11 de jul de 2011

Acasalamentos

Acasalamentos de Canários de Cor
Revista SOBC 1998
Arquivo editado em 25/04/2005

Nunca acasale

com fator vermelho  x  sem fator vermelho
linha clara  x  linha escura
diluídos  x  oxidados
mosaicos  x  nevados
dominante ou recessivo  x  com fator vermelho
dominante  x  marfim ou portador
ágata  x  féo
ágata  x  satinado
pastel  x  opal
pastel  x  satinado
pastel  x  féo
satinado  x  féo
féo  x  opal
opal  x  satinado
dois fatores diferentes de diluição de melaninas mesmo que sejam apenas dois portadores.
Todos os acasalamentos acima gerarão pássaros atípicos ou fora da nomenclatura atual, se não na primeira geração, nas subseqüentes.
 
Ainda não devem ser acasalados:
intenso    x  intenso 
dominante   x  dominante
Pois nesses acasalamentos ocorre o fator sub-letal, matando parte dos
embriões e gerando parte dos filhotes debilitados.
Obs.:
Alguns acasalamentos não aconselháveis podem ser feitos visando aprimorar determinadas qualidades. Por exemplo: acasalar mosaicos da linha clara com mosaico da linha escura, para obter mosaicos da linha escura bem caracterizados.
Entretanto, esses acasalamentos devem ser feitos exclusivamente por criadores experientes e que possuam um plantei grande.
 
Acasale sempre
linha clara  x  linha clara
linha escura  x  linha escura
sem fator  x  sem fator
com fator  x  com fator
nevado  x  intenso
nevado  x  dominante
nevado  x  recessivo
mosaico  x  mosaico
diluído  x  diluído
oxidado  x  oxidado
TABELAS
A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados
2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos
3 - nevado x dominante 
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes
4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera pássaros com excesso de névoa e de plumagem.
Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.
B - Diluídos x Diluídos
l - (M) ágata x (F) Isabel 
prole: machos ágatas portadores de Isabel fêmeas ágatas
2 - (M) ágata x (F) ágata 
prole: machos e fêmeas ágatas
3 - (M) isabel x (F) Isabel 
prole: machos e fêmeas isabéis
4 - (M) isabel x (F) ágata 
prole: machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
5 - (M) ágata portador de Isabel x (F) isabel
prole: machos isabéis
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas
6 - (M) ágata portador de Isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas
C - Oxidados x Oxidados
1 - (M) negro-marrom x (F) negro-marrom 
prole: machos e fêmeas negro-marrons
2 - (M) negro-marrom x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas negro-marrons
3 - (M) canela x (F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
4 - (M) canela x (F) canela 
prole: machos e fêmeas canelas
5 - (M) negro-marrom p/ canela x(F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons
machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons
6 - (M) negro-marrom p/ canela x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
machos canelas
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons
Os canários negro-marrons oxidados são os verdes, azuis e cobres.
Porém na tabela quando aparece o termo negro-marrom não podemos esquecer que os cobres, ao contrário dos verdes e azuis, têm fator vermelho. Os acasalamentos corretos são:
verde x verde
verde x canela amarelo ou prateado
verde x azul
azul    x canela amarelo nevado
cobre  x cobre
cobre  x canela vermelho
canela  x canela
Obs.:
Os acasalamentos com negro-marrons portadores de ágata ou Isabel e canelas portadores de isabel, não foram feitos porque esses pássaros descendem de acasalamentos incorretos.
D - Pastel - Satínê - Marfim
1 - (M) puro x (F) normal 
prole: machos portadores fêmeas puras
2 - (M) puro x (F) pura 
prole: machos e fêmeas puros
3 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais
4 - (M) normal x (F) pura
prole: machos portadores fêmeas normais
5 - (M) portador x (F) normal 
prole: machos normais machos portadores
fêmeas normais 
fêmeas puras
6 - (M) portador x (F) pura prole: machos portadores
machos puros
fêmeas normais
fêmeas puras
Esses fatores são caracterizados por gens ligados ao sexo masculino. Não existindo fêmeas portadoras, porque apenas um gen é suficiente para a caracterização desses fatores no fenótipo das fêmeas.
E • Recessivo - Opal - Ino (Féos) Topázios
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos e fêmeas portadores
2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros
3 - (M) puro x (F) portadora
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras
4 - (M) normal x (F) normal 
prole: machos e fêmeas normais
5 - (M) normal x (F) pura
prole: machos e fêmeas portadores
6 - (M) normal x (F) portadora
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras
7 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras
8 - (M) portador x (F) pura
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras
9 - (M) portador x (F) portadora
prole: machos puros machos normais
machos portadores 
fêmeas puras 
fêmeas normais 
fêmeas portadoras
Esses fatores são caracterizados por gens recessivos, que necessitam estar em dose dupla para sua caracterização no fenótipo e independem do sexo dos pássaros acasalados, por isso nota-se que na prole o  fenótipo e o genótipo dos machos e das fêmeas são sempre iguais e que nos casais l e 5, 3 e 8, 6 e 7 a prole é idêntica.
Obs.:
Os canários de olhos vermelhos da linha clara (albinos, lutinos e rubinos) devem ser acasalados como satinês e não como inos, porque no Brasil atualmente quase todos os pássaros dessa linha descendem de satinês.

ACASALAMENTO CONSANGUÍNEOS
Revista COPC-2001-V.Exposiçăo
Arquivo Editado em 17/07/2001
            A utilizaçăo de consangüíneos é uma prática comumente utilizada na apuraçăo ou aperfeiçoamento de todos os animais, criados pelo homem. Normalmente os machos de qualidade excepcionais săo utilizados para e acasalamentos consangüíneos criar famílias onde se tem por objetivo incluir em todos os seus componentes as qualidades do citado reprodutor.
            Com cavalos das diversas raças, gado vacum, porcos, mamíferos em geral e aves, tal prática foi intensamente utilizada pelos grandes criadores do passado mesmo sem conhecimentos de genética, que hoje já bastante desenvolvida torna fácil comprovar a eficięncia deste processo. 
            Em todos os centros ornitológicos tal prática é bastante difundida, mas no Brasil, năo sé se tira proveito destes acasalamentos como também evita-se por desconhecimento e até por preconceitos religiosos. 
            Em canaricultura no que se refere aos canários de porte tal prática só trará benefícios, mas os criadores ainda năo a aceitam, olhando apenas o lado deficiente do processo, esquecendo de que muitas vezes os acasalamentos entre pássaros năo consangüíneos resultam em completa desilusăo. 
            Quantos criadores, gastaram somas fabulosas adquirindo campeőes, acasalando-os e obtendo apenas filhotes medíocres? 
            O motivo principal a nosso ver, porém é simplesmente a ânsia de obter de primeira temporada, isto é, da maneira mais rápida possível, pássaros de qualidade, o que na maioria das vezes năo acontece. 
            A utilizaçăo dos acasalamentos consangüíneos requer além de conhecimentos, pacięncia e perseverança, mas os resultados após alguns anos compensam o tempo perdido, a proporcionarem aos verdadeiros amadores a satisfaçăo de ter criado uma família onde a totalidade dos componentes apresentam as características do Standard da raça. 
            Porque a vantagem de tais acasalamentos> A genética nos responde. 
            Hoje sabemos que cada espécie animal tem uma característica que é o número de cromossomos de suas células. 
            Nossos canários possuem 9 (nove) pares de cromossomos maiores (macrocromossomos) e um número indefinido de pares de microcromossomos. Cada um destes cromossomos possui genes que săo os responsáveis pela expressăo das características dos indivíduos, como acontece com os diversos genes que comandam as cores dos canários, hoje já bastante difundidos. 
            Por ocasiăo da divisăo celular que antecede a formaçăo dos gametas masculinos (espermatozóides) e feminino (óvulo) os pares cromossomos se separam e assim cada gameta, em uma explicaçăo simplificada, possui apenas a metade do número de cromossomos da célula original. 
            Assim sendo, cada novo indivíduo recebe ao se formar um conjunto de cromossomas do pai e outro da măe e assim no novo ser é restabelecido o número de cromossomos da espécie. 
            Neste novo ser, os pares de cromossomas săo reconstituídos e de acordo a predominância ou năo entre genes para uma mesma característica esta poderá se expressar ou năo. 
            A antiga e ainda usada expressăo “meio sangue” significa em termos reais que o indivíduo possui metade dos cromossomas, por exemplo de seu pai, um puro sangue e metade correspondente a herdada de sua măe sem as características da raça considerada. 
            Cada característica é comandada por um gen ou genes e, em um canário além dos genes que determinam a cor que apresentará o pássaro, outros há que determinam seu tamanho, a forma de sua cabeça, tamanho do bico, posicionamento da perna e um sem número de características que definem um pássaro de determinada raça ou cor. 
            É preciso esclarecer, porém, que a metade dos genes herdada de um reprodutor se refere ao número de cromossomos e que somente em indivíduos homozigotos para todas as características (caso pouco provável em canário de porte) todos os gametas serăo idęnticos. O que normalmente acontece é que os indivíduos năo săo homozigotos e nada impede que um pássaro excelente, possua em seu patrimônio genético, características deficientes recessivas que serăo transmitidas a seus descendentes. 
            Se acasalamos um pássaro excepcional a um de suas filhas de boas características, as chances de produzir pássaros semelhantes ao reprodutor original é muito maior do que se utilizar-mos uma fęmea năo relacionada com ele, pois sua filha possui em suas células metade dos cromossomos do seu pai, tornando mais fácil a reconstituiçăo do patrimônio genético original do reprodutor em alguns dos filhotes. 
            De modo idęntico que as características que definem a raça a saúde, robustez, fertilidade e outras podem ser manipuladas de modo a se conseguir melhorar ou manter tais funçőes. 
            Dentre os acasalamentos consangüíneos podemos distinguir dois processos: INBREEDING, onde os acasalamentos săo feitos entre parentes próximos por exemplo, pai x filha, măe x filho, meio-irmăo x meio-irmăo, avô x neta etc... 
            LINE-BREEDING, onde os acasalamentos săo feitos entre parentescos mais afastados. 
            IN BREED TO SUCESS.
            Com este título o articulista de Cage and Aviary Birds, Brian Biles publica excelente artigo sobre o sucessoobtido pelo Dr A.R.Robertson, de Durban, África do Sul, na criaçăo de periquitos australianos. 
            Os comentários do articulista inglęs, fotografias dos pássaros e referęncias de outros criadores năo deixam dúvidas quanto a qualidade dos ondulados do Dr Robertson, considerados tăo bom ou até melhores que os melhores periquitos ingleses. 
            Utilizando como guia um pequeno livro INBREEDING BUDGERIGARDS, de autoria do Dr M.D.S. Armour, publicado após a 2a (segunda) Guerra Mundial e conhecimentos de genética que possuiu, desenvolveu seus programas e este ano recusou por um dos pássaros a soma de 1.000,00 (mil libras) preço considerado lá extraordinário. 
            Seus pássaros săo mantidos em famílias ou linhas e os acasalamentos feitos de acordo com as características visuais dos pássaros e seus pedigrees. 
            Seu plantel é todo relacionado e se levarmos em consideraçăo que de 1969 a 1979 foi proibida a importaçăo de psitacídeos na África, o grau de relacionamento é bastante aproximado. 
            Segundo i autor do artigo, dificilmente introduz pássaros năo relacionados no plantel e uqnado o faz é através de um macho, de boas características que no primeiro ano é acasalado com duas ou mais fęmeas. 
            No segundo ano utiliza o macho com duas ou tręs fęmeas de suas melhores filhas ao mesmo tempo que acasala vários pares de meio-irmăos. Destes acasalamentos já consegue 30% (trinta por cento) de pássaros de qualidade tăo boas ou superiores ao reprodutor inicial. 
            No terceiro ano os melhores filhotes do reprodutor săo acasalados aos melhores dos acasalamentos entre os meios irmăos e o reprodutor original a duas de suas melhores netas e a parcela do pássaro de qualidade ultrapassada já aos 50% (cinqüenta por cento). 
            Outro ponto importante do artigo é que a cada indivíduo excepcional que surge uma nova família é iniciada tendo este como fundador e o mesmo processo desenvolvido paralelamente. 
            Ŕ atuaçăo deste criador, como acontece com grande freqüęncia fora de nosso país, no que se refere ŕs aves, é um dos muitos que podem seer citados como exemplo dos acasalamentos consangüíneos para melhorar as características de uma variedade. 
            Os resultados năo săo imediatos. Mas observadas as regras e uma seleçăo apurada, em tręs ou quatro temporadas no máximo, o criador poderá tornar seu plantel homogęneo para as características do reprodutor inicial. 
            Os acasalamentos consangüíneos podem nos conduzir a resultados excelnetes desde que sejam feitos judiciosamente. Tentar utiliza-los com pássaros que possuem características desejáveis é simplesmente perda de tempo. 

ACASALAMENTO:
TÉCNICAS ÚTEIS PARA O SUCESSO
Álvaro B/as/na - Juiz COM - Rio de Janeiro- Brasil
www.blasina.com.br
Revista 4C 2003
Arquivo editado 29/04/2005
O momento do acasalamento, é do ponto de vista técnico o mais importante do ano para o sucesso de um criador. É muito comum vermos pessoas entusiasmadas comprarem exemplares de altíssimo valor genético durante anos e anos, e nunca conseguirem os resultados esperados nos concursos. Outros gastam rios de dinheiro com matrizes excelentes, e obtém resultados efêmeros carentes de continuidade, conquistando prêmios ora com uma cor, ora com outra, sem conseguir firmar um padrão de qualidade numa determinada cor ou linha.
A alimentação é correia, o criadouro um brinco, tudo está correio, menos uma coisa...... Os casais foram mal montados.
Quando chegam os meses de julho/agosto, alguns criadores pegam as suas matrizes, coçam a cabeça  e procuram "montar" o "quebra-cabeças" tentando achar uma lógica no trabalho efetuado, na esperança de que no próximo ano apareçam pássaros excepcionais.
Qual será o caminho certo para aproveitarmos ao máximo o potencial dos nossos reprodutores? De que forma poderemos obter filhotes ainda melhores do que os pais?
Procuraremos analisar estes aspectos que considero a espinha dorsal de um criadouro bem sucedido.
Em primeiro lugar, devemos tomar consciência que as aves tem dois elementos à serem considerados: a) fenótipo: tudo aquilo que nela vejo b) genótipo: todas as características herdadas dos pais, visíveis ou não.
Assim sendo, deduzimos que exemplares muito bonitos, poderão transmitir ou portar características totalmente indesejáveis. Isto nos leva a pensar muito bem na hora de comprar os reprodutores, no sentido de nos assegurar de que um canário muito bonito não porte alguma "bomba" que venha a estragar o resultado.
Imaginando que todos estes cuidados foram tomados, que estamos de posse de um plantei de alto nível, devemos mesmo assim tomar consciência de que não existe o canário perfeito. Sempre há o que melhorar num exemplar, por melhor que ele seja.
Entra aqui a nossa técnica de acasalamento que tentaremos explicar.
Devemos dividir todas as características que os juizes irão avaliar em dois grandes grupos que chamaremos da seguinte forma:
1. Máxima expressão
2. Expressão intermediária
MÁXIMA EXPRESSÃO
Algumas das características à serem selecionadas e observadas na hora do acasalamento, devem buscar sempre o máximo, sem limites.
Assim, por exemplo, o vermelho deve ser o mais vermelho possível, o branco o mais branco possível, os cobres, verdes e azuis, o mais negros possíveis e o seu desenho (assim como nos canelas) o mais largo possível, a plumagem o mais sedosa possível, máxima redução do schimell nos intensos, máxima redução da feomelanina nos melânicos clássicos etc. etc.
Todos estes casos e muito outros, são de relativa facilidade, pois sempre deveremos acasalar macho e fêmea o mais vermelhos possível, com a plumagem o mais sedosa possível, etc. etc.
EXPRESSÃO INTERMEDIÁRIA
A maioria das características fruto de seleção, representam um equilíbrio entre extremos indesejados. Ganha aquele que conseguir o "ponto justo" para determinado fator. 
Vejamos alguns exemplos:
1-O nevado muito longo é indesejável e aquele excessivamente curto também. Existe portanto, um ponto intermediário de exemplares com névoa curta mas  visível e bem distribuída.
2- Os acetinados com desenho muito fino, perdem contraste, e os que tem desenho muito grosso perdem nitidez. Existe portanto, um ponto intermediário ideal.
Podemos citar alguns destes inúmeros exemplos:
- Tamanho grande em excesso ou pequeno de mais.
- Ágatas com desenho excessivamente fino e com pouca expressão de negro ou com bom negro, mas desenho excessivamente largo.
- Canários mosaicos com bom branco mas pouca expressão de lipocrômo, ou excelente lipocrômo mas excesso de infiltração.
- Plumagem excessivamente longa ou curta Isabelinos com desenho excessivamente marcado ou diluído em excesso
A lista é muito extensa e os exemplos acima pretencem transmitir a idéia de que efetivamente muitos fatores requerem um cuidado redobrado para alcançar o ideal.
Considerando que nenhum canário é perfeito, para cada exemplar há em tese um outro ideal para efetuar um acasalamento bem sucedido. Assim como existe uma única chave para uma fechadura, podemos dizer o mesmo no caso do acasalamento. Esta é a explicação do velho ditado de que "de dois campeões não necessariamente nascerão filhos campeões". Esta é também a explicação do porque os filhos poderão nascer com melhor qualidade do que a dos pais.
Resulta portanto, fundamental quando se trata de fatores de expressão  intermediária, que tomemos muito cuidado na hora de selecionar as matrizes e de efetuar os casais, no intuito de sempre procurarmos compensar a característica de um com a do outro para procurarmos o equilíbrio perfeito.
O somatório de virtudes num só exemplar, redunda em verdadeiras satisfações nos concursos. Boa sorte, e bom acasalamento!!!!!!!

ORIENTAÇÃO AOS NOVATOS
Júlio César Garcia
A criação de canários, vem a muito tempo sendo feita pela mão do homem, conseguindo grandes váriações de cores e raças de canários; mas ainda hoje, pode-se encontrar nas Ilhas Canárias em seu  "habitat" natural o canário ancestral, o qual deu origem as mais diversas cores e mutações hoje existentes; que o homem conseguiu através de cruzamentos e um rigoroso controle genético.
Com menos que 500 anos de criação em cativeiro o homem conseguiu fixar mais de 460 cores diferentes, onde cada cor possui suas características próprias que deverão ser mantidas através de cruzamentos.
Existem algumas regras básicas que o criador deve seguir para obter os canários dentro de suas características.
ACASALAMENTOS BÁSICOS

Linha Clara
X Linha Clara
Linha Escura
X Linha Escura
Sem Fator
X Sem Fator
Com Fator
X Com Fator
Intenso
X Nevado
Mosaico
X Mosaico
Diluído
X Diluído
Oxidado
X Oxidado
Linha clara: São canários que não possuem pigmentos melânicos (negros ou marrons) em sua plumagem. Ex: Amarelo, Branco, Vermelho. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
Linha Escura: São canários que possuem pigmentos melânicos (negros ou marrons) em sua plumagem. Ex: Verde, Cobre, Azul, Ágata, Acetinado, Isabelino, etc., (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
Sem Fator: São canários que não possuem pigmentos lipocrômicos vermelho na plumagem. Ex: Amarelo, Branco, Verde, Azul, Ágata Amarelo, etc. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
Com Fator: São canários que possuem pigmento lipocrômicos vermelho na plumagem. Ex: Vermelho, Cobre, Ágata Vermelho, Isabelino Vermelho, Acetinado Vermelho, etc. (Com suas variações entre Intenso, Nevado e Mosaico).
Intenso: São canários que possuem pigmentos lipocrômicos (amarelo ou vermelho) que se depositam em toda extensão da pena. (Tanto na linha clara ou escura).
Nevado:São canários onde o pigmento lipocrômico (amarelo ou vermelho) não se deposita até a extremidade da pena, formando uma escamação mais clara na plumagem. (Tanto na linha clara ou escura).
Mosaico: São Canários onde o pigmento lipocrômico se deposita em regiões específicas da plumagem como: Máscara Facial, Ombros, Uropígio e Peito. (Tanto na linha clara ou escura).
Diluído: São canários da linha escura onde a melanina se encontra em menor quantidade nos desenhos e na envoltura (melanina que se encontra dispersa na plumagem misturada ao lipocromo). Ex: Ágata e Isabelino.
Oxidado: São canários da linha escura onde a melanina se encontra em expressão máxima nos desenhos e na envoltura. Ex: Verde, Cobre, Azul e Canela.
ACASALAMENTO DAS CORES CLÁSSICAS
LINHA CLARA OU LIPOCRÔMICOS
Amarelo Nevado
X Amarelo Intenso
Amarelo Nevado
X Branco Dominante
Amarelo Nevador Portador Recessivo
X Branco
Amarelo Mosaico
X Amarelo Mosaico
Amarelo Intenso Portador de Marfim
X Amarelo Marfim Nevado
Amarelo Nevado Portador de Marfim
X Amarelo Marfim Intenso
Amarelo Mosaico Portador de Marfim
X Amarelo Marfim Mosaico
Amarelo Marfim Mosaico
X Amarelo Marfim Mosaico
LINHA ESCURA OU MELÂNICOS CLÁSSICOS

Verde nevado
X Verde intenso
Verde nevado
X Azul dominante
Verde nevado portador de recessivo
X Azul
Verde mosaico
X Verde mosaico
Verde mosaico portador de marfim
X Verde marfim mosaico
Verde marfim mosaico
X Verde marfim mosaico
Canela amarelo nevado
X Canela amarelo intenso
Canela amarelo nevado
X Canela prateado dominante
Canela amarelo nevado portador de recessivo
X Canela prateado
Canela amarelo mosaico
X Canela amarelo mosaico
Ágata amarelo nevado
X Ágata amarelo intenso
Ágata amarelo nevado
X Ágata prateado dominante
Ágata amarelo nevado portador de recessivo
X Ágata prateado
Ágata amarelo mosaico
 X Ágata amarelo mosaico
Ágata amarelo mosaico portador de marfim
 X Ágata amarelo marfim mosaico
Ágata amarelo marfim mosaico
 X Ágata amarelo marfim mosaico
Isabel amarelo nevado
 X Isabel amarelo intenso
Isabel amarelo nevado
 X Isabel prateado dominante
Isabel amarelo nevado portador de recessivo
 X Isabel prateado
Isabel amarelo mosaico
 X Isabel amarelo mosaico
Isabel amarelo mosaico portador de marfim
 X Isabel amarelo marfim mosaico
Isabel amarelo marfim mosaico
 X Isabel amarelo marfim mosaico
Verde nevado portador de canela
 X Canela amarelo Intenso
 Verde intenso portador de canela
 X Canela amarelo nevado
Verde nevado portador de canela
X Canela prateado dominante
Verde nevado portador de recessivo e canela
X Canela prateado
Verde mosaico portador de canela
X Canela amarelo mosaico
Azul dominante portador de canela
X Canela amarelo nevado
Azul portador de canela
X Canela amarelo nevado portador de recessivo
Ágata amarelo nevado portador de Isabel
X Isabel amarelo intenso
Ágata amarelo intenso portador de Isabel
X Isabel amarelo nevado
Ágata amarelo nevado portador de Isabel
X Isabel prateado dominante
Ágata prateado dominante portador de Isabel
X  Isabel amarelo nevado
Ágata prateado portador de Isabel
X Isabel amarelo nevado portador de recessivo
Ágata amarelo mosaico portador de Isabel 
X Isabel amarelo mosaico
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS SEXO-LIGADOS
(PASTEL, MARFIM E ACETINADO) Os fatores Pastel (melanina diluída), Marfim (lipocromo diluído) e os Acetinados (olhos vermelhos), são ligados ao sexo, nestes casos somente o macho transmiti as caracterísicas à sua prole, as fêmeas não transmitem estes fatores, pois são sempre puras ou normais. 

MACHO FÊMEA RESULTADO
Puro Pura Machos e Fêmeas Puras
Portador






Pura






25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Puros
25% Machos Portadores
Normal Pura Machos Portadores
Fêmeas Normais
Puro Normal Machos Portadores
Fêmeas Puras
Portador






Normal






25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Normais
25% Machos Portadores
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS RECESSIVOS
(BRANCO, OPALINOS, INOS) Nestes casos chamamos de canários com duplo fator, pois o macho e a fêmea necessitam serem puros ou portadores, para que gerem sua prole, com tais fatores. 

MACHO FÊMEA RESULTADO
Puro Pura Machos e Fêmeas
Portador Pura 50% Machos e Fêmeas Puros
50% Machos e Fêmeas Portadores
Normal Pura 100% Machos e Fêmeas Portadores
Puro Portadora 50% Machos e Fêmeas Puros
50% Machos e Fêmeas Portadores
Portador Portadora 25% Machos e Fêmeas Puros
50% Machos e Fêmeas Portadores
25% Machos e Fêmeas Normais
Normal Portadora 50% Machos e Fêmeas Portadores
50% Machos e Fêmeas Normais
Puro Normal 100% Machos e Fêmeas Portadores
Portador Normal 50% Machos e Fêmeas Portadores
50% Machos e Fêmeas Normais


 

APANHADO DE PROBLEMAS NA CRIAÇĂO
José Giordano Penteado
Revista UCCC - Julho 2001
Arquivo editado em 07/09/2001

Mais uma época de cria se inicia, e os dissabores văo surgindo na medida em que esperamos os filhotes, sadios dos casais que gostariamos criar.

Mas nem sempre o que desejamos acontece, entăo resolvemos listar uma série de problemas mais corriqueiras, lembrando sempre que é melhor prevenir do que remediar; consulte um médico veterinário para orienta-lo melhor sobre as doenças que pode existir, ou melhor,a quelas que năo queremos ver.
Uma boa higienizaçăo ajuda na maioria dos problemas existentes durante a criaçăo.
Durante o período que acontece a criaçăo dos problemas existentes durante a criaçăo desenvolvimento sexual pela mudança da hora-luz do dia, o metabolismo completo das aves é alterado para prover os nutrientes necessários para a formaçăo de óvulos e espermas. Condiçőes de luminosidade insuficiente podem afetar a fertilidade. Temperaturas extremas também afetam a fertilidade, e de forma indireta ao condicionar o consumo alimentar e reproduzir a freqüęncia de gala.
FERTILIDADE DAS REPRODUTORAS / NASCIMENTO:
A preocupaçăo é sempre o número de filhotes viáveis a partir dos ovos que as fęmeas colocam para chocar. Isso pode significar o ęxito e o fracasso de nosso trabalho anual. Esse processo biológico da reproduçăo é complexo que pode ser afetado por uma fertilidade temporária ou por uma alimentaçăo inadequada ocorrida a tręs meses.
Essas duvidas fizeram com que elaborássemos um rol de problemas mais comuns durante a criaçăo.
PROBLEMAS
CAUSAS
ATITUDES A TOMAR
1) Ovos claros (inférteis)
a) Macho năo esta pronto
- Deixar o macho sozinho até cantar forte e solto.
 
b) Má nutriçăo do macho
- Nutrir os machos separados das fęmeas, e usar uma dose de vitaminas E.
 
c) Problemas de briga com fęmea no acasalamento
- Colocar lado a lado para namoro, antes do acasalamento.
 
d) Macho năo esta pronto ainda
- Revisar o local onde abrigou o macho; deve ser claro por no mínimo 12 horas.
 
e) Macho muito velho
- Trocar os mais velhos por novos.
 
f) Macho estéril
- Trocar o macho.
 
g) Tempo de guarda dos ovos antes de por para chocar
- Năo armazenar ovos por mais de 5 dias.
- Observar a umidade e a temperatura relativa de 70%.
2) Anéis de sangue que indicam morte embrionária.
a) Temperatura muito alta ou muito baixa
- Verificar a temperatura ambiente, controlando-a.
 
b) Procedimento de má desinfecçăo
- Estar borrifando água para desinfecçăo sobre fęmea e ovos nos 6 primeiros dias é proibido.
3) Muitos mortos na casca
a) Ovos armazenados por muito tempo
- Năo guarda-los por mais de 5 dias.
 
b) Temperatura muito alta ou muito baixa
- Verificar temperatura ambiente, controlando-a.
 
c) Ovos năo virados
- Verificar se a fęmea sai e volta ao ninho, fazendo movimento de virar os ovos.
 
d) Nutriçăo deficiente nas reprodutoras quando a morte ocorre entre 8 a 10 dias de choco.
- Especial atençăo no estado nutricional das aves em geral, revisando nutriçăo e alimentaçŕo 15 dias antes do acasalamento, como corretivo usar complexos vitamínicos e aminoácidos.
 
e) Ventilaçăo deficiente
- Aumentar a ventilaçăo do local de criaçŕo diminuir o número de casais.
 
f) Plurosis ou outras doenças infecciosas
- Revisar a forma de higiene e desinfecçăo dos pássaros e locais de criaçăo.
4) Nascimento prematuro ou tardio
a) Temperatura muito alta
- Evite a mudança brusca de temperatura se necessário, usar termostato para controle de temperatura.
5) Filhotes mal formados
a) Ovos mal chocados, fęmeas deixam esfriar muito so ovos
- matenha alimentaçăo farta e de boa qualidade ŕ disposiçăo das fęmeas em choco, tratar primeiro as que estăo chocando.
6) Filhotes com perna aberta
a) Defeito causado por minhos muito liso
- Trocar por ninhos mais rústicos.
7) Filhotes debilitados/pequenos/ofegantes nascimento demorado
a) Muitos filhotes para uma fęmea tratar
- Manter de 3 a 4 filhotes por ninho do mesmo tamanho.
 
b) Umidade baixa no período de encubaçăo
- Manter a umidade ao redor de 70%.
 
c) problemas tóxicos
- Rever toxinas ingeridas ou usadas no ambiente.
 
d) Demasiada umidade no ninho ou enfermidade infecciosa
- Enviar filhotes para laboratório.
8) Tamanho desigual dos filhotes ao nascer
a) Fęmea mal nutridas
- Rever plano de nutriçăo, usar complexo vitamínico e aminoácidos.
9) Baixa eclosăo e má formaçăo do bico e do esqueleto
a) Deficięncia de vitaminas e ácido fólico
- Revisar o índice de ácido fólico na alimentaçăo.
10) Nascimeto desigual e mal formaçăo do esqueleto embrionário
a) Deficięncia de vitamina H e do complexo B
- Revisar o conteúdo da vitamina H e do complexo B na dieta.
11) Nascimento distanciado e morte embrionária na 2 semana
a) Deficięncia de vitamina D
- Revisar o conteúdo da vitamina D na dieta.
12) Nascimento defeituoso e morte embrionária nos últimos dias
a) Deficięncia de vitamina B12
- Revisar o conteúdo da vitamina B12 na dieta.
13) Nascimento deficiente
a) Relaçăo de ácido pantatęnico
- Revisar o conteúdo do ácido Pantatęnico da dieta.
14) Ovos que quebram e cheiram mal
a) Contaminaçăo dos ovos, fęmeas doentes.
- Ovos de fęmeas limpas prevęem a contaminaçăo.
15) Nascimento precoce dos filhotes
a)Temperatura muito alta no início do choco até sétimo dia e umidade muito alta
- Reveja as condiçőes do local.
16) Nascimento tardio dos filhotes
a) Baixa umidade e temperatura muito alta, variaçăo de temperatura no local do choco
- Reveja as condiçőes do local.
17) Mal posiçăo do embriăo
a) Alimentaçăo inadequada
- Revisar dieta dos adultos.
18) Filhotes demasiadamente pequenos
a) Ovos pequenos problemas de nutriçăo
- Revisar dieta dos adultos.
19) Filhotes demasiadamente grandes
a) Ovos grandes, problemas de nutriçăo
- Revisar dieta dos adultos.
20) Filhotes desitradatos
a) Baixa umidade do ambiente
- Revisar umidade do local.
21) Filhotes que năo pedem comida
a) Dieta de reprodutores, mudança de temperatura brusca e/ou ventilaçăo
- Revisar dieta dos adultos e condiçőes do ambiente.
22) Filhotes defeituosos
a) Deficięncia na nutriçăo dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional.
23) Dedos torcidos
a) Deficięncia na nutriçăo dos reprodutores
- REvisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional dos adultos.


CONCEITOS TÉCNICOS E ACASALAMENTOS
Revista CCCJ 2004
Arquivo Editado em 31/10/2004
Inicialmente convém fazermos um estudo profundo a respeito dos acasalamentos, bem como os conceitos técnicos que muito ajudarão os iniciantes. Comecemos pêlos canários de cor clássica.
Denominaremos esta classificação de "cores bases" para os fatores mutantes, ou seja cores novas porque estes gens surgiram superpostos àquelas cores chamadas de clássicas. Daí a importância de conhecê-las em profundidade.
É conhecido que existem duas linhas de canários roller de cor: a) linha clara; b) linha escura. A linha clara se subdivide em linha clara com fator (vermelho) e linha clara sem fator. Compõem a primeira linha: 1)Vermelhos (intensos e nevados); 2) Mosaicos. A estes superpõem-se as denominadas cores novas, os albinos, acetinados e o marfim.
Compõem a linha clara sem fator:
1 -Brancos dominantes
2 - Brancos recessivos
3 - Amarelos (intensos e nevados)
4 - Amarelos mosaicos
Superpondo-se a estes fatores, teremos segundo a localização oficial:
1 - Albinos dominantes (branco dominante de olho vermelho).
2 - Albinos recessivos (branco recessivo de olho vermelho)
3 - Lutinos intenso e nevados e, ainda, mosaicos (são os amarelos ditos acima também portadores de olho vermelho nítido). Todos os gens mencionados acima poderão estar geneticamente ligados ou não ao sexo e assim serão INOS ou ACETINADOS, mas sempre sob a nomenclatura exposta.
A subespécie linha escura de cor clássica também vai subdividir-se em duas linhas: 
a) com fator;
b) sem fator.
Alinha escura com fator vermelho, pela ordem de dominância, tem-se:
1 -Cobres
2-Ágatas
3-Canelas
4 - Isabelinos (Intensos ou nevados)
Sem fator:
1 - Verdes, intensos e nevados 
2 - Azuis
3 - Ágatas amarelos, intensos, nevados e prateados
4 - Canelas amarelos, intensos, nevados e prateados
5 - Isabelinos amarelos, intensos, nevados e prateados.
A estas cores é acrescida a nomenclatura de cores novas que irá modificar-lhes os fenótipos, tais como: os inos, lutinos, acetinados,  etc...
Para   a caracterização e o acasalamento é necessário e imprescindível conhecer os seus caracteres básicos e conceitos técnicos e genéticos, para o perfeito entendimento no manejo dos
acasalamentos correios e, por outro lado sabe-se como atuam as cores novas sobre clássicas.
Assim, é preciso saber o que é um caráter dominante, recessivo, livre, ligado ao sexo, lipocromo, pigmento, melânico, eumelanina, feomelanina, melânicos oxidados, melânicos diluídos, fenótipo, genótipo, etc.
O caráter dominante como a própria expressão informa é aquele pelo qual domina a qualquer outro e não deixa influenciar, isto é, o  caráter dominante não permite que apareça prole de carater diverso. Este prole diverso é chamado de dominado e que fica latente, podendo vir a se exteorizar. Exemplificando, o verde homozigoto é denominado sobre as demais cores, isto é, se for acasalado um verde macho com uma fêmea canela, ágata, isabel: toda prole será de verdes. Como se vê, não permite que nesta prole apareça outra cor senão o verde; por isso é dominante. E o fator dominado onde está? Estará latente nos filhotes machos desse acasalamento que recasados farão surgir a cor diversa.
Este conceito é importantíssimo para os acasalamentos. 
HOMOZIGOTO é o canário que porta em seus dois gametas os mesmos fatores pigmentários. Em outras palavras, que seus ascendentes sejam iguais.
Assim usando estes conceitos, sabe-se que o verde domina o ágata, o canela e o Isabel; e o canela é dominante sobre o isabel. Substituindo-se o verde pelo cobre, tem-se a mesma linha de dominância nos canários com fator vermelho.
RECESSIVO é um gen que para se exteriorizarem sua descendência é preciso que exista em dupla dose e  com relação à carga genética, não é ligada ao sexo. Em outras palavras, para surgir na plumagem dos descendentes é necessário que este gen esteja presente tanto no macho como na fêmea, ainda que, pelo menos, sejam ambos portadores. Como exemplo, os canários recessivos em geral, os opais, etc...
LIVRE é o gen que surge quando existir outro da natureza diversa, como o fator limão, asagris e até mesmo o mosaico, no entender de muitos.
LIGADO AO SEXO entende-se que a carga genética contida no cromossomo sexual capaz de determinar o sexo, a pigmentação como ocorre com os fatores marfim, pastel, acetinado e alguns canários (cores) de linha escura, com relação aos seus pigmentos melânicos.
Assim, um macho ligado ao sexo dará obrigatoriamente qualquer que seja a cor da fêmea todas as fêmeas de sua descendência iguais ao gen do pai.
Lipocromo é o pigmento amarelo ou vermelho existente na plumagem do canário. É um processo biológico de transformação dos elementos que se opera no organismo desses seres provocando a coloração da plumagem.
Pigmento melânico é a coloração negro-marrom existente no dorso, nas asas e em outras partes do corpo dos canários.
Eumelanina é o pigmento negro.
Feomelanina é o pigmento marrom.
Melânicos oxidados são os pigmentos verde-marrom e marrom, cobre no primeiro caso, e canelados, no segundo.
Melânicos deluidos são os que possuem a eumelanina e a feomelanina diluídas, os ágatas e isabelinos.
Fenótipos são os caracteres externos visíveis e que caracterizam o espécime.
Genótipo é a constituição genética de quaisquer seres vivos não perceptível pelo exame visual.
Memorizados os conceitos acima, fácil será a aplicação técnica e correia nos acasalamentos.
Pode-se, assim, fixar algumas regras para acasalamentos técnicos e corretos:
1) Acasalar melânicos oxidados entre si, isto é, cobre com cobre, canela com canela e cobre com canela.
2) Acasalar melânicos diluídos também entre si: ágata com ágata, isabel com isabel e isabel com ágata.
3) NÃO ACASALAR melânicos oxidados com melânicos diluídos que tendem a reproduzir pássaros atípicos, tais como, ágatas que se confundem com cobre e isabelinos que se parecem canelas. 
Estes dois casos não pertencem a nenhuma categoria. Daí as desclassificações certa nos concursos, com raríssimas exceções.
4) NÃO ACASALAR pássaros de linhas desiguais.
Com bases nesses conceitos, formulamos a seguir relação de acasalamentos certos e correios, bem como resultados dos mesmos:
LINHA CLARA: 
Branco dominante X Branco dominante, alto índice de prole branca, independentemente do sexo.
Excepcionalmente, sobrevêm amarelos, os quais deverão ser mantidos pois reacasalados com branco darão maior índice de brancos, além de fortificarem a descendência, porque os amarelos
são pássaros mais fortes e resistentes que os brancos.
Branco dominante X Amarelo - teoricamente, à exceção do descrito acima, darão 50% de brancos e 50% de amarelos independentemente de sexo. Este acasalamento é preferível ao anterior porque se evita o enfraquecimento da prole bem como previne em possível fator letal (morte prematura do embrião ou logo após o nascimento).
Amarelo X Branco dominante - idem acima.
O fator amarelo em ambos os casos poderá ser intenso ou nevado;
usando-se o intenso aparecerá na prole amarelos intensos e brancos de empenação melhor (chamados pena dura).
Branco recessivo X Branco recessivo - 100% de Brancos recessivos com raras exceções.
Desaconselha-se este acasalamento porque pode ocorrer o fator letal.
Branco recessivo X Amarelo comum - predominância dos amarelos independente de sexo, mas todos serão portadores de branco recessivo.
Amarelo comum X Branco recessivo - idem acima.
Branco recessivo X Amarelo portador de branco recessivo - 50% de brancos recessivos e 50% de amarelos portadores de branco recessivo, todos independentes de sexo.
Se o amarelo for descendente de branco recessivo X Branco recessivo haverá predominância do branco recessivo.
Amarelo portador de branco recessivo X Branco recessivo - idem acima.
Vermelho intenso X Vermelho nevado, ou vice-versa - 50% de intensos e nevados independentes de sexo.
Mosaico X Mosaico - 100% de mosaicos.
LINHA ESCURA: 
Cobre X Cobre - 100% de cobre.
Cobre X Canela ou Canela X Cobre - 50% de cobres e 50% de canelas independentes de sexo.
Canela X Canela - 100% de canelas.
Macho ágata X Fêmea Isabel - machos ágatas e fêmeas Isabel. Se o macho for homozigoto, isto é, de origem Ágata X Ágata; se for de origem isabel a prole será de ágatas e isabelinos,  independente de sexo.
Macho isabel X Fêmea ágata - machos ágatas e fêmeas isabel.
Obs.: O macho isabel é sempre homozigoto, ainda que seja de origem ágata em face de sua constituição genética.
Macho ágata X Fêmea ágata - 100% de ágatas, caso o macho seja homozigoto, pois do contrário só poderá portar isabel o qual poderá surgir na descendência.
Isabel X Isabel - 100% de isabelinos.
LINHA ESCURA SEM FATOR:
Macho verde X Fêmea verde - 100% de verdes.
Macho verde X Fêmea azul - 50% de cada cor, independentes de sexo.
Com relação aos ágatas, isabelinos e canelas proceder-se-á conforme a descrição dos acasalamentos com fator, seguindo-se as mesmas regras. 
Não deve ser esquecidos que, afora os prateados e brancos, só se deve acasalar intenso com nevado; nunca nevado com nevado. E, em  excepcionais condições, intenso com intenso, mas um deles deverá ter pena macia ou mole e shimmel para se evitar uma série de problemas, especialmente de empenação.
Todos os acasalamentos descritos são técnicos e certos e poderão ser seguidos à risca sem quaisquer problemas.
Entretanto em última instância, poderá recorrer-se a acasalamentos atípicos e, por isso, vai-se descrever uma série de acasalamentos que são desaconselháveis. Também seus resultados com relação à linha escura, porque não se deve nem por experiência fugir da técnica descrita nos acasalamentos de linha clara.
Sabemos que, pelo conceito de dominância, os canários melânicos oxidados dominam os de melanina diluída, isto é, o fator de diluição. Aplicando-se esta regra, um verde (homozigoto) acasalado com fêmeas canela, ágata ou isabel, toda prole será de verdes, portanto os filhotes, os machos, serão portadores de canela, ágata ou isabel que, recasados, farão aqueles fatores
dominados.
Este mesmo verde acasalado com fêmeas isabelinas, canela e ágatas prateadas, fundo branco, a descendência será de verdes ou azuis, não havendo contrariedade à regra enunciada, porque o azul é um fator oxidado.
Troquemos o macho verde pelo azul e usemos as fêmeas isabel, ágata ou canelas prateados, o resultado é o mesmo. Observando a mesma regra, toda descendência será de machos e fêmeas verdes ou azuis.
Está se percebendo que todo o segredo está na ciência que aponta o macho como responsável de quase todo o enigma, isto porque é nele que se concentra grande parte da carga genética.
Vejamos outros resultados de acasalamentos:
Macho ágata amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas ágatas.
Todos amarelos.
Macho ágata amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas ágatas prateadas.
Macho ágata amarelo X Fêmea canela amarela - machos verdes e fêmeas ágatas amarelas.
Macho canela amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas canelas.
Macho canela amarelo X Fêmea azul - machos azuis e verdes e fêmeas canelas amarelas prateadas.
Macho canela amarelo X Fêmea ágata amarela - machos verdes e fêmeas amarelas.
Macho canela amarelo X Fêmea isabel amarelo - machos e fêmeas canelas.
Macho isabel amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmea isabel. 
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores não só do fator dominado (isabel), como também de ágata e canela.
Macho isabel amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas isabel prateada.
Macho isabel amarelo X Fêmea canela amarela - machos e fêmeas isabel todos amarelos.
Com relação aos canários de fundo branco os resultados serão os mesmos. Basta trocar o fator amarelo pelo prateado, serão todos prateados com raras exceções se acasalarmos prateado com prateado.
LINHA ESCURA COM FATOR
Macho cobre X Fêmea isabel - machos e fêmeas cobres. 
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores de isabel.
Macho cobre X Fêmea ágata - machos e fêmeas cobre. 
Obs.: Os machos serão portadores de ágata.
Macho canela X Fêmea isabel - machos e fêmeas canela. 
Obs.: Os machos serão portadores de isabel e toda descendência poderá ou melhor, deverá ser atípica.
Macho canela X Fêmea ágata - machos cobre e fêmeas canela ou ágata. 
Obs.: Todos os machos serão portadores, além de ágata, de canela e isabel e deverão ser atípicos confundindo-se ente si os cobres e ágatas.
Macho isabel X Fêmea canela - machos canelas e fêmeas isabel, também serão atípicos. 
Macho isabel X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas isabel. Do mesmo modo serão atípicos, entretanto os machos portarão ágata, canela e isabel.
Macho ágata X Fêmea canela - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágatas, canela e isabel e terão os mesmos problemas ja descritos.
Macho ágata X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágata com os mesmos problemas já apontados.
Ai estão esgotados as  combinações possíveis e seus resultados, lembrando novamente que esses machos enunciados são homozigotos (hereditários puros) e que não se deve recorrer a esses acasalamentos porque não são técnicos e representam uma regressão.
Convém, finalmente dizer que os produtos dos acasalamento acima realçados não darão o mesmo resultado descrito, pois a sua constituição genética virá modificada.
Entretanto se for usado um desses produtos, deve-se fazê-lo dentro das técnicas enunciadas inicialmente.
TABELA RESUMIDA DE ACASALAMENTO
Branco Dominante x Amarelo Nevado
Amarelo Intenso x Amarelo Nevado
Amarelo Mosaico x Amarelo Mosaico
Vermelho Intenso x Vermelho Nevado
Vermelho Mosaico x Vermelho Mosaico
Cobre Intenso x Cobre Nevado
Canela Prateado x Canela Amarelo
Canela Intenso x Canela Nevado
Ágata Prateado x Ágata Amarelo
Ágata Intenso x Ágata Nevado
Isabelino Prateado x Isabelino Amarelo
Isabelino Intenso x Isabelino Nevado
Azul Dominante x Verde
Verde Intenso x Verde Nevado
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS LIGADOS
PASTEL - MARFIM - ACETINADO
MACHOS X FÊMEAS
Puro  Pura  =  Machos e Fêmeas Puras
Portador  Pura  =  25% Fêmeas Puras
      25% Fêmeas Normais
      25% Machos Puros
      25% Machos Portadores
Normal Pura  =  Machos Portadores
Portador Normal =  Fêmeas Normais
      25% Fêmeas Puras
      25% Fêmeas Normais
      25% Machos Normais
      25% Machos Portadores
 
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS RECESSIVOS
BRANCO RECESSIVO - OPAL - INOS

MACHOS X FÊMEAS
Puro  Pura   = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura   =  50% Machos e Fêmeas
      50% Portadores Machos e Fêmeas
Normal Pura   = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Puro Portadora   = 50% Puros Machos e Fêmeas
      50% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Portadora  = 25% Puros Machos e Fêmeas
      50% Portadores Machos e Fêmeas
      25% Normais Machos e Fêmeas
Normal Portadora  = 50% Portadores Machos e Fêmeas
      50% Normais Machos e Fêmeas
Puro  Normal  = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Portador  Normal  = 50% Portadores Machos e Fêmeas
      50% Normais Machos e Fêmeas


OS CRUZAMENTOS SURPRESA
Revista Pássaros nro 20/2000
Sabe-se que existem falsos lipocromos. Eles tem o aspecto de canários amarelos, brancos ou mosaicos, mas quando cruzados com lipocromos verdadeiros (com olhos pretos), produzem filhotes ditos “multicolores”. 
Este é o caso típico dos Isabel-opal, nos quais a melanizaçăo é parcial, năo havendo melanina aparente, e a sub-pluma pode ser até mesmo branca. 
Se cruzarmos um Isabel-opal com um branco, um amarelo, ou um mosaico, verdadeiros lipocromos (e portanto tendo um duplo fator E), nós obteremos filhotes multicolores. Eles săo freqüentemente simétricos mas, de acordo com o lipocromo escolhido, eles podem ter as asas manchadas de preto, de marrom ou de Isabel. 
Isto mostra que os lipocromos englobam igualmente os quatro tipos de base preto-marrom, ágata, marrom e Isabel. Isto nos permite compreneder porque certos brancos recessivos, certos mosaicos, possuem olhos avermelhados; eles possuem fator Isabel, e isto é mostrado pelo fato que com um Isabel-opal, nós temos somente Isabel multicolores. Na ausęncia do fator E, as melaninas năo puderam se exprimir, o cruzamento permitiu a introduçăo de um fator E+, e por isto nós temos os multicoloridos. 
Esta observaçăo está ligada ao fato que nós podemos ver aparecer numa linhagem de canários amarelos uma mancha preta, ou entăo marrom; no segundo caso, o canário possui fator marrom. Se um canário branco, nós verificamos uma mancha bege, nós podemos dizer que este pássaro é do tipo Isabel, etc. 
Interessante observaçőes săo feitas cruzando Isabel ou opal marrom com satinados, ou ainda cruzando mosaicos com canários brancos. Os resultados destes cruzamentos nos permitem conhecer melhor os caracteres mosaico, opal ou satinado. 
Somente aqui é que se apercebe das possibilidades oferecidas por pouco que se afaste dos caminhos batidos. 

TÉCNICAS DE ACASALMENTO NOS CANÁRIOS LIPOCRÔMICOS

Álvaro Blasina
Juiz de Canário de Cor - OBJO
Revista  COMO 2006
Arquivo editado em 22/12/2006

               Resulta fundamental para atingir o sucesso na criaçăo de canários, a  compreensăo de que as "técnicas de acasalamento" começam bem antes de efetivamente juntarmos os canários que iremos utilizar na criaçăo. Permito-me enfatizar algumas etapas fundamentais de extrema importância para o sucesso na criaçăo.
Planejamento saber exatamente qual a cor que desejamos criar, o espaço de que dispomos para a criaçăo, fazer uma projeçăo o mais detalhada possível será o primeiro passo para o sucesso.
Uma vez definida a cor que desejamos criar, devemos nos aprofundar no  conhecimento teórico e prático dessa cor. Quais săo os critérios de julgamento, e quais os canários de melhor qualidade no momento para podermos dessa forma definir com mais clareza quais os canários do plantei que tem padrăo suficiente para aspirar a um resultado animador e quais estăo longe o suficiente de nossas aspiraçőes de forma que os mesmos sejam descartados da criaçăo.
Considerando que em quase todas as cores evidenciamos uma evoluçăo notória na qualidade dos exemplares apresentados, resulta fundamental uma permanente reciclagem e apurada observaçăo, para nos sentirmos mais capacitados para uma justa avaliaçăo dos nossos exemplares e comprar as matrizes mais convenientes.
Fatores de seleçăo
O acasalamento é o momento mais importante no calendário ornitológico pois cabe a nós extrairmos do material genético disponível, o maior proveito com produtos de alta qualidade.
Assim sendo, dependerá das decisőes que tomemos, a qualidade dos filhotes resultantes. Para tal fim, creio fundamental lembrar que podemos dividir os inúmeros fatores de seleçăo, em dois grandes grupos, cuja compreensăo é de extrema importância.
Chamaria estes grupos de "extremos" e "intermediários". Os fatores de seleçăo “extremos" săo aqueles que visam ŕ máxima expressăo sempre. O objetivo é quanto maior expressăo, melhor. Assim sendo, um vermelho, quanto mais vermelho, melhor; a plumagem, quanto mais sedosa melhor. A distribuiçăo do lipocrômo, quanto mais homogęnea, melhor.
Para estes fatores extremos, năo há limites de qualidade e portanto, nos pais devemos sempre procurar a maior expressăo possível. Já os fatores "intermediários" o cuidado é maior, considerando que o ponto ideal é um equilíbrio entre os extremos.
Temos como exemplo, o fator nevado. A névoa năo pode ser nem muito longa nem extremamente curta. Os fatores que determinam a forma sempre estăo sujeitos a um equilíbrio constante. Ex. tamanho entre 13 e 15 cm, cabeça nem muito grande nem pequena, peito nem muito profundo nem muito fino, etc.
Nestes casos, a formaçăo dos casais deve sempre visar o complemento, ou seja, que (considerando que nenhum canário é perfeito), os defeitos de cada componente do casal sejam compensados com as virtudes do outro.
Prioridades Finalmente, devemos lembrar na hora do acasalamento, quais as prioridades que serăo levadas em conta na hora dos nossos pássaros serem julgados.
Săo nessas prioridades que devemos concentrar o nosso objetivo de qualidade, é claro, sem desprezar os outros fatores.
Nos canários lipocrômicos, por eles năo apresentarem melaninas, 50% da pontuaçăo no julgamento corresponde ŕ variedade (cor) e categoria (intenso, nevado e mosaico).
Concluímos portanto que caso desviemos nossa atençăo para outros fatores, (tamanho, forma, etc.) as chances de insucesso estarăo aumentando.
Resta apenas desejar aos amigos canaricultores, muito sucesso e excelentes resultados.
  PREPARO PARA OS CONCURSOS
Para qualquer exemplar de cor ou raça, devemos tomar conscięncia de que o preparo começa desde o dia do nascimento. O potencial genético, deve ser exaltado com um manejo esmerado da nossa parte.
Além dos cuidados normais de higiene, alimentaçăo e prevençăo de doenças, aqui văo algumas dicas no preparo:
Evite a debicagem por parte das măes na hora dos filhotes saírem do ninho. É muito importante ficarmos atentos e colocar grade divisória na gaiola para evitar a perda de penas, que nascerăo muito grandes e com chance de ocasionar problemas de plumagem.
Os canários da linha clara, evidenciam falhas na plumagem quando săo acometidos por parasitas tais como os chamados "ácaros de penas".  Aconselhamos portanto, uns 15 dias após o desmame, a aplicaçăo de ivermectina para prevenirtal problema.
O fornecimento de verduras tais como couve ou agriăo especialmente aos canários amarelos marfins será um grande aliado para exaltar a sua cor.
No caso principalmente dos canários amarelos intensos e amarelos marfins intensos, se faz necessário arrancar as penas de asa e cauda para que cresçam com maior presença de cor. Alguns criadores acostumam utilizar esta prática também com os nevados. Jamais arranque as penas de asa e cauda dos mosaicos.
No caso dos canários vermelhos intensos e nevados, fornecemos a cataxantina desde o ninho pois quando arrancamos as penas de asa e cauda, aparece muito em evidencia uma borda branca indesejável.
Os canários de linha clara tem uma tendęncia maior a se debicarem na voadeira. Utilize sua criatividade para minimizar este problema. Alguns criadores fixam pregadores nos poleiros para separar os pássaros. Outros aumentam a quantidade de sal ou de gordura animal na farinhada.
Outra forma mais efetiva, é evitara superpopulaçăo, grande vilă na ocorręncia de debicagem.
O banho freqüente, a individualizaçăo dos exemplares selecionados para os concursos, sem dúvida aumentará a beleza dos seus "candidatos a campeőes".
Verifique pelo menos 50 dias antes do concurso se seus canários tem eventuais penas quebradas, para arrancar as mesmas e dar tempo para que cresçam normalmente antes de irem para o julgamento.
A ocorręncia de manchas melânicas é motivo de desclassificaçăo, de forma que pegue um por um os canários de linha clara e verifique se tem esse defeito, lembrando que os lugares de maior ocorręncia de manchas săo: nas penas das coxas, no bico ou canelas, e na cabeça. Fica aqui o meu desejo de ter contribuído para o melhoramento deste grupo de canários de particular beleza.

 
 
 

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