco mais estreitas e modificando sua tonalidade, deixando a envoltura do pássaro mais clara, porque o lipocromo torna-se mais visível no espaço entre as estrias. Provoca também uma sensível redução da feomelanina. Inibe o deposito de melanina nas partes córneas, deixando-as com cor de carne.
Para identificação dos canários Eumos Ágata ou Negro-Marrom Oxidado, em primeiro lugar verificamos se a cor dos olhos e vermelha, e em segundo lugar a cor da melanina nas estrias: se for negra (cinza escuro) trata-se dos mutantes Eumos Ágata, Cobre, Verde ou Azul, pois os outros dois fatores de ”albinismo” ( ino e acetinado), quando introduzidos nos Negro-Marrons Oxidados ou Diluídos, provocam a inibição total da melanina negra, deixando o pássaro atípico ou isento de melanina negra no caso dos Feos.
Cabe ressaltar, Marrons Oxidados Eumos, a cor dos olhos e mais escura que a dos Ágatas Eumos, mas mais clara que nos Topázios, e o tipo (desenho) e parecido com o de um Pastel equivalente.
Particularmente acho que essa mutação e bem mais interessante do que a Topázio, pois pelo fato de somente provocar diluição da melanina negra, o contraste existente no pássaro com desenho negro ou cinza escuro com os olhos vermelhos e muito bonito.
Acredito que no futuro, através de acasalamentos altamente seletivos, objetivando somente a redução da melanina - tornando-se a cor das estrias mais escuras, com pouca diluição, e sem provocar o escurecimento dos olhos, teremos pássaros ainda mais impressionantes.
Outras considerações:
-Tratam-se de mutações Autossomais Recessivas, portanto não ligadas ao sexo;
-Os Isabeis e Canelas Topázios, bem como os Isabeis Eumos, não concorrem porque os pássaros não tem padrão definido;
-Quanto a mutação Canela Eumo, não fiz nenhuma consideração porque ainda não vi nenhum pássaro, faltando-me conhecimento técnico para poder emitir qualquer opinião.

Observando as Melaninas

Anuário Técnico Oficial - 4C - Junho 2004
Por Álvaro Blasina

Para efeitos de classificação, dividem-se os canários de cor em dois grandes grupos á saber:1. Canários de linha clara (ausência total de melaninas)2. Canários de linha escura (presença de melaninas)Chamamos tecnicamente de "tipo", o conjunto de manifestações melânicas visíveis na plumagem, pés e bico de todos os canários chamados de linha escura.Dentro dos canários da linha escura, existe o grupo dos chamados clássicos, que são: os azuis, verdes, cobres, ágatas, canelas e isabéis, e as respectivas mutações, que são: pastéis, opalinos, feos, acetinados,asas cinza, topázios, onix e eumo.Os pigmentos melânicos tem origem proteica e basicamente se dividem em 3 grupos:* Eu melanina negra
* Eu melanina marrom
* Feo-melaninaEmbora o tipo seja avaliado num único item na planilha de julgamento, a
sua análise envolve um conjunto de características que os pássaros da
linha escura apresentam, e a sua compreensão é fundamental para o
sucesso na seleção, julgamento e acasalamento.Para analizar o tipo dos canários, devemos subdividir os diferentes
tópicos que irão compor o conjunto de pontos à serem atribuídos à cada
exemplar.Assim sendo, temos os seguintes elementos:* Desenho
* Envoltura
* Teor melânico em pés e bicos (unicamente para exemplares negro-marrom oxidados)
* Presença de feo-melanina

DESENHO


Chamamos tecnicamente de desenho, à duas manifestações diferentes:1. desenho originário das eu-melaninas (negra ou marrom)
2. desenho originário das feo-melaninas periféricas
3. desenho originário das feo-melaninas centrais (topázios)Uma das características das eu-melaninas (negra ou marrom) é o seu
depósito no centro das penas do dorso, cabeça e flancos, aferindo aos
canários desenhos característicos, que variam de acordo com cada cor.Basicamente, nos canários chamados de "oxidados" (azuis, verdes, cobres
e canelas) ele deve se apresentar o mais largo e contínuo possível, e
nos canários diluídos (ágatas e isabéis) deve ser fino e entrecortado.Quanto mais expressivo o desenho se apresentar em todas as regiões de
eleição (dorso, cabeça e flancos) mais valorizado será o exemplar.O desenho tem uma tendência à variar de largura em todos os pássaros
dependendo deles serem intensos, nevados ou mosaicos. A estrutura das
penas de cada um deles é diferente, o que redundará num desenho mais ou
menos largo entre um exemplar e outro.Assim sendo, os canários intensos tem em média desenho mais fino do que
os nevados, e estes por sua vez, mais fino do que nos mosaicos.A cor e tonalidade do desenho dos canários, varia muito de acordo com cada cor ou mutação.Sugerimos consultar o Manual de Julgamento de Canários de Cor da OBJO,
onde essa tonalidade é descrita para cada cor clássica e suas mutações
(azuis, verdes, cobres, canelas isabéis e as mutações pastel,opalino,
acetinado onix, eumo, etc.).A única exceção de desenho eu-melânico é a dos canários "asas cinza",
onde por efeitos de seleção, e partindo de canários pastéis
negro-marrons oxidados, a melanina negra se deposita prioritariamente
na borda das penas, conferindo à plumagem uma característica própria de
pigmentação, ficando o centro das penas claro e a borda mais escura.Com referência às feo-melaninas, existem 2 manifestações diferentes no que refere ao desenho:1. canários feo
2. canários topázioOriginalmente, as feo-melaninas (de cor marrom ferrugem) se apresentam na borda das penas.Considerando que os canários feo inibem a manifestação de eu-melanina e
somente possuem na sua plumagem feo-melanina, o desenho dos mesmos
coresponde à características de "escamação" na cor da plumagem.À través de seleção genética, foram obtidos exemplares que depositam
feo-melanina no centro das penas chamados de "topázio" cujas
caracterísitas de desenho obedecem as descrições dos canários com
eu-melanina, respeitando a tonalidade própria referente à esta mutação.

ENVOLTURA


Embora muito se associe a presença de eu-melanina como sendo a
responsável pelo desenho dos canários, ela também se manifesta na
característica chamada de envoltura.Podemos chamar de envolutra.a presença eu-melâica dispersa na plumagem, que não seja o desenho.Se observamos um canário cobre intenso ou canela vermelho intenso,
veremos no seu peito, uma coloração muito mais escura do que o
lipocromo vermelho. Embora não exista nessa região nenhuma manifestação
de desenho, vemos que existe uma tonalidade escura misturada com a cor
vermelha. Essa manifestação, está presente em toda a plumagem desses
exemplares.Nos canários chamados oxidados (azuis, verdes, cobres e canelas),
quanto mais oxidada seja a envolutra, maior a valorização no item
"tipo" na planilha de julgamento.Já nos canários chamados de "diluídos" (ágatas e isabéis), quanto menor
ou menos oxidada a envolutra, maior será a sua valorização.Por ser a envoltura uma característica das eu-melaninas, não se deve
avaliar envoltura nos canários feos, uma vez que eles não apresentam
qualquer vestígio de eu-melanina.

TEOR MEIANICO EM PÉS E BICOS


A presença de melanina nos pés e bicos dos canários somente fica
nitidamente visível nos canários negro-marrons oxidados (azuis, verdes
e cobres) com exceção dos feos e topázios.Assim sendo, em todos os outros casos, tanto nos clássicos como nos
mutados, se valoriza a maior presença de melanina (pés e bicos o mais
escuros possível).

PRESENÇA DE FEO-MELANINA


A presença de feo-melanina periférica é penalizada na maioria dos
canários da linha escura com a exceção dos canários canela pastel, e
feo.Nos canários canela, deve se prestar bastante atenção na avaliação,
pois a tonalidade da envoltura e a presença de feo-melanina podem ser
confundidas já que ambas são de cor marrom e a diferença de tonalidade
entre ambas é muito sutil.

A PLUMAGEM DOS CANÁRIOS

Comprimento, pigmentação e colocação

A plumagem tem fundamental importância no Fenótipo dos canários!
Uma plumagem sedosa e aderente ao corpo, além de proporcionar maior beleza, facilitará o visual
do desenho dorsal e de flancos nos CANÁRIOS MELÂNICOS, assim como permitirá melhora da colocação
amarela ou vermelha nos exemplares LIPROCRÔMICOS assim como nos MELÂNICOS. Dentre as
características complementares, este é o item de maior importância na Tabela de Pontuação da OBJO/FOB,
valendo 15% do total de pontos do exemplar em julgamento.

O COMPRIMENTO DAS PENAS


Existem três tamanhos básicos de pena: curtas, médias e longas.

As PENAS CURTAS são aquelas que ficam bem aderente ao corpo e podem ser facilmente
observadas nas espécies silvestres. Isto ocorre devido a necessidade de rapidez no vôo e pela facilidade da
cópula durante o acasalamento.
As PENAS MÉDIAS são aquelas que deixam o exemplar volumoso e, às vezes, com facho lateral
prejudicando sua estética.
Em nossos criadouros, quando acasalamos um canário que possua penas longas, para facilitarmos
a fecundação, cortamos o excesso de penas próximas à região da cloaca, tomando cuidado para não
cortarmos as plumas que saem diretamente da borda desta.
Os silvestres em seu “habitat” natural, normalmente não têm este tipo de plumagem, pois a própria
natureza se incumbe de dificultar a multiplicação destas aves.
Existem várias evidências práticas que nos permite caracterizar o canário como sendo de
plumagem CURTA:

CRUSAMENTO DE CANARIOS DE COR

Acasale sempre

linha clara  x  linha clara
linha escura  x  linha escura
sem fator  x  sem fator
com fator  x  com fator
nevado  x  intenso
nevado  x  dominante
nevado  x  recessivo
mosaico  x  mosaico
diluído  x  diluído

*TABELAS

A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados

2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos

3 - nevado x dominante 
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes

4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera pássaros com excesso de névoa e de plumagem.

Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.