21 de out de 2010

Problemas com a reprodução dos periquitos.

Compramos um ou mais casais, colocamos em gaiolas ou viveiros e ficamos á espera de vários filhotes. Normalmente é tudo o que a maioria dos iniciantes fazem. Pouco tempo depois vem às queixas sobre os problemas e acidentes ocorridos. Existe uma faze chamada preparação e cuidados que quando não observada o resultado serão problemas.
Se vamos acasalar periquitos, que cores vamos querer para os filhotes? Podemos programar antes, desde que seja possível conhecer o pedigree das aves. E isto é fácil quando se compra de um criador organizado. Porém se sairmos catando um aqui e um ali será surpresas sempre, e infelizmente, às vezes péssimas surpresas.
Portanto, o ideal é sempre que possível comprar de um criador idôneo. Procurar saber a idade das aves, se receberam doses corretas de vermífugos, se receberam um complemento vitamínico após o vermífugo, estão há quanto tempo sem por (fêmeas). Quais cores produzirão melhores resultados quando combinadas? O que é um dominante? Um recessivo? Porque evitar acasalar dois recessivos, se podemos usar um portador? Todas estas perguntas são fáceis de responder para um criador experiente, e é claro para um leitor deste blog, pois está tudo escrito lá é só ler.
Desta forma, pelas dúvidas mais apresentadas até agora e dúvidas sempre repetidas, eu oriento que seja feito uma boa pesquisa antes de começar a criar. Tenho certeza que vai valer à pena, pois não é difícil, e assim como eu me coloco á disposição para orientar, dentro do limite do meu conhecimento, outras pessoas em outros blogs também estão a nossa disposição pela internet.
Agradeço sempre a participação de todos, pois aprendo muito com cada pergunta feita, e procuro responder sempre, pois o meu objetivo é formar mais e mais adeptos a melhorarem o periquito australiano.

FATRORES QUE INTERFEREM NA FERTILIDADE DOS PERIQUITOS

A baixa fertilidade nos periquitos preocupa bastante os criadores que não param de pesquisar em busca das respostas para este problema. É bastante difícil conseguir que 50% dos ovos eclodam. Existe um estudo feito através da análise de 1.200 ovos que não eclodiram, obtendo o seguinte resultado:
Situação do ovo número porcentagem:

- Branco 879 73,3 %

- Filhote morto no ovo 178 14,8 %

- Morte precoce do embrião 133 11,1%

- Ovos deformados 8 0,7%

- Ausência de gema 2 0,2%
Após o sexto ou o oitavo dia de choco os ovos apresentam aumento na escuridão interna que pode ser observado com o auxílio da luz (uma lanterninha). Caso não aconteça são reconhecidos como “brancos” ou inférteis como os 879 da relação acima. Apesar de ser rara a infertilidade nos machos, isto pode acontecer quando, por exemplo, todos os ovos de uma postura forem “brancos”, pois uma fêmea não produziria ovos se fosse infértil.

Algumas vezes são diagnosticados como falha no acasalamento, como no caso em que o criador deixa machos e fêmeas juntos em um viveiro durante os períodos de descanso. Muitas vezes vai juntando filhotes de ambos os sexos até que fiquem adultos num mesmo ambiente. Isto faz com que se acasalem naturalmente e quando separados e apresentados a outro par eles não se adaptam bem ao outro parceiro. Por isto a recomendação é que fiquem separados por sexo até a época de acasalamento.

É constatado também que alguns machos, vez por outra, param de produzir espermatozóides por algum tempo voltando depois a normalizar. Alguns periquitos, principalmente pela evolução do padrão, apresentam penas mais compridas e muito fofas prejudicando o contato sexual na região da cloaca. Existe a recomendação (de alguns criadores), em se cortar as penas em volta desta região para que não atrapalhe no momento do encaixe entre as aberturas masculinas e femininas.
Conversando com criadores de periquito inglês, tive a certeza de que todos eles conhecem bem de perto os problemas com a infertilidade destas aves. São do conhecimento deles as atitudes como: machos e fêmeas em viveiros separados até o período de acasalamento, cortar as penas da região cloacal, (só as penas, as plumas não) e os períodos sem espermatozóides que alguns machos apresentam.
Como se não bastassem, existem situações outras como o hábito de algumas fêmeas em ficar o tempo todo dentro da caixa não dando chances para a cópula com o macho. Neste caso, após a retirada dos ovos brancos devemos fechar a entrada da caixa por uns dias para dar chance ao bom entendimento do casal.
Os poleiros muito finos ou frouxos (bambas), também dificultam no momento da cobertura. Outro fator importante é o manuseio dos ovos, podem ser contaminados pela mão do criador. Se precisar lavá-los deve ser feito com água á 40 graus e com a utilização de luvas descartáveis. A água fria não impede que os germes penetrem na casca do ovo. É sempre bom lembrar que a temperatura de incubação é de 38 graus, apenas dois graus a menos.
Parece muito difícil e que somente um especialista conseguiria driblar todos os obstáculos, mas não é assim que tem que ser visto. Se tivermos amor com as aves, paciência e um pouco de dedicação, a natureza nos recompensará com certeza.

FATORES QUE INTERFEREM NA FERTILIDADE DOS PERIQUITOS, PARTE II
 
Conversando com criadores de periquito inglês, tive a certeza de que todos eles conhecem bem de perto os problemas com a infertilidade destas aves. São do conhecimento deles as atitudes como: machos e fêmeas em viveiros separados até o período de acasalamento, cortar as penas da região cloacal, (só as penas, as plumas não) e os períodos sem espermatozóides que alguns machos apresentam.

Como se não bastassem, existem situações outras como o hábito de algumas fêmeas em ficar o tempo todo dentro da caixa não dando chances para a cópula com o macho. Neste caso, após a retirada dos ovos brancos devemos fechar a entrada da caixa por uns dias para dar chance ao bom entendimento do casal.
Os poleiros muito finos ou frouxos (bambas), também dificultam no momento da cobertura. Outro fator importante é o manuseio dos ovos, podem ser contaminados pela mão do criador. Se precisar lavá-los deve ser feito com água á 40 graus e com a utilização de luvas descartáveis. A água fria não impede que os germes penetrem na casca do ovo. É sempre bom lembrar que a temperatura de incubação é de 38 graus, apenas dois graus a menos.
Parece muito difícil e que somente um especialista conseguiria driblar todos os obstáculos, mas não é assim que tem que ser visto. Se tivermos amor com as aves, paciência e um pouco de dedicação, a natureza nos recompensará com certeza.

DOENÇAS NOS PERIQUITOS

DOENÇAS NOS PERIQUITOS – Parte I

Parte I: Linhas Gerais

A atitude principal de quem pretende criar periquitos é dar condições adequadas para que não se instale nenhuma doença neles, pois o entendimento sobre as doenças requer bastante estudo e até mesmo a presença de um especialista no assunto. Procuro neste artigo expor um apanhado de conhecimentos adquiridos através do tempo no trato com estes maravilhosos pássaros, e no acompanhamento das lições ensinadas por outros criadores.
Na observação diária é possível perceber quando algo não vai bem, e o periquito começa a se apresentar um pouco triste, embolado, desanimado e tende a isolar-se num cantinho da gaiola ou do viveiro. Provavelmente se alimenta mal e sente frio. Providências têm que ser tomadas imediatamente, pois é impressionante a velocidade como sucumbem. Algumas vezes eles apresentam a “boca” molhada, com as penas em volta como se estivesse babando. Poderá se tratar de uma doença causada por fungos, tipo aftas. Se for realmente confirmado deverá ser tratado com medicamentos fungicidas e um profissional da área poderá nos indicar exatamente o remédio.
Outras vezes ao examinarmos a região em volta da cloaca percebemos irregularidades causadas por mal funcionamento intestinal tipo enterites. Apresentam fezes coladas nas penas desta região com as mais diferentes cores: vermelho, preto, verde, e amarelo. Podendo ser também fezes líquidas. O periquito tentará se limpar sozinho e cada vez se reinfesta mais. Tem que ser lavado imediatamente a região cloacal usando água morna e um pouquinho de sabão neutro secando em seguida com papel higiênico. Este pássaro deve ser transferido para uma “enfermaria”. Uma gaiola pequena envolvida por uma capa (um plástico ou pano) colocando também uma lâmpada acesa para aquecê-lo, (de preferência infra vermelho). Enquanto não for definido o que exatamente ele deve tomar, só esta situação de conforto, (isolamento com aquecimento) e higiene, muitas vezes é o suficiente para o começo de uma melhora.
Nos aviários e agropecuárias onde compramos as sementes, encontram-se profissionais capazes de nos orientar, assim como alguns criadores mais experientes que já conhecem os medicamentos mais utilizados (com orientação) em seus pássaros. Muitas doenças surgem pela carência de vitaminas que encontramos com abundância nas folhas verdes e nas frutas, como a vit. A por exemplo, que evita as infecções respiratórias. Normalmente quando são bem alimentados e não passam frio, calor nem outros tipos de stress como ambientes inadequado, dificilmente adoecem.

DOENÇAS NOS PERIQUITOS – Parte II

Parte II: Sarna
É uma doença simples, de fácil tratamento, porém causa muito desconforto dor e até a morte do periquito. A Sarna se apresenta com placas escamosas de coloração amarelada, que se situam especialmente nas áreas sobre o bico, em torno do globo ocular e nas extremidades do bico e das patas, podendo ser levada também para a região da cloaca.

Seu tratamento é basicamente aplicações locais de medicamentos específicos, bastando para isto segurar o periquito com umas das mãos, e colocar sobre as regiões afetadas uma ligeira camada de pomada acaricida para pássaros, efetuando uma suave massagem para que se vá soltando as crostas e escamas onde se alojam os ácaros. Aplica-se pulverizações de inseticidas em spray ou pó, especialmente para pássaros.

É comum encontrar esta doença em periquitos que rolam de uma para outra gaiola suja em pequenos comércios de aves pela cidade. Em criadouros onde os pássaros são bem cuidados, desinfetados e desverminados periodicamente é muito raro vermos esta doença.

Quando encontro um periquito nestas condições indico o uso de SBP, inseticida doméstico a base de água. Após agitar o frasco, direciono o jato para bem próximo de um papel limpo e deixo formar uma massa líquida onde com o auxílio de um cotonete aplico esta substãncia sobre as partes afetadas. Esta indicação está presente em livros sobre criação de pássaros, é eficiente, e dependendo do caso resolve com duas ou três aplicações.

DOENÇAS - CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTOS

ACARÍASE RESPIRATÓRIA Causas: Ataque do ácaro Stermostoma tracheaculum, nas vias respiratórias. As exposições e trocas e compras de aves são as principais causas pela instalação da doença no canaril.
Sintomas: Respiração penosa, ofegante, tosses, plumagem desalinhada, emagrecimento da ave, abertura do bico sincronizado com os movimentos respiratórios.
Tratamento: Isolar a ave, desinfetar todo o criadouro, aplicar aerosol com antibióticos. Aviobitina na água de beber. Desinfectar as gaiolas todos os dias com solução Biocid na proporção de 2 ml por litro de água. Aplicar vacinação adotando o processo de arrancar algumas penas da coxa do pássaro, esfregando, levemente uma gota de ivomec. Aplicar o Ivomec pruron (azul), neste caso não precisa retirar a pena, somente pingue uma gota em uma área descoberta de pena, que assim, a pele absorverá o medicamento. A medicação deve ser repetida 15 dias após a aplicação da primeira dose de ivomec. (Aplicar em todo o plantel em duas doses com intervalo de 15 dias).
ÁCAROS DAS PENAS
Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.
Sintomas: As penas apresentam-se caídas e é possível percebe-los como pequenos traços escuros entre as bárbulas. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe sua asa aberta contra a luz.
Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize uma única vez com inseticida à base de piretina numa distância de uns 30 cms.
ÁCAROS VERMELHOS
Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Este parasitas causam grandes problemas na reprodução são os chamados piolhos vermelhinhos, só apresentam esta cor vermelha quando estão cheios de sangue, caso contrário sua cor é pardo-acinzentada.
Sintomas: Estes ácaros ao dia se escondem nas ranhuras dos poleiros, molas das portas e buracos na parede ou teto, ataca as aves a noite, as aves não param de se bicar tentando tirar os ácaros.
Tratamento: Pulverize poleiros, molas e paredes com um inseticida spray à base de piretina, nas aves pode-se borrifar inseticida spray SBP, as paredes podem ser pintadas com a cal virgem.

 ANEMIA
Causas: Sementes estragadas, mofadas ou velhas, ataque do piolho vermelho e falta de alimentação.
Sintomas: Falta de apetite, emagrecimento, não tem equilíbrio no poleiro, ave pálida e a plumagem opaca, sem brilho.
Tratamento:
 
AEROSACULITE
Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta.
Tratamento: Baytril ou Tylan 200 (1gota no bico), Linco Spectin, Oftcor (2gotas no bico), Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.
ARTRITE
Causas: Mudanças de temperaturas e para locais úmidos e alimentação inadequada.
Sintomas: Inchaço das articulações, ficam no fundo da gaiola.
Tratamento:
ASMA
Causas: Poeira, friage, alimentos condimentados, gaiolas sujas, mudanças no clima e mal ventilação do criadouro.
Sintomas: Respiração difícil acesso asmático freqüente e ofegante. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos.
Tratamento: Eliminar frio, vento, poeira, úmida, colocar a ave em gaiola com temperatura de 30o, na hora da crise administrar gotas de adrenalina a 1./10.000, e antibióticos e tônicos. Baytril ou Tylan 200 (1gota no bico), Linco Spectin, Oftcor (2gotas no bico), Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.
ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA
Causas: Parasito ou fungo de alimentos semi deteriorados.
Sintomas: As aves parecem estar suadas, fezes esverdeadas, Movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita freqüência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa.
Tratamento: Não há tratamento satisfatório com medicamentos especifícos, contudo, algum, resultado pode ser conseguido com NF 180 (2 g para 1 kl farinhada seca) e complexo vitamínico para melhorar a resistência. De qualquer forma a cura pode ser tentada com Ancotil na dosagem de 120 a 250 mg por quilo de farinhada seca, oferecida durante 3 dias.
  
BRONQUITE OU TRANQUEITE
Causas: Correntes de ar, aves em local de ar não renovado, bruscas mudanças de temperaturas.
Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruidas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.
Tratamento: Colocar a ave separada numa temperatura de 30o e administrar antibióticos e vitaminas A e D e aviobitina na água de beber.

CANDIDIASE
Sintomas: Penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vômitos e as vezes diarréia.
Tratamento: Assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são conseguidos com Micostatin (1 gota no bico) e 8 gotas no bebedouro. Nizoral (1 comprimido transformado em pó adicionado a 1 kilo de farinhada seca) também produz bom efeito.

CARENCIA VITAMINICA
Sintomas: Falta vigor, queda de penas fora de época e falta de apetite. Os machos não cantam e de modo geral o pássaro fica adormecido durante o dia no fundo da gaiola.
Tratamento: Oferecer 5 gotas de Potenay B12 ou Vita_Gold em bebedouro de 60 ml de água, diariamente. Alternar com Ferro SM no bebedouro por período de 15 a 20 dias. Alimentação enriquecida com maçã, jiló, e verduras em dias alternados durante 30 dias. Banho nos dias quentes e sol durante 15 minutos no horário da manhã. A farinhada com ovo cozido não deve faltar.
COCCIDIOSE
Causas: Alimentos e água contaminados pelas fezes ou saliva de outras aves doentes.
Sintomas: Cansaço, sede contínua, o osso do peito fica saliente, há emagrecimento, fezes aquosas, desidratação e diarréia com fezes com estrias de sangue ou de coloração bem escura. Esta doença não tem cura.
A coccidiose atinge principalmente o intestino delgado e os cecos em especial dos filhotes, provocando hemorragias.
Tratamento: Sulfaquinolaxia, Vetococo, Coccirex, Amprolium e a Sulfametaxina, administrar junto para evitar a resistência dos protozoários complexos vitamicos como vitamina K e Hidrac ou Pedyalit. Administrar os remédios conforme indicação da bula.
COLIBACILOSE
Causas: parecida com a coccidiose, mas só com exames veterinários pode ser constatada. É transmissível a animais domésticos e ao homem, porém é uma doença rara de ocorrer.
Sintomas: Sonolência, Falta de apetite, a ave se retira para um canto da gaiola, diarréia esverdeada deixando a região da cloaca suja, Vômitos freqüentes de alimentos misturados a uma substância e a um fluído esverdeado. Neses casos a mortalidade é muito elevada entre o primeiro e o segundo dia.
Tratamento: Sulfas e antibióticos e desinfecção com bactericida, Zooserine, Quemicetina solúvel, Cloranvex e Gentamicina (colírio 1 gota no bico). A medicação deve ser oferecida conforme a bula.
CONSTIPAÇÃO OU PRISÃO DE VENTRE
Causas: Falta na variedade dos alimentos fornecidos as aves.
Sintomas: Esforço apresentado pela ave, ao evacuar, acompanhado de movimentos e sacudidelas. Ventre inchado, fezes duras, cloaca inchada e vermelha.
Tratamento: Pingar na cloaca azeite de oliva duas vezes ao dia, dar-lhes verduras, frutas e vitaminas.
CORIZA
Causas: Bruscas mudanças climáticas, aves em locais úmidos, aves mal alimentadas, falta de vitamina C.
Sintomas: Corrimento nasal, tosse, respiração difícil, mucosa congestionada, falta de vivacidade, aneroxia, corrimento de cerume das narinas, que pode se tornar um ranho purulento, continuamente freqüente e mucosa congestionada.
Tratamento: Limpar as narinas com cotonete impregnado em solução de permanganato de potássio, com 1./1.000. Administrar antibióticos com penicilina mais estreptomicina, clorofenicol na água de beber, vitaminas, Aviobitina e Neo Sulmetina SM. 100 PS (vide bula), Linco Spectrin (1g em 1,5 L água), Tylan 200 (1 gota no bico). O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento da doença.

DIARRÉIA
Causas: Má alimentação, alimentos azedos, deteriorados e água suja.
Sintomas: Fezes líquidas de cor amarela-esverdeada, falta de apetite e emagrecimento, ânus inflamado.
Tratamento: Corte as penas do traseiro com cuidado e lave com água morna, após enxugue. Administrar Neo Sulmetina SM, coalhada fresca, se optar pela coalhada não de água, somente a coalhada até a recuperação da ave.
 
DIFTERIA
Causas: Causada pelo bacílo Klebbs-löffler, doença infecciosa, doença epidêmica e se alastra rapidamente, não tem cura.
Sintomas: Olhos avermelhados, parecidos à conjuntivite, a ave não consegue engolir os alimentos, respiração com dificuldade.
Tratamento:

DOENÇA RESPIRATÓRIA (CRÔNICA) - D.R.C.
Sintomas: dificuldade de respiração, espirros, corrimento nasal e ocular. Esta doença é bastante semelhante a coriza.
Tratamento: Tylan 200 (1 gota no bico), Linco Spectrin (1g 1,5 L água), Ofticor (2 gotas no bico). Tratamento de 1 semana.
ENTERITE
Causas: Inflamação dos intestinos, uma das principais causas de morte dos filhotes no ninho.
Sintomas: Diarréia, plumas da cloaca suja pelas fezes, abdômen duro e vermelho e a ave emagrece, para de cantar, tem muita sede.
Tratamento: Vermífugos, Coccidiostáticos, Antibióticos, Antimicóticos, Nitrofurazona, sulfas, vitaminas A e D e eliminar as verduras. É útil administrar 2 gotas de Aderogil no bebedouro de 50cc.

EPILEPSIA
Causas: Alimentação em excesso, sustos, luzes fortes durante a noite, excesso de acasalamento e incubação.
Sintomas: Convulsões.
Tratamento:
FRATURAS
Quando ocorre de a ave quebrar um osso, a primeira providência é retirar os poleiros e colocar água e comida a disposição da ave.
Será necessário encanar o osso com gesso dissolvido em água ou álcool, que levará mais ou menos um mês para colar.
Se for a perna que quebrou, pegue um canudinho de refresco cortado ao meio, coloque as duas partes na perna e passe o gesso, deixando uns 45 dias, após retire o gesso.
Se for a asa que quebrou, será necessário cortar todas as penas da asa, dependendo da fratura, tente encaná-la com gesso.
Caso não consiga, o melhor e mais correto é levar a ave a um veterinário, que esta mais acostumado a fazer estes serviços.
HEPATITE
Causas: Inflamação do fígado oriundo de excesso de alimentos gordurosos.
Sintomas: Dilatação do baço, sonolência, perda de apetite ou fome exagerada, tendência para brigas e fezes líquidas, manchas violetas no ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático.
Tratamento: Alimentação refrescante, com cenouras, verduras e frutas. Pro livre (5 gotas no bebedouro), Antitóxico SM(vide bula), epocler (10 gotas no bebedouro por 5 dias), recomenda-se dar somente alpiste e chicória.
INDIGESTÃO
Causas: Ocorre em canários glutões.
Sintomas: Sonolência, falta de vivacidade, a ave não canta e não se alimenta, ventre inchado, fezes dura, cloaca inchada e de cor vermelha.
Tratamento: Zooserine, Quemicetina soluvél, cloranvex e Gentamicina (colírio 1 gota no bico).

INFERTILIDADE
Sintomas: Ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução. A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa.
Tratamento: Vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidas aos pássaros para que na época de reprodução estejam em forma. É recomendável adicionar em 1 quilo de farinhada seca 2 gramas de vitamina “E” em pó.

INFLAMAÇÕES
Dos Membros:
Causas:Picadas de insetos ou inflamação intestinal ocasionada por deficiência alimentar.
Sintomas: Pés, asas, dorso e cabeça apresentam sinais de infecção, em forma de excrescência que se extraído são mortais.
Tratamento: Pomadas ante inflamatórias.
Da Língua:
Causas: Incapacidade de quebra dos grãos, falta de osso de peixe na gaiola e por distúrbios glândulares.
Sintomas: Substância calosa na língua não deixando a ave se alimentar.
Tratamento: Extração.
Do Uropígio:
Causas: Excesso de gordura, ou ferimento ocasionado pela ave quando espreme a gordura do uropígio ao espojar-se.
Sintomas: Pequeno tumor na glândula do uropígio, a ave perde a fome e a voz, ficando fraca.
Tratamento: O pus deve ser retirado e o local tratado com água oxigenada e tintura de iodo ou mercuriocromo.
Intestinal:
Causas: Ingestão de alimentos indigestos ou alimentos fortes que alojam no estômago e intestinos, provocando intoxicação.
Sintomas: Fezes abundantes, abdômen dilatado, ânus inflamado, a ave não se alimenta.
Tratamento: Antibióticos para cortar as dores de barriga e correção da alimentação.
Olhos:
Causas: Corrente de ar frio, poeira, ciscos, machucados provocados por acidentes.
Sintomas: Olho vermelho, inflamação, a ave esfrega constantemente os olhos do poleiro.
Tratamento: Limpeza dos olhos com água boricada.
MUDA ANORMAL
Sintomas: Muda de penas fora de tempo, irregularidade na formação das penas ou quedas contínuas.
Tratamento: Identificar e sanaro problema que pode ser: Mudanças bruscas de temperaturas, excesso de calor ou frio; local muito úmido ou muito seco; correntes de ar; mudança de alimentação; stress, baixa luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial. Identificada a causa administrar boa farinhada enriquecida com vitaminas e minerais diariamente.
OBESIDADE
Causas: Alimentos gordurosos e falta de exercícios.
Sintomas: Ave demasiadamente gorda, forma deselegante perante seu padrão.
Tratamento: Dieta alimentar.
ORNITOSE
Causas: Moléstia de origem parasitária que é contagiosa.
Sintomas: Tremores, sono, não se alimenta, líquido viscoso pela narina e pálpebras. Mortes inesperadas sem que apresente qualquer sintoma de doenças. Contagioso a animais domésticos e ao homem.
Tratamento: Somente constatada por exames veterinários.
PARASITOSE
Externa:
Causas: Falta de higiene nas instalações.
Sintomas: Queda da plumagem, emagrecimento, aparência anemica, patas brancas, olhos comprimidos.
Tratamento: Fazer a profilaxia das instalações, desinfetar as gaiolas e acessórios com SBP, os ninhos com puxine em pó ou similar. Desinfectar o criadouro com 3 meses antes com kill red (20g para 6 litros d'água), gaiolas, equipamentos e pássaros. É indispensável que o produto seja aplicado pelas paredes e estantes. O SBP também pode ser usado, contudo, como se volatiza rapidamente, o riso de reinfestação é maior.
Interna:
Causas: Parasitas no estômago e nos intestinos transmitidos por fezes contaminadas.
Sintomas: Emagrecimento, e mortalidade elevada.

 PIPOCAS DAS PATAS
Causas: Existência de agentes infecciosos no organismo da ave ou alimentação imprópria.
Sintomas: Aparecimento de pipocas (bolinas brancas) no bico, raramente nas asas e principalmente nas patas, inchaço e formação de furúnculos e de cortes nas patas.
Tratamento: 5 gotas de Benzitrat no bebedouro, até a cura da doença. Aplicar nas patas afetadas o Thuyá Avícola.
PNEUMONIA
Causas: Queda repentina de temperaturas, ambientes quentes com correntes de ar, banhos excessivos em dias frios.
Sintomas: Embolam colocando a cabeça sob as asas, a cauda acompanha o ritmo respiratório, febre e asas caídas. Falta de vivacidade, penas soltas.
Tratamento: Colocar a ave em gaiola separada com temperatura de 30 a 32o, administrar aviobitina. Baytril ou Tylan 200 (1gota no bico), Linco Spectin, Oftcor (2gotas no bico), Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.

RAQUITISMO
Causas: Muito parecido com o do ser humano raramente ocorre nas aves que são expostas ao sol, somente aparece quando a ave não toma banho de sol.
Sintomas: Pernas e asas fracas, aves pequenas, as vezes deformadas.
Tratamento: Colocar as aves para tomar banho de sol diários, fornecer na farinhada o óleo de fígado de bacalhau.
 
SALMONELOSE
Causas: Vários agentes patogênicos do tipo Salmonelas, típicos colibacilos bastante resistentes às desinfecções e ao próprio tempo.
Paratifose
Sintomas: Fulminante, a ave fica num canto da gaiola, asas caídas, penas soltas e respiração ofegante, morte repentina.
Tratamento: Isolar a ave doente, desinfetar o canário e local com água com soda, administrar sulfas e antibióticos, clorofenicol e vitaminas.
Aguda
Sintomas: Ave não canta, não tem vivacidade, se retirando para um canto da gaiola, sede, diarréia amarela-esverdeada, cloaca suja, respiração ofegante.
Tratamento: Os mesmos citado para paratifose e desinfecção e bactericida.
As aves curadas são portadoras dos germes.
Crônica
Sintomas: Diarréias alternada com constipação intestinal, emagrece rápido, articulações inchadas.
Tratamento: O mesmo referido as outras duas formas. Evitar cruzar as aves curadas por normalmente transmitirem esterilidade a sua prole ou enterite.
Tratamento Geral: Sulfas (vetococ, neosulmetina, coccirex), Durante a criação deve ser evitado o uso de produtos com sulfa, porque esterilizam os machos por 22 dias.
SINUSITE INFECCIOSA
Sintomas: Corrimento freqüente das narinas e dos olhos que ficam injetados com inchaçào ao seu redor, podendo apresentar pus. O pássaro não come e permanece com a cabeça embaixo das penas recolhido num canto do poleiro ou no fundo da gaiola. Esfrega, seguidamente, o bico contra o poleiro ou arame, respiração difícil.
Tratamento: Lavar as narinas e olhos com água morna. Pingar 1 gota de Hidrossin em cada narina. Na água pode ser usado Auromicina Avícola, Vetococ, Tylan 200 ou Linco spectin. A medicação deve ser oferecida conforme a bula.
STREPTOCOCOS
Sintomas: Sono Contínuo. O pássaro se isola em um canto da gaiola. Cloaca suja pela diarréia. Emagrecimento rápido, Respiração ofegante. A causa e as asas caídas. aumenta o ritmo respiratório, bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruídos agudos.
Tratamento: Durante 5 dias deve ser oferecido ao pássaro doente. 100 PS (vide bula), Linco spetrin (1 g para 1,5 L de água), Tylan 200 ( 1 gota no bico).
STRESS
Causas: Sustos, barulhos repentinos no criadouro, etc.
Sintomas: A ave fica sonolenta, abatida, assustada devido à inabitação, alimentação imprópria ou excesso de antibióticos, tumultos dentro do canaril provoca agitação nos pássaros. Muito especialmente ao retornar de exposições ou viagens longas. Tumultos dentro do canaril provoca agitação nos pássaros causando-lhes stress.
Tratamento: Administrar vitaminas, eliminar os barulhos, as causas de fadiga, alimentação insuficiente, mudanças de temperaturas e excesso de parasitas. Administrar vitaminícos: potenay B12, vita gold ( 5 gotas no benedeouro) e farinhada reforçada com rosivilt, maçã, verdura e jiló.
 
 
SUOR DAS FÊMEAS
Aparece quando os filhotes ainda não saíram do ninho. A fêmea, bem como os filhotes, apresenta o peito todo molhado, às vezes o próprio ninho fica úmido.
O suor das fêmeas ocorre devido às diarréias que atacam os filhotes. Estes podem ser provocadas por doenças como a Salmomelose ou mesmo por problemas alimentares. É bom relembrar, a esse respeito que os pássaros não têm glândulas sudoríparas.
 
 
TEIGNE
Sintomas: Manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas secas.
Tratamento: Desinfectar bem a gaiola, com Biocid, aplicar com cautela pomada antimitótica, canesten.
 
TOXOPLASMOSE
Doença bastante grave ocorre especialmente nos filhotes e pode ser fatal.
Sintomas: As aves mostram-se tristonhas, fracas e apresentam diarréias, as vezes com sangue, no peito o externo fica bastante saliente e o fígado também costuma ficar inchado.
Tratamento: Os mesmos aplicada a coccidiose.
 
TIFO
Causas: Transmitida pelas fezes das aves doentes, pela água e picadas de mosquitos.
Sintomas: Asas caídas, penas soltas e diarréia verde. Mortalidade muito elevada e rápida, entre 12 e 24 horas.
Tratamento: Isolar as aves. Administrar antibióticos e desinfetar com bactericidas. Há ainda alguns criadores que sugerem a eliminação das aves doentes. Zooserine, quemicetina solúvel, cloranvex, gentamicina (colírio 1 gota no bico), Sulfas.
VARÍOLA
Causas: Bactéria que se desenvolve na ave num período de 1 a 3 semanas, transmitida por parasitas, insetos, moscas e pelas aves.
Sintomas: Queda de pequenas plumagens ao redor dos olhos, as vezes as pálpebras engrossam, furúnculos, partes mais atingidas ápica, bico, faringe e orelha.
Tratamento: Separar a ave, passar desinfetante e bactericida, evitar moscas e insetos fiquem transitando nas aves sadias. As aves atacadas e curadas ficam imunes a doença. Neste caso a antiobicoterapia é geralmente ineficaz; a única ação válida é preventiva por vacinação. Existe a francesa "kanapox" rhone merieux e a americana "poximune C" "biomune inc". para forma aguda, para a forma crônica recomenda-se uma solução alcoólica a 3% ou thuya. A quemicetina (4 gotas no bebedouro) pode, em alguns casos mostrar eficiência.

DISMORFISMO SEXUAL

Nem todos os animais apresentam diferenças físicas que nos levem a identificar de imediato se pertencem ao sexo masculino ou feminino. No caso dos periquitos australianos, podemos observar a “cera” que eles apresentam acima do bico. Uma plaquinha azul (nos machos) com dois orifícios pequenos (narinas) e amarronzadas nas fêmeas



Quando o macho está pronto para a reprodução (quente), este azul fica bem intenso. Já a fêmea, quanto mais pronta (quente) ela estiver mais intenso o tom do marrom, porém se ela for jovem ou mesma adulta e estiver “fria”, este marrom vai clareando tanto que desaparece surge um azul desbotado, (nunca igual ao do macho).


Dito isto, estamos falando dos “normais”, que são os azuis, os verdes e os cinzas. Temos também os recessivos, onde as fêmeas quentes escurecem as ceras, porém os machos nunca apresentam as ceras com o tom tão azul como os normais. São os lutinos (amarelos de olhos vermelhos), os albinos (brancos de olhos vermelhos) e os “ar” (arlequinos recessivos), que aos olhos dos iniciantes parecerão sempre fêmeas. De inicio parece difícil, mas é muito simples, basta fazer uma visita a um criadouro, observar alguns pássaros de cada modalidade e logo nos adaptamos a estas poucas diferenças.

O FATOR ESCURO

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês

Em 1915 surgiu na Europa uma variedade diferente de periquito australiano. Tratava-se de um verde escuro. Naquela época só existiam verdes claros, alguns amarelos e os azuis claros (celestes). Mais tarde, quando dois verdes escuros foram acasalados, na expectativa de se produzir filhotes todos verdes escuros, houve uma surpresa: Somente a metade dos filhotes produzidos era da coloração verde escuro. A outra metade consistia de periquitos verdes claros e de uma nova variedade, os verdes olivas, que eram mais escuros que os verdes escuros. Estes periquitos (olivas) foram acasalados com os azuis celestes, e quando combinados, produziram o azul cobalto e o malva.
Obs.:
Celeste ……………………….= azul claro
Cobalto……………………… = azul com um fator escuro
Malva ………………………. = azul com dois fatores escuros
Verde claro………………… = Sem fator de escurecimento
Verde escuro………………. = um fator de escurecimento
Verde oliva ……………….. = dois fatores de escurecimentos

Como criar somente periquitos brancos?

A maneira mais fácil e rápida seria criar os “albinos”, que são os periquitos brancos de olhos vermelhos. Acasalando-se dois ou mais casais albinos, obteremos todos os filhotes brancos de olhos vermelhos e a partir daí cruzando-se os filhotes dos casais “alternadamente”, para evitar cruzar irmão com o irmão teremos um paraíso de albinos.

Albino (esquerda) e claro de olhos pretos (direita)

Outra possibilidade seria conseguir todos brancos através dos periquitos cintilantes. Devendo para isto acasalar dois cintilantes azuis claros (celestes). O resultado deste cruzamento nos oferecerá 25% de “cintilante duplo fator” que é um periquito branco com os olhos preto. Este cintilante duplo fator (branco de olhos pretos) cruzado com outro cintilante seja duplo ou simples fator obterá toda sua prole branca. Quando se usa um tom mais escuro de azul e não o celeste, o duplo fator fica branco, porém com alguns nuances de azul.

Cintilante duplo fator (celeste)
Outra possibilidade ainda seria conseguir os “COPs” (claros de olhos pretos). É uma variedade um pouco mais difícil de ser conseguida, pois precisa de dois periquitos diferentes. Precisamos cruzar um ”AD” (australiano dominante), na cor azul celeste e um “Ar” (arlequino recessivo), também azul celeste. Com o cruzamento destes dois, obteremos 100% dos filhotes AD/Ar, ou seja: arlequino dominante portador de arlequino recessivo. Novamente acasalar o AD/Ar com outro Ar para obter 25% de “COP”, (claros de olhos pretos). Este é um processo mais demorado, porém é a forma de obter-se um pássaro mais raro e muito bonito. A partir daí cruzando-se entre os COPs obteremos 100% de COPs e para melhorá-los devemos cruzá-los com os melhores Ars disponíveis onde obteremos 50% COP (melhores). A diferença básica entre um COP e um cintilante duplo fator é que os cintilantes tem a IRIS branca nos olhos, a carúncula (cera) é azul e não rosa como nos COPS (machos).

Arlequino recessivo (celeste)

MELHORANDO OS ARLEQUINS RECESSIVOS

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês
Chamamos de arlequins (ou arlequíneos) todos os periquitos que apresentam como característica principal o corpo e as asas “malhados”. O primeiro arlequim recessivo surgiu por volta do ano 1932 na Dinamarca e por isso é conhecido como arlequim Dinamarquês, principalmente na Europa. O AR (arlequim recessivo) juntamente com o claro de olhos pretos (cop) e os fulvos ingleses, são as únicas variedades que não apresentam a íris branca, possuindo olhos completamente negros. Esta característica é muito importante para diferenciá-los de alguns AD (arlequins dominantes).



No mundo do periquito inglês tomamos conhecimento sobre “dominantes” e “recessivos”, os dominantes são ditos “normais” e os recessivos séries especiais ou “raras”. Dos normais é cobrado principalmente tamanho com equilíbrio entre o corpo e a cabeça. Por isso são maiores como, por exemplo, os normais: celeste, verde claro e cinza. Dos arlequins recessivos são exigidas marcações perfeitas, onde é comum ouvirmos falarem nos arlequins bem marcados e arlequins mal marcados. Por isso durante muitos anos os criadores expositores não se preocuparam com o porte dos periquitos recessivos e muitos até nem gostavam de criá-los, pois a preocupação principal era o tamanho dos “normais”. É evidente que entre dois Ar (arlequim recessivo) bem marcados será ganhador o de melhor porte. Surge daí então necessidade de melhorar nossos recessivos. Para tal, vamos acasalar o Ar com os melhores normais que pudermos obedecendo às leis da genética conforme seqüência abaixo:
1- AR x normal= 100% normal portadores de AR ou (normal/AR)
2 – AR x normal/AR= 50% AR e 50% normal/AR
3 – AR x AR= 100% AR
4-normal/AR x normal/AR= 50% normal/AR; 25% normal; 25% AR
5- normal/AR x normal= 50% normal/AR; 50% normal


Muitos normais/AR apresentam uma mancha clara atrás da cabeça, ficando fácil identificá-los como portadores, outros não possuem, tendo que conhecer seu pedigree ou pelos resultados em seus acasalamentos.
CONCLUSÃO: Cada vez que no acasalamento aproximarmos o recessivo do normal, perdemos em quantidade de recessivos, porém ganhamos no porte (qualidade). Caso contrário ganharemos em quantidade, mas não estaremos melhorando tão rápido. Depois que conseguir um bom padrão de AR, não será mais necessário acasalar com normais, pois quando tiverem o mesmo porte não fará diferença.

Acasalamentos recomendados.

É mais produtivo acasalar um verde com um azul, fazendo surgir filhotes verdes, porém portadores de azul, (heterozigotos). Estamos criando periquitos australianos há muitos anos e não da mais para acasalar dois verdes e ficar com filhotes homozigotos, pois sendo os verdes dominantes sobre os azuis é bom que portem a possibilidade de terem filhos azuis. Saber por exemplo que os lutinos, (amarelos de olhos vermelhos) ou qualquer outro tipo de amarelos, pertence à linha verde e sempre vão funcionar como um verde. Desta mesma forma devemos acasalar com azuis ou com albinos para que os filhotes sejam portadores de azul e possam nos dar mais opções nos cruzamentos futuros fazendo que todo nosso plantel seja heterozigoto. Dar preferência a cruzar sempre um claro com um escuro, a não ser que desejamos algum filhote muito escuro tipo um azul malva ou m verde oliva. Digo isto porque sempre que colocamos mais um fator escuro em um periquito diminuiu um pouco o seu porte (tamanho). É por isso que os maiores são os azuis e verdes claros e também os cinzas claros. Acasalar dois opalinos, dois asas canelas, é pouco indicado a não ser em casos expecíficos onde temos um objetivo, mas nunca de maneira geral. Evitar colocar muita variação de mutações num mesmo periquito, por exemplo: ter um macho opalino asa canela face amarela cobalto e acasalar com uma fêmea opalina verde oliva com fator violeta. É muita coisa num periquito só, os filhotes serão em tamanho abaixo da média e não ficarão bonitos. É importante ler a respeito de cada mutação e saber como vai funcionar para os filhotes.

BELEZA X QUALIDADE

É bastante comum ao iniciante, na criação de periquito inglês, dar preferência as cores sem se preocupar com as verdadeiras qualidades da ave. É difícil realmente deixar de comprar um periquito violeta por exemplo, que é muito belo. Porém, tudo isto é apenas o que chamamos de fenótipo, ou seja: apenas aparência externa.


É mais importante conhecer o pedigree, a procedência genética. A isto chamamos de genótipo. O mais correto é realizar a comprar em criadouro especializado e já sair de lá com as orientações necessárias. Se não for possível, temos que optar por periquitos que apresentem qualidades como equilíbrio entre o tamanho do corpo e o da cabeça, penas compridas e fofas, ombros largos, etc.

Na escolha entre um periquito grande com a cabeça pequena e um periquito pequeno com cabeça grande e larga é sempre preferível o menor com a melhor cabeça. Isto nos trará melhores resultados na montagem de um futuro plantel.

Portanto, ao acasalar periquitos para procriação devemos ter a certeza que são aves de boa qualidade (boa linhagem e com pedigree). Na prática veremos que valeu a pena, pois os resultados serão bastante compensadores e a despesa na criação é a mesma.

Algumas pessoas acham que vão criar só por criar, mas acabam gostando do hobie, e, ao conhecer outros criadores, e visitar clubes organizados, se dão por conta que estão com um plantel fora do padrão, e que perderam muito tempo na criação de periquitos inferiores.

É muito importante observar o estado de saúde do periquito, a alegria, os olhos brilhantes, e só acasalar periquitos com mais de 10 meses de idade.

Boa sorte!

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