24 de ago de 2011

Saude nos canarios

Alho


Relativamente a este produto natural, o mesmo também é utilizado na canaricultura.
No meu caso, utilizo juntamente com as papas sejam papas com corante ou não. Em cada kilo de papa adiciono um  de 50 grs. de alho em pó ou moído.
Se for na altura da criação adiciono ainda cerca de 100 grs de germen em trigo, produto com elevado grau de proteína.
Existe também em óleo e capsulas.
Ainda pode ser utilizado na seguinte maneira:
Colocar 1 dente de alho dentro de 1 litro de água de um dia para o outro e dar aos canarios. Pode esmigalhar o dente pois actua mais depressa na agua.
Repetir uma de 15/15 dias.

Beneficios do Alho

alho, garlic
Allium sativum é a sua designação em Latim e referimo-nos ao alho comum.
Regra geral quase todos nós utilizamos os dentes de alho na nossa alimentação como tempero, a verdade é que ele tem mais propriedades agradáveis além do paladar.
Muito utilizado, desde a antiguidade, os estudos têm vindo a comprovar a sua real eficácia. Outrora as pessoas comiam ou engoliam dentes de alho, hoje já não é necessário – um dos benefícios da actualidade as cápsulas! – vieram evitar esse desconforto, mas sobretudo vieram aumentar a quantidade de óleo concentrado responsável pelos efeitos benéficos.
O Alho tem várias aplicações… e não só para afastar vampiros e criaturas dessas, mas sobretudo outros ” montros” mais reais! As bactérias, vermes, parasitas… Estes não atacam em noite de lua cheia mas também nos “sugam”
As aplicações do alho regra geral são as seguintes:
Antibiótica
Anti-inflamatória
Anti-microbiana
Anti-asmática
Anti-oxidante
Anti-cancerígeno
Protector cardiovascular
As patologias ou sintomas a serem tratados pelo alho são muito vastos, mas pode-se resumir a sua eficiência em:
Distúrbios gastrointestinais, colesterol elevado, tensão arterial elevada, asma, bronquite, gripe, dores de dentes e mais recentemente os estudos comprovam a sua eficácia em cancro da mama e próstata.
O Alho deve ser consumido cru, pois após ser aquecido ou transformado, perde ou transforma as suas propriedades benéficas. No caso das cápsulas, estamos a falar de extratos prensados a frio, macerações ou ainda alho envelhecido, que tem vindo a ser provado a sua eficácia e a ultrapassar as outras apresentações devido ao aumento da concentração das substâncias activas.
A nossa recomendação vai para 500 a 1000mg de óleo Alho por dia, como efeito protector ou 1 a 2 dentes crus e frescos por dia.

Aveia descascada


 Aveia: cereal de múltiplas virtudes
No norte da Europa, desde há muitos séculos que se consome aveia. É o cereal tradicional do norte das Ilhas Britânicas, nomeadamente na Escócia e Irlanda, mas também na Inglaterra. Actualmente este cereal começa a fazer parte da alimentação de povos de todo o mundo. A aveia é considerada um cereal dos países frios e húmidos, pois aumenta a resistência do organismo ao frio.

Este cereal é rico em minerais como o magnésio, o fósforo e o cálcio, responsáveis pela formação de ossos e dentes saudáveis. É igualmente rico em vitaminas B1, B2, B5, E e niacina. Contém ainda 13,5% de proteínas, nestas se incluindo o glúten, gorduras (7%), hidratos de carbono complexos, que são absorvidos lentamente pelo organismo, proporcionando uma taxa constante de glicose no sangue, e silício.
É um alimento de fácil digestão, pelo que é aconselhado a pessoas com intensa ou baixa actividade física ou intelectual. Devido ao seu conteúdo de fibras ajuda também a regular os níveis de glicose no sangue e o apetite, o que beneficia o controlo de peso, a cardiopatia e a diabetes. As fibras solúveis são igualmente benéficas para controlar o colesterol e proporcionar um bom funcionamento intestinal.

A aveia é recomendada principalmente a crianças ou idosos em convalescença, desnutridos, em casos de arteriosclerose e de níveis elevados de colesterol. Estudos recentes concluíram que o consumo diário de aveia integral pode reduzir a tensão arterial. Em pacientes hipertensos, que estejam a ser medicados para esta redução, o consumo de aveia integral pode ajudar a diminuir as doses dos medicamentos tomados.
Investigadores da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos da América, deram a dezoito estudantes quantidades equivalentes, em termos calóricos, de flocos de aveia, bolachas do mesmo cereal e bolachas de arroz. De seguida, os estudantes foram convidados a pedalaram até à exaustão, em bicicletas estáticas, com o incentivo de um dólar por cada minuto para além das primeiras duas horas de pedalada. Os que tinham ingerido flocos de aveia aguentaram o esforço durante cinco horas, enquanto que os que comeram bolachas de cereais ficaram sem fôlego ao fim de quatro horas.

De acordo com o investigador William Evans, responsável pelo Laboratório de Performance Humana da Universidade de Penn State, todas as pessoas podem beneficiar com uma refeição de flocos de aveia. Por serem ricos em fibra solúvel, os flocos libertam uma energia que é assimilada lentamente pelo organismo. Desta forma, evitam-se os altos e baixos de açúcar no sangue, que provocam sensação de cansaço, antes de se perder o fôlego. William Evans aconselha a que se "Comam flocos de aveia entre 45 minutos a uma hora e meia antes de fazer exercício. O corpo necessita desse espaço de tempo para absorver a energia do cereal.".
A aveia é geralmente consumida em flocos e pode ser usada na preparação de bolos, biscoitos, pães, almôndegas, croquetes e em cereais de pequeno-almoço (ver receitas com aveia em
http://www.centrovegetariano.org/receitas/index.php?destin=cat&op=show&cat_id=38 ). Pode ser utilizada crua, mas recomenda-se que seja cozinhada, assada ou tostada de forma a facilitar a sua digestão e assimilação.

Germinado

O mais elevado ponto de vitalidade no ciclo de vida de uma planta ocorre quando esta é um rebento, daí os seus benefícios nutricionais.
Ao germinar, alguns nutrientes dos cereais e das leguminosas multiplicam-se. É o caso da vitamina C, que é praticamente inexistente no grão de trigo, mas que, uma vez germinado, aumenta seiscentos por cento o seu teor. O processo de germinação torna os nutrientes mais digeríveis, pelo que os rebentos causam menos gases do que os grãos que lhe deram origem. Os rebentos são pobres em calorias, mas contêm quantidades apreciáveis de vitaminas A e C, vitaminas do complexo B, vitamina E, algum ferro e enzimas e proteínas.
Podem ser germinadas sementes de alfafa, trigo, feijão de soja, feijão mung, lentilhas, entre muitos outros cereais, leguminosas e sementes.
Os germinados podem provocar uma reacção alérgica a pessoas que sofram de lupus eritematoso.
Podes obter os seus rebentos fazendo uma germinação caseira: escolhe as sementes ou feijões, removendo todos os que estejam danificados. Demolha-os em bastante água morna, durante a noite (cerca de 12 horas). Escorre bem a água e mete-os num frasco de boca larga ou num pirex, tapando com um algodão ou outro material poroso. Guarda o frasco num local escuro e quente (temperatura ambiente), mas não exposto directamente ao sol. Duas vezes por dia passa as sementes por água fresca, e escorre ou retira o excesso de água. As sementes de cereais rebentam em 2 a 3 dias, os feijões e as lentilhas demoram 5 a 6 dias a germinar. Nessa altura podem ser colhidos.
Podes conservá-los no frigorífico durante 4 dias, depois de lavados. Servem para as mais diversas preparações culinárias. Podem ser consumidos crus, em saladas e sanduíches, misturados com outros legumes, salteados, adicionados a molhos, e de outras formas que a tua imaginação sugerir.

Germen de Trigo


 Germen de Trigo
O grão do trigo é constituído por três partes principais: endosperma - usado para fabricar farinha de trigo branca/refinada, casca - o que dá a cor escura à farinha de trigo integral e gérmen - embrião do grão posto de parte no fabrico da farinha por razões de conservação.

Todavia, este gérmen é um suplemento extremamente salutar e importante na alimentação e deve ser consumido regularmente, uma vez que é uma excelente fonte de minerais, numerosas enzimas, auxonas e várias vitaminas (em particular E e do grupo B), nomeadamente: Tiamina (vitamina B1 ou F), riboflavina (vitamina B2 ou G), niacina (vitamina B3 ou PP), ácido pantoténico (vitamina B5),adermina ou piridoxina(vitamina B6),biotina (vitamina B8 ou H),ácido fólico (vitamina B9 ou M),filoquinona (vitamina K),provitaminas A e D, tocoferol (vitamina E), magnésio, fósforo, potássio, cálcio, manganésio, selénio, cobalto, cobre, ferro e zinco.

 Contém também proteínas, fibra (que promove a saúde intestinal, coronária e pode prevenir o peso excessivo) e esteróis vegetais. É uma boa fonte de ácidos gordos não saturados como ómega 3, gordura saudável que pode ajudar a baixar os níveis de colesterol nefasto LDL (lipoproteína de baixa densidade).

Segundo o Dr. E. Schneider* “não podemos prescindir em nenhum caso do gérmen de trigo na nossa alimentação diária, se quisermos evitar lesões e manter-nos saudáveis”.

O gérmen de trigo é benéfico na diabetes, uma vez que a vitamina E reduz os níveis açúcar no sangue e a vitamina B1 tem efeitos semelhantes aos da insulina, normalizando assim o metabolismo dos diabéticos. As auxonas identificadas no gérmen são responsáveis pelo crescimento, multiplicação e regeneração dos tecidos e células que acontece principalmente durante o sono, pelo que o consumo do gérmen é também indicado em casos de doenças nervosas como insónias, esclerose múltipla e esgotamentos. Já o ácido pantoténico é indicado para as enfermidades da pele, como secura, caspa, acne ou eczema, razão pela qual o óleo de gérmen de trigo é muitas vezes utilizado na cosmética comercial e caseira, por exemplo, usado simples para máscaras faciais de prevenção de rugas e hidratação.

Este suplemento preventivo e curativo está disponível em lojas de produtos naturais, ervanárias ou hipermercados e apresenta-se na forma de pequenos flocos crus ou levemente tostados, estes últimos com um leve sabor adocicado a frutos secos. Devem ser consumidos de preferência sem cozinhar e, para além de terem um baixo custo, são bastante versáteis na sua utilização culinária: podem ser adicionados a recheios, panados, sopas, pão, iogurtes, batidos, para polvilhar massas, saladas de fruta e de vegetais, tartes doces ou salgadas, cereais de pequeno-almoço, leites, molhos salgados ou doces, em patês, na pastelaria, etc..

Probióticos



ADMINISTRAÇÃO DE PROBIOTICOS
- Preparação para a reprodução : administrar 3 dias por semana;
- Nas criações: deve-se usar nos primeiros 15 dias de vida, juntamente com papas de criação (para os pais e filhotes), depois, com intervalo máximo de 5 a 7 dias, administrar sempre mais 5 dias seguidos;
- Na separação das crias: dar 3 dias por semana, dou dia sim dia não, prevenindo o aparecimento da Proventriculites, Cândidas e perturbações intestinais pela mudança de alimentação;
- Na muda da pena: 3 dias por semana, durante toda a época da muda da pena;
- Na época das exposições: 5 dias antes das exposições e 5 dias após a chegada das aves das exposições;
- No defeso: administrar 5 dias seguidos por mês;
- Em situações de doença: sempre que administrar fármacos (antibióticos, antiparasitários, etc.), dar na agua até ao completo restabelecimento das aves.

Vinagre de Cidra


 VINAGRE DE CIDRA
 O vinagre é usado desde a antiguidade como panaceia e para manter uma vida saudável. Existem varios tipos de vinagre, vinagre de vinho, vinagre de cereais, vinagre de cidra, este ultimo provem da maçã.
O vinagre de cidra é usado na criação de aves, contém sustancias benéficas, vitaminas, minerais, pectina. Melhora a digestão, destrói bactérias, e tem outros benefícios.
Exemplos de utilização:
Na agua em que cozemos os ovos, deitar umas gotas de vinagre de cidra, evita que se estalarem quando os mergulhamos, deitem tudo para fora.
Desinfectar verdura – na agua em que mergulhamos as verduras depois de lavadas, se adicionarmos 10 gotas num litro de agua. Deixar de molho durante 30 minutos, depois exaguar com agua limpa e corrente. Podemos tratar as sementes germinadas com esta solução para prevenir contra, fungos, bactérias e outro germens patogénicos.
Agua de beber – 10 ml de vinagre de cidra em 1 litro de agua – duas vezes por semana. A finalidade é reduzir o pH e favorecer o desenvolvimento de microorganismos favoraveis no sistema digestivo.
Agua do banho – 10 gotas por litro de agua – solução eficaz para prevenir infestação de piolho na plumagem.
O vinagre de cidra ajuda a manter as aves em condições optimas, em conjunto com outras medidas. Boas practicas de limpeza e higiene das instalações, acessórios e gaiolas ou viveiros. Agua limpa e fresca, comida adequada e fresca todos os dias. Isolamento das aves suspeitas de doença.

Canarios de Cor

O canário selvagem é verde raiado de preto ou castanho. As penas da cabeça, dorso e lados têm veios escuros. As penas das asas e cauda são escuras. As cores escuras provêm de duas substâncias corantes chamadas melaninas, que estão armazenadas nas células das penas sob a forma de grãos. Onde estes grãos estão mais juntos, as penas são mais escuras, e mais claras quando estão menos juntos.

Os tons pretos são dados por pequenos grãos castanhos – escuros ou pretos, que se chamam eumelaninas.
Os tons castanhos provêm de grãos castanho chocolate ou castanho-amarelado, que se chamam phaeomelaninas.
Comparativamente ao pássaro domesticado, o canário selvagem tem igualmente riscas ao longo do corpo, pretas-acinzentadas e acastanhadas.
Nos canários selvagens é mais notória a diferença de sexos.
As cores dos canários são definidas, pois, por dois grupos de cores:

· As "cores lipocrómicas",

· As "cores melánicas".

As "cores lipocrómicas " devem-se às carotenóides que aparecem nas plantas verdes. Os pássaros absorvem estas substâncias na alimentação e o organismo transforma-as em "cores lipocrómicas", que são levadas pelo sangue para as penas. Isto acontece apenas no período da mudança de penas, por isso é particularmente importante que neste período as aves comam vegetais, para poderem adquirir uma bonita e boa cor, principalmente nos canários de factores amarelo e vermelho. Quando a mudança das penas está passada, a alimentação deixa de ter influência nas substâncias lipocrómicas.
A substância lipocrómica (cor - base) é amarela no canário verde. Uma mutação faz com que a substância lipocrómica se torne numa cor - base branca, da qual os canários acinzentados (antes considerados azuis), assim como brancos ou em parte brancos, provêm.

A mesma mutação, que permitiu a cor – base amarela transformar-se em branca, pode ser transferida, através de cruzamentos, para outras mutações, dando canários castanhos, ágata e isabel. Uma terceira cor é a vermelha, mas ao contrário do que acontece com a branca, não é conseguida através de mutação, mas por cruzamento com uma outra espécie, cardeal vermelho – Spinus cucullatus – da Colômbia e Venezuela. A finalidade deste cruzamento era obter um canário vermelho, o que até certo ponto foi conseguido.
As cores escuras, ou cores melánicas, têm influencia não só no padrão (riscas), nomeadamente das penas das asas e da cauda, mas também na cor – base. Ao contrário do que acontece com as cores chamadas lipocrómicas, a alimentação não exerce nenhuma influência sobre as cores melánicas. O branco da cauda, assim como partículas amarelas nas penas menores, aparecem através de mutações.
A escolha destes pássaros coloridos permite o aparecimento dos canários matizados de amarelo e amarelos lisos. Nos canários coloridos, as melaninas não se espalham regularmente por toda a plumagem, mas parece que preferem partes definidas: cabeça, à volta dos olhos, peito, lados, dorso, pescoço e penas exteriores da cauda.
No interior da sua plumagem existem muitas variações que vão desde o verde com uma ou apenas algumas penas de cor clara até ao amarelo liso com apenas algumas penas escuras.

Existe ainda um factor muito raro – factor óptico "azul" – que tem influência nas células das penas. Ele transforma a cor amarela em amarelo – limão, com um brilho esverdeado, cinzento – ardósia para azul metálico, e faz com que os pássaros vermelhos tenham uma cor mais intensa.
Dentro da cor amarela, podem-se constatar dois matizes diferentes, provocados por diferentes estruturas de penas. Um deles é amarelo – vivo, e outro amarelo -claro. Actualmente estas diferenças chamam-se respectivamente intensa e nevada. Os pássaros de cor intensa são aparentemente menores e elegantes, o que se deve ao facto da plumagem ser mais fina e menos cerrada do que nos pássaros de cor nevada. Nestes, as penas são largas e a cor – base não chega a atingir os rebordos das penas.
Nos pássaros de factores amarelo e vermelho, os rebordos das penas são brancos, o que faz a plumagem parecer salpicada de geada. Por isso, é comum chamarem-se, em inglês, "frosted". Esta estrutura de penas, também se encontra em todas as outras cores, mas é mais visível nos pássaros de cor – base amarela ou vermelha. Nos pássaros nevados de cor verde, os rebordos das penas são cinzentos. Nos de cor – base branca, é mais difícil separar intensos e nevados.

Uma terceira cor "lipocrómicas", chamada "mosaico", aparece com mais realce nos pássaros de factor amarelo ou vermelho. Nos pássaros – "mosaico", a plumagem é amarela/vermelha – esbranquiçada, mas com uma base amarela/vermelha mais intensa no ângulo dos olhos, no peito, nos ombros e no uropígio. Esta cor aparece em maior expressão nos machos e devem ter sido herdados do canário selvagem vendilhão – capuchinho, onde, exactamente nas fêmeas, as partes mencionadas acima têm uma cor mais profunda e intensa. O padrão "mosaico" também se pode encontrar noutras cores, não sendo porém tão evidente.

Canários lipocrómicos

Os canários lipocrómos não devem apresentar melanina na plumagem nem nas partes córneas. As córneas (bico, pernas e unhas) têm de apresentar uma cor de carne.

As designações intenso, nevado e mosaico, determinam a categoria de todas as aves amarelas e vermelhas. Apresenta-se em primeiro lugar, o factor marfim (de cor gorda amarela ou vermelha), enquanto as cores lipocrómicas amarelo, branco e vermelho são referidas em último lugar.

Intenso: as aves do tipo intenso não podem mostrar indícios nevados. A cor gorda tem de atingir todas as penas até à ponta.

Nevado: os pássaros do tipo nevado apresentam um nevado distribuído, de forma regular por todo o corpo. As zonas nevadas devem ser pequenas.

Mosaico: à excepção das zonas de cor lipocrómica na cabeça, dorso, rabadilha e peito, a plumagem deve ser branca como giz.

Canários melánicos

Em oposição às aves lipocrómicas, estes canários têm de apresentar a melanina de forma nítida. Os canários melánicos podem ter, tal como as aves lipocrómicas, intensas, nevadas ou mosaicas, uma cor gorda amarela, vermelha ou branca. Em relação à cor gorda são válidas as mesmas discrições das aves lipocrómicas. As partes córneas (bico, pernas e unhas) têm uma coloração diferente de acordo com a sua espécie.



· Melánico intenso: As aves intensas não podem mostrar vestígios de nevado. A cor lipocrómica tem de se estender até à ponta das penas. Os intensos apresentam um tracejado fino (estreito).



· Melánico nevado: As aves nevadas, apresentam um nevado distribuído de modo uniforme por todo o corpo. As zonas nevadas devem ser pequenas. O tracejado não é tão fino (estreito) como nas aves intensas.



· Melánico mosaico: Estas aves por sua vez apresentam propriedades idênticas às das aves lipocrómicas. O tracejado também é mais largo do que nos pássaros intensos.

Leis de Mendel

Os canários melanicos e os canários lipocromos.

 
Os canários de cor lipocromos caracterizam-se por ter uma cor lisa e uniforme com sub-plumagem sempre

branca. As três cores de base são o amarelo, branco para os canários sem factor, e o vermelho nos

canários com factor. Estas cores conforme se distribuem nas penas podem apresentar diferentes

tonalidades e efeitos. As patas, o bico e unhas são de cor clara.

Os canários de cor melanicos são caracterizados por apresentarem estrias pretas e castanhas,

denominadas melaninas.Estes pigmentos negros e castanhos são denominados respectivamente eumelaninas

(preto) e feomelaninas (castanho).

As estrias podem ser mais largas ou mais estreitas e as melaninas mais definidas ou menos acentuadas

devido a maior ou menor diluição destes pigmentos.

A classificação dos canários de cor melanicos baseia-se na definição e aparência das melaninas.

Nos canários melanicos linha clássica, de acordo com as características das melaninas são

classificados segundo uma ordem decrescente de intensidade na tonalidade ou intensidade do preto e

castanho.

Os canários melanicos clássicos agrupam-se em quatro tipos (Negros, Castanhos, Ágatas e Isabeis),

divididos em 2 grupos (Oxidados e Diluídos).

Oxidados - a eumelanina ocupa o eixo das penas tectrizes e prolonga-se por todo o seu comprimento. O resultado é um desenho estriado longo, largo e ininterrupto deixando aparecer nitidamente a inter-estria: (nos intensos: melanina 50% e cor de fundo 50%) ; (nos nevados e mosaicos:melanina 60% e cor de fundo 40%).



Negros - máximo de preto e máximo de castanho (ver foto 1)
Castanhos - ausência de preto e máximo de castanho

Diluídos -são caracterizados por uma redução da saturação das das eumelaninas.O resultado é um desenho mais fino que o dos oxidados, apresentando um aspecto mais fino e interrompido.



Ágata - preto diluído e castanho diluído (ver foto 2)
Isabel - ausência de preto e castanho diluído

Acasalamentos de Canários de Cor


Nunca acasale


com fator vermelho x sem fator vermelho
linha clara x linha escura
diluídos x oxidados
mosaicos x nevados
dominante ou recessivo x com fator vermelho
dominante x marfim ou portador
ágata x féo
ágata x satinado
pastel x opal
pastel x satinado
pastel x féo
satinado x féo
féo x opal
opal x satinado

dois fatores diferentes de diluição de melaninas mesmo que sejam apenas dois portadores.

Todos os acasalamentos acima gerarão pássaros atípicos ou fora da nomenclatura atual, se não na primeira geração, nas subseqüentes.


Ainda não devem ser acasalados:

intenso x intenso
dominante x dominante

Pois nesses acasalamentos ocorre o fator sub-letal, matando parte dos
embriões e gerando parte dos filhotes debilitados.

Obs.:
Alguns acasalamentos não aconselháveis podem ser feitos visando
aprimorar determinadas qualidades. Por exemplo: acasalar mosaicos da linha clara com mosaico da linha escura, para obter mosaicos da linha escura bem caracterizados.

Entretanto, esses acasalamentos devem ser feitos exclusivamente por criadores experientes e que possuam um plantei grande.


Acasale sempre

linha clara x linha clara
linha escura x linha escura
sem fator x sem fator
com fator x com fator
nevado x intenso
nevado x dominante
nevado x recessivo
mosaico x mosaico
diluído x diluído
oxidado x oxidado

TABELAS

A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados

2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos

3 - nevado x dominante
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes

4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera
pássaros com excesso de névoa e de plumagem.

Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o
lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.

B - Diluídos x Diluídos

l - (M) ágata x (F) Isabel
prole: machos ágatas portadores de Isabel fêmeas ágatas

2 - (M) ágata x (F) ágata
prole: machos e fêmeas ágatas

3 - (M) isabel x (F) Isabel
prole: machos e fêmeas isabéis

4 - (M) isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis

5 - (M) ágata portador de Isabel x (F) isabel
prole: machos isabéis
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas

6 - (M) ágata portador de Isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas

C - Oxidados x Oxidados
1 - (M) negro-marrom x (F) negro-marrom
prole: machos e fêmeas negro-marrons

2 - (M) negro-marrom x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas negro-marrons

3 - (M) canela x (F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas

4 - (M) canela x (F) canela
prole: machos e fêmeas canelas

5 - (M) negro-marrom p/ canela x(F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons
machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons

6 - (M) negro-marrom p/ canela x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
machos canelas
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons

Os canários negro-marrons oxidados são os verdes, azuis e cobres.

Porém na tabela quando aparece o termo negro-marrom não podemos esquecer que os cobres, ao contrário dos verdes e azuis, têm fator vermelho. Os acasalamentos corretos são:

verde x verde
verde x canela amarelo ou prateado
verde x azul
azul x canela amarelo nevado
cobre x cobre
cobre x canela vermelho
canela x canela

Obs.:
Os acasalamentos com negro-marrons portadores de ágata ou Isabel e canelas portadores de isabel, não foram feitos porque esses pássaros descendem de acasalamentos incorretos.

D - Pastel - Satínê - Marfim
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos portadores fêmeas puras

2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros

3 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais

4 - (M) normal x (F) pura
prole: machos portadores fêmeas normais

5 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais machos portadores

fêmeas normais
fêmeas puras

6 - (M) portador x (F) pura prole: machos portadores
machos puros
fêmeas normais
fêmeas puras

Esses fatores são caracterizados por gens ligados ao sexo masculino. Não
existindo fêmeas portadoras, porque apenas um gen é suficiente para a caracterização desses fatores no fenótipo das fêmeas.

E • Recessivo - Opal - Ino (Féos) Topázios

1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos e fêmeas portadores

2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros

3 - (M) puro x (F) portadora
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras

4 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais

5 - (M) normal x (F) pura
prole: machos e fêmeas portadores

6 - (M) normal x (F) portadora
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras

7 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras

8 - (M) portador x (F) pura
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras

9 - (M) portador x (F) portadora
prole: machos puros machos normais
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas normais
fêmeas portadoras

Esses fatores são caracterizados por gens recessivos, que necessitam estar em dose dupla para sua caracterização no fenótipo e independem do sexo dos pássaros acasalados, por isso nota-se que na prole o fenótipo e o genótipo dos machos e das fêmeas são sempre iguais e que nos casais l e 5, 3 e 8, 6 e 7 a prole é idêntica.

Muito bem elaborado ,explicação de mestre . 

Genética

Vários termos genéticos importantes



Genótipo: constituição genética do indivíduo.


Fenótipo: aparência do indivíduo em parte como consequência do seu genótipo e ambiente.


Loci (pl) Locus (sing): localização específica de uma característica (alelo) num cromossoma. Um par de alelos (gene) tem loci iguais cada um transportando um diferente alelo podendo ou não ser afectados por esses outros alelos.



Gene: unidade de informação hereditária. É uma zona específica do DNA dos indivíduos que contém codificada a informação para a síntese de uma determinada proteína.



Alelo: cada umas das formas alternativas de um gene, que pode ocupar o respectivo locus e cujo número varia. A representação normal é feita por meio de uma letra.



Cromatina: substância localizada no núcleo da célula envolvida pela mesma membrana (rede corável), que contém os cromossomas.



Cromossoma sexual: cromossoma X, determina o sexo. No caso de aves e borboletas, o sexo masculino tem dois cromossomas X, o feminino tem um cromossoma X. Acontece o contrário com todas as outras espécies de animais e com o homem.



Cromossoma X: cromossoma sexual, existe duplamente nas aves e borboletas, no sexo feminino apenas uma vez; em todas as espécie dos animais e no homem dá-se o caso inverso. Factores hereditários que estão no cromossoma X passam a herança ligados ao sexo.


Crossing over: troca de genes.



Autossómico: as características herdadas são regidas pelos genes localizados em cromossomas não determinantes do sexo.


Factores ligados ao sexo ("Sex. - linked"): características herdadas através dos cromossomas sexuais. No caso das aves os machos possuem um par de cromossomas Z e as fêmeas um cromossoma Z e um cromossoma W. Considera-se que estas características estão baseadas no cromossoma masculino Z, podendo ser herdadas numa só cópia pelas fêmeas e em uma ou duas pelos machos.


Di-hibrído: diferenciado em duas propriedades hereditárias.



Homozigóticos: a presença de dois alelos semelhantes no loci correspondente do mesmo gene. Aplica-se a genes autossómicos mas também pode ser aplicado a características ligadas ao sexo nos machos.


Heterozigótico:a presença de dois alelos diferentes nos loci do mesmo gene. Aplica-se a genes autossómicos mas também pode ser aplicado a características ligadas ao sexo nos machos.


Recessivo: características expressas no fenótipo só quando existem dois alelos para essa característica nos loci do mesmo gene, caso contrário o efeito desse alelo não é visível, excepto no caso das fêmeas com mutações ligadas ao sexo.


Dominante: características que são expressas no fenótipo mesmo quando só está presente um alelo. Quando combinadas com um outro alelo recessivo dominam-no.


Dimorfismo: aspectos diferente dos sexos de uma espécie. Pelo cruzamento do cardinalito da Venezuela, esta característica também pode aparecer nos canários (fêmeas mosaicas).



Diplóide: com numero de cromossomas duplo (2n).

Hibridação: produção de híbridos.

Híbridos: diferenciado em propriedades hereditárias.

Incubação: choco.

Mono-híbrido: diferenciado em uma propriedade hereditária.

Portador: indicado "/": indivíduo que embora não o demonstre no seu fenótipo transporta alelos recessivos ou ligados ao sexo mas que estão escondidos por outro gene, podendo mesmo assim ser transmitidos à descendência.


FS: Factor Simples. apenas está presente um alelo para a característica. Usa-se para diferenciar os indivíduos que, expressando um fenótipo dominante não são puros e transportam outros alelos recessivos.


FD: Factor Duplo. Estão presentes dois alelos para a característica. Apenas faz sentido quando usado para identificar indivíduos dominantes puros, i.e., com dois alelos dominantes.







Teste de cruzamento



Este cruzamento é feito com um indivíduo homozigótico recessivo para o factor que se pretende estudar, que facilmente se identifica pelo seu fenótipo e um outro de genótipo conhecido ou não. Por exemplo, se cruzarmos um macho desconhecido com uma fêmea recessiva, podemos determinar se o macho é portador daquele carácter recessivo ou se é puro. Caso este seja puro, todos os filhos serão como ele, se for portador, 25% serão brancos, etc... Esta explicação é muito básica, pois geralmente é preciso um pouco mais do que este único cruzamento.

A limitação destes cruzamentos está no facto de não permitirem identificar portadores de alelos múltiplos para a mesma característica, ou seja, podem existir em alguns casos mais do que dois alelos para o mesmo gene e o efeito da sua combinação variar. Além disso, podemos estar a cruzar para um factor para o qual o macho ou fêmea a testar não são portadores mas serem para outros.

Genética - II

Vários termos genéticos importantes


Factores ligados ao sexo


Existem diversas mutações em muitas espécies que são controladas e transmitidas por este mecanismo genético, pelo que é importante que se compreenda o seu funcionamento.

Por definição, e no caso das aves, os factores ligados ao sexo estão no cromossoma sexual masculino Z. Isto é muito importante porque enquanto os outros factores nos cromossomas autossómicos são transportados em pares em todos os indivíduos de ambos os sexos, neste caso, os machos transportam dois cromossomas Z e as fêmeas apenas um. Esta situação é o inverso do que sucede com os mamíferos onde é o sexo masculino que têm uma situação de herozigotia sexual com um cromossomas X e um Y, enquanto as fêmeas são XX.

Quando da fertilização, os óvulos produzidos pela fêmea transportam ou um cromossoma Z ou W ao qual se vai juntar um cromossoma Z proveniente do macho reformando o par ZZ ou ZW conforme a combinação. Assim, todos os genes que a mãe tiver no seu cromossoma Z são passados aos filhos macho (pois recebem um cromossoma Z da mãe), enquanto que os filhos fêmea recebem o cromossoma W ao qual se junta um dos Z do macho. É por isso que com mutações ligadas ao sexo, os machos podem produzir descendência com essa mutação (sempre fêmeas), mas para se produzirem machos também de mutação temos sempre de ter uma fêmea já mutada e um macho no mínimo portador (em que apenas existe o gene mutado num dos dois cromossomas Z).







Selecção artificial



Entende-se por selecção, a escolha não aleatória dos reprodutores de modo a que estes transmitam determinadas características às gerações seguintes. Desde sempre que o homem faz selecção artificial de várias coisas, cruzando animais com força a outros com grande tamanho, plantas de frutos grande com outras que produzem mais frutos, mas de menores dimensões ou melhor qualidade.

Também nas aves se vêem seleccionando à já vários séculos características específicas. Na Idade média faziam-se concursos de tentilhões para ver qual cantava melhor vencendo os seus rivais. Foi assim que se chegou a criar novas espécies, todas as variedades de canário, a partir da ave selvagem.

Para seleccionarmos temos antes de mais que assegurar que aquele casal apenas acasala entre si, pelo que convém separá-lo de outros da mesma espécies e de espécies intercruzáveis. Tem de ser referido um factor que muitas vezes é esquecido por quem começa e por quem já sabe do ofício e leva a desilusões frequentes. Quando se fala de selecção, esta apenas faz sentido numa linha e raramente em indivíduos isolados. Ou melhor, a selecção individual dos indivíduos deve ter em vista a melhoria de uma linha, semelhante ou não. Não podemos esperar que num único cruzamento se melhore a qualidade das aves, isso sucede ao longo das gerações conforme vamos mantendo os melhores exemplares e reproduzindo com eles. É errado pensar que comprando uma ave muito boa se pode fazer milagres, muitas vezes é desperdiçar de tempo e dinheiro, é preciso aprender o que se precisa, o que se tem e o que se quer melhorar nas gerações futuras.

Depois temos de saber o que queremos produzir e como esse factor é transmitido geneticamente. O modo empírico e mais usual é usar aves que mostrem aquela característica específica e cruzá-las entres si, para depois esperar que os filhos demonstrem ainda mais aquele factor, mas nem sempre isto funciona, é mais adequado para trabalhar e melhorar mutações já estabelecidas.







Linhas puras



Uma linha pura é aquela em que todos os indivíduos têm uma constituição genética idêntica e originam descendentes idênticos, sendo o resultado do cruzamento previsível.

Arranjar linhas puras é complicado e envolve muito tempo de trabalho, em especial com espécies que se reproduzem pouco e atingem a maturidade sexual muito tarde.

Para obtermos uma linha pura, nunca podemos trabalhar apenas com uma ou duas aves, nem mesmo com um só casal. Se dispusermos de pelo menos dois casais de origens distintas, mas com as mesmas características que queremos seleccionar, podemos intercruzar os filhos e eliminar todos aqueles que não se enquadrem no pretendido. Desse novo cruzamento devemos obter alguns exemplares puros que depois vamos usar em combinações ou cruzamentos com outras aves para fixar a característica.

Mesmo assim o mínimo para fixar uma linhagem são 3 casais distintos, de preferência 4 ou 5. Só assim podemos garantir que existe suficiente variabilidade genética dentro do efectivo para assegurar uma melhoria nas gerações futuras. A variabilidade genética é a base de toda a evolução, perseguir linhas uniformes é utópico, pois acaba por invalidar avanços futuros. Só podemos escolher os melhores em gerações sucessivas se houver alguns melhores que outros!! E sobretudo melhores que os pais o que se consegue juntando os pontos fortes dos reprodutores.







Consanguinidade



Também na consanguinidade, muitas das vezes comete-se erros. Não existe qualquer problema em cruzar irmãos com irmãos, ou filhos com pais desde que se saiba como fazê-lo. Na realidade este é o método mais rápido e eficaz de fixar uma característica porque a base genética é semelhante.

Quando se faz isto tem de se partir de um casal não relacionado, isto é, os pais nunca poderão ser da mesma linha. O melhor é adquiri-los a vários criadores diferentes. Assim, a descendência que esse casal produz pode ser cruzada entre si escolhendo os melhores exemplares (tamanho, porte, cor). Desse cruzamento escolhemos de novo os melhores mas agora para cruzar com uma ave semelhante de outra linha que não a dos pais ou irmãos. Para exemplo podemos usar uma fêmea e adquirir um outro macho. Deste modo quebramos imediatamente a depressão por consanguinidade nos descendentes do terceiro cruzamento.







Cruzamentos de caracteres recessivos



Para os caracteres controlados por um mecanismo autossómico recessivo temos de produzir reprodutores que sejam homozigóticos recessivos ou, no mínimo, portadores desse alelo recessivo. Só assim conseguiremos obter descendentes que manifestem essa característica.

Partindo de um único macho devemos primeiro produzir uma geração de portadores o que se consegue cruzando o macho recessivo com uma fêmea pura dominante para esse alelo (ou vice-versa). Todos os filhos serão fenótipicamente idênticos à mãe mas portadores do alelo recessivo. Aqui, devemos escolher dois filhos e cruzá-los de modo a obtermos 25% de descendentes que são recessivos tal como o primeiro macho. Esses vão ser acasalados com outras fêmeas de uma outra linha que não a da sua mãe de modo a fazer duas linhas distintas de portadores. Deste modo, conseguimos obter duas linhas com apenas 25% de consanguinidade e que podem ser cruzadas entre si sem grandes problemas.

Os cruzamentos entre dois portadores não são recomendáveis porque nunca poderemos saber quais os filhos portadores e os não portadores, pois estes são fenotipicamente iguais, daí que quando se pretenda evitar o cruzamento de dois recessivos devemos usar sempre ou um recessivo e um dominante (obtendo todos os descendentes portadores) ou então um recessivo e um portador (obtendo 50% recessivos e 50% portadores).







Caracteres recessivos ligados ao sexo



Estes por serem ligados ao sexo, são mais fáceis de trabalhar, pois os machos vão sempre produzir fêmeas recessivas e machos portadores, independentemente da fêmea com que sejam acasalados. Por seu lado as fêmeas vão produzir todos os machos portadores. Para se obter machos recessivos é preciso de que a fêmea seja recessiva e o macho no mínimo portador, o que até é preferível em relação ao acasalamento de dois recessivos neste caso.







Caracteres Dominantes



Os Dominantes são fáceis de trabalhar, no entanto é preciso ter cuidado para não cruzar dominantes com aves portadoras de caracteres recessivos raros ou não, pois nunca iremos saber quais os filhos portadores.

É preciso ter em conta que o Dominante Factor Simples produz 50% de descendentes dominantes e que o gene é tão fácil de reproduzir que pode passar de raro a excessivo num efectivo de apenas 2 ou 3 gerações.

Canários da linha clara

Canários da linha clara

A cor dos canários se manifesta basicamente por 3 fatores: presença de melanina, pigmentação lipocrómica (cor de fundo) e categoria (distribuição do lipocrômo na plumagem).

A melanina é um pigmento de origem protéico que ajuda os seres vivos a se proteger dos raios solares e no caso dos pássaros representa um grande aliado na camuflagem para se proteger dos predadores.

Já no inicio do século XVIII surgiam nas criações em cativeiro alguns exemplares mutados que apresentavam em suas plumagens ausência parcial de depósito de melaninas, dando um visual de manchas claras na plumagem.

Um trabalho simples de seleção foi aumentando as áreas de ausência de melanina, até obter canários completamente claros, sem a menor manifestação melânica na plumagem fato este que gerou um grupo diferenciado de canários chamados de linha clara". Todos estes canários eram originariamente amarelos. Introduzindo novas mutações além do fator vermelho, os canários da linha clara totalizam hoje 36 cores diferentes.

A ausência de melaninas e a subplumagem branca, são as características próprias destes pássaros.

Os canários da linha clara são subdivididos em 4 grandes grupos:

1)sem fator vermelho de olho preto

2)sem fator vermelho de olhos vermelhos

3)com fator vermelho de olhos pretos

4)com fator vermelho de olhos vermelhos

Nos grupos 1 e 2, assim como nos 3 e 4, a forma de julgamento é idêntica mudando apenas a presença ou não de olhos vermelhos.

Nos canários de linha clara 50% do valor total de julgamento se atribui à qualidade da cor, composta por dois elementos:

Variedade (qualidade, quantidade e distribuição da cor) 30% dos pontos

Categoria (qualidade de intensos, nevados ou mosaicos) 20% dos pontos

No caso especifico dos brancos e brancos dominantes, junta-se a variedade e categoria numa única avaliação, pois trata-se de exemplares com ausência de cor e sem manifestação visual dos fatores intenso, nevado ou mosaico.

Desprende-se então, que tanto a variedade como a categoria dos canários de linha clara, tem uma importância muito maior do que nos canários chamados de "linha escura" e, tanto na hora do acasalamento como no julgamento, nos devem inspirar especial atenção.

Faremos um rápido comentário sobre a composição das cores dos canários de linha clara e suas principais características.

VARIEDADE (LIPOCRÓMO OU COR DE FUNDO)

Branco não é uma cor ou lipocrômo, e sim a ausência do. É o canário com menos elementos à serem avaliados no que refere à cor. 50% da pontuação destes canários recai exclusivamente na sua brancura.Por este motivo e pela própria delicadeza da cor branca, são os canários onde o preparo tem maior
importancia.

Branco dominante sua situação é semelhante a dos brancos, com u única exceção de que apresenta "incrustações" amarelas nas asas. É importante que apresentem o mínimo possível de incrustações de cor amarelo limão, mas lembre que as mesmas devem ser visíveis sem esforço visual exagerado.

Amarelo três elementos caracterizam a qualidade destes exemplares: qualidade, quantidade e distribuição.Na qualidade, devemos apreciar um amarelo puro bem definido sem tendências para tonalidades douradas.Na quantidade (como a palavra indica), esperamos que os exemplares tenham a virtude de depositarem a maior quantidade de lipocrômo na sua plumagem.Na distribuição, esperamos que
ela seja o mais uniforme possível, valorizando os canários que apresentarem a mesma cor, da cabeça até a ponta da cauda.

Observação: as características de qualidade, quantidade e distribuição acima descrita, são comuns não só para os canários amarelos, mas também para os amarelos marfins, vermelhos e vermelhos marfins. Para evitar sermos redundantes, não as repetiremos» na descrição das cores à seguir.

Amarelos marfins esta mutação provocou um efeito diluidor na cor amarela, dando uma tonalidade amarfilada. Lembremos de todas formas que se busca a máxima expressão do lipocromo, de tal forma que uma vez identificado sem dúvidas o fator marfim, valorizaremos aqueles exemplares com maior expressão de lipocromo.

No Vermelho quanto maior a expressão do vermelho e mais brilhante, mais valorizado será o exemplar. Vermelho marfim a mutação marfim deu ao vermelho uma tonalidade rosa característica.

Assim como nos amarelos marfins, uma vez que não tenhamos dúvidas da atuação do fator marfim deveremos preferir aqueles pássaros com maior expressão de lipocromo.

CATEGORIA

Três elementos compõe a categoria: intensos, nevados e mosaico machos e mosaico fêmeas Intensos: o depósito de lipocromo na totalidade das penas, chegando até a borda das penas, da à estes exemplares um visual de total presença da cor de fundo, sem presença de qualquer "escamação" branca

Nevados: nestes canários, a borda das penas é branca, dando um aspecto de escamação ou nevadismo.As bordas brancas das penas devem ser finas, nítidas e bem distribuídas pelo corpo todo.

Mosaico machos: uma distribuição pela plumagem de regiões com predominância de lipocromo e outras com predominância de branco, fazem destes pássaros exemplares onde o desenho e o contraste marcam a qualidade.

Havendo marcado dimorfismo entre machos e fêmeas, os mesmos são julgados separadamente.

Os machos tem como característica principal, a presença de uma ampla e bem delimitada máscara facial. A presença de um lipocromo intenso na mesma, assim como nos ombros e uropígio e a presença de lipocromo restrita ao centro do peito, são as características fundamentais.

Mosaico fêmeas: a característica principal que as diferencia dos machos é a presença de apenas um risco de lipocromo na altura dos olhos, contrastando com um branco puro no resto da cabeça e corpo, com exceção dos ombros e uropígio bem intensos. Fundamental é que o desenho do risco na altura dos olhos, seja o mais nitido e intenso possível, pois e parte fundamental do desenho. Verificamos também a importância de um uropígio o mais intenso possível.

As combinatórias dos diferentes tipos de variedade com os diferentes tipos de categoria, geram todas as cores dos canários chamados linha clara, com exceção dos brancos e brancos dominantes. Nestes últimos a categoria não se manifesta indicando na ficha de pontuação (conforme acima descrito) que variedade e categoria serão avaliadas em forma conjunta.

ACASALAMENTO

O acasalamento requer técnicas que não podem ser descuidadas.

Aqui vão algumas dicas importantes:

Verifique os elementos de maior pontuação na ficha de julgamento e dê especial prioridade aos elementos com maior valor em pontos.

Tenha presente que as fêmeas em geral tem menos lipocromo e qualidades de categoria inferiores aos machos. Assim sendo, compare machos com machos e fêmeas com fêmeas ao escolher as matrizes que irão para a reprodução.

Jamais junte dois canários com os mesmos defeitos, pois haverá uma notória tendência para que esses defeitos se acentuem nos filhotes.

O grande desafio é somar virtudes e eliminar defeitos, de tal forma que os eventuais defeitos de um exemplar de verão sempre serem compensados com virtudes do outro canário que compõe o casal.

Mosaicos

Os canários mosaicos merecem um capítulo à parte no que refere a acasalamentos. Se observamos com atenção o padrão que se pede para machos e fêmeas no Manual de Julgamentos, poderemos perceber que a obtenção de Campeões em ambos os sexos requer um modo de trabalho diferenciado.

Se no macho se valoriza uma máscara ampla e bem intensa já na fêmea se valoriza apenas uma lista na altura dos olhos, se um macho campeão brasileiro pela impressionante máscara que deve apresentar, jamais conseguirá produzir uma fêmea dentro do padrão, e o mesmo poderemos dizer de uma fêmea que apenas apresente uma listra na altura dos olhos, jamais terá filhos com máscara muito grande e definida.

Deduzimos então que o caminho mais inteligente para obtermos machos bons, seja a partir de fêmeas muito brancas, mas com uma nítida máscara facial que possam transmitir aos seus filhos. Por outro lado, para obtermos fêmeas boas, deveremos usar machos com mascara muito intensa. porém bem reduzida de tal forma a evitar incrustações faciais indesejadas nas filhas.

A escolha de canários para exposições

Qualquer que seja o tipo de canário que apresenta para exposição, é importante escolhe-lo utilizando os critérios que passamos a descrever.

Na categoria dos lipocromos:
a) Vermelho Intenso: só se devem apresentar os machos que tenham uma cor bela e uniforme mas que não apresentam, Shimel.
b) Vermelho Nevado: apresentar apenas os machos com uma plumagem muito luminosa e que tenham as nevoas em forma de escama distribuídas de forma igual por todo o corpo. O bico e as patas devem ser de cor clara, sem marcas de melanina.
c) Os mosaicos: a ave deve apresentar-se com um manto de uma cor branca giz, deve ter a máxima expressão lipocrômica nas zonas de eleição (ombro, olhos, peito, uropígio). Para concurso excluir todos os mosaicos que tenham a pigmentação pouco viva.
d) Os amarelos: só os machos com as mesmas características descritas para o vermelho intenso e vermelho nevado. Devemos preferir os de lipocromo limão que não tinham nenhum vestígio de laranja.

Na categoria dos brancos:
a) Branco: apresentar os que tenham a forma aproximada do padrão standard, com a plumagem aderente ao corpo e de cor a mais luminosa possível.
b) Branco dominante: preferir os que tenham cor luminosa e amarelo limão nas remiges. Banir todos os indivíduos cujos ombros sejam amarelados.

OBS: Nos canários de linha clara com excepção aos inos observar as penas da coxa pois é um lugar freqüente de aparecimento de penas melânicas.




Mais critéros de selecção que têm de ser observados;


-O bico: este deve ser curto e cónico.
-A cabeça: deverá ser redonda, grande, proporcional ao resto do corpo, eliminar as cabeças achatadas.
-As asas: não se devem cruzar.
-O peito: não deve ser metido para dentro nem proeminente.
-As plumagens: curta, aderente, bem limpa.
-As patas: limpas, não podendo faltar nenhum dedo nem unha.