21 de out de 2010

MELHORANDO OS ARLEQUINS RECESSIVOS

Por: Julio Cesar Dutra, criador de Periquito Inglês
Chamamos de arlequins (ou arlequíneos) todos os periquitos que apresentam como característica principal o corpo e as asas “malhados”. O primeiro arlequim recessivo surgiu por volta do ano 1932 na Dinamarca e por isso é conhecido como arlequim Dinamarquês, principalmente na Europa. O AR (arlequim recessivo) juntamente com o claro de olhos pretos (cop) e os fulvos ingleses, são as únicas variedades que não apresentam a íris branca, possuindo olhos completamente negros. Esta característica é muito importante para diferenciá-los de alguns AD (arlequins dominantes).



No mundo do periquito inglês tomamos conhecimento sobre “dominantes” e “recessivos”, os dominantes são ditos “normais” e os recessivos séries especiais ou “raras”. Dos normais é cobrado principalmente tamanho com equilíbrio entre o corpo e a cabeça. Por isso são maiores como, por exemplo, os normais: celeste, verde claro e cinza. Dos arlequins recessivos são exigidas marcações perfeitas, onde é comum ouvirmos falarem nos arlequins bem marcados e arlequins mal marcados. Por isso durante muitos anos os criadores expositores não se preocuparam com o porte dos periquitos recessivos e muitos até nem gostavam de criá-los, pois a preocupação principal era o tamanho dos “normais”. É evidente que entre dois Ar (arlequim recessivo) bem marcados será ganhador o de melhor porte. Surge daí então necessidade de melhorar nossos recessivos. Para tal, vamos acasalar o Ar com os melhores normais que pudermos obedecendo às leis da genética conforme seqüência abaixo:
1- AR x normal= 100% normal portadores de AR ou (normal/AR)
2 – AR x normal/AR= 50% AR e 50% normal/AR
3 – AR x AR= 100% AR
4-normal/AR x normal/AR= 50% normal/AR; 25% normal; 25% AR
5- normal/AR x normal= 50% normal/AR; 50% normal


Muitos normais/AR apresentam uma mancha clara atrás da cabeça, ficando fácil identificá-los como portadores, outros não possuem, tendo que conhecer seu pedigree ou pelos resultados em seus acasalamentos.
CONCLUSÃO: Cada vez que no acasalamento aproximarmos o recessivo do normal, perdemos em quantidade de recessivos, porém ganhamos no porte (qualidade). Caso contrário ganharemos em quantidade, mas não estaremos melhorando tão rápido. Depois que conseguir um bom padrão de AR, não será mais necessário acasalar com normais, pois quando tiverem o mesmo porte não fará diferença.

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