1 de jul de 2011

Mutação Phaeo

"A mutação que deu origem aos Feos (Phaeo) surgiu em 1964 na criação de um canaricultor belga, Sr. Jean Pierre Ceuppens, de uma linhagem de Canelas Vermelhos, posteriormente na prole de um casal de Isabelinos Amarelos.

Progressivamente, este criador, seguido por outros aficionados belgas introduziu a mutação em pássaros com cor de fundo branca e nos outros tipos melánicos clássicos.

Originalmente esses pássaros eram muito diluídos e o que atraiu os criadores foi a novidade e a presença dos olhos vermelhos.

Nós conhecemos então a mutação Ino, que foi em seguida introduzida nos canários lipocrómicos, especialmente pelo famoso criador francês, Sr. Ascheri.

Apenas alguns anos mais tarde, esses mutantes atingiram o padrão dos pássaros actualmente denominados Feos, que são por essência o resultado da associação Canela.

Pouco a pouco, conseguiu-se desenvolver o escurecimento da tonalidade marrom de seu desenho, aliado a uma bela escamação, traduzindo-se nos pássaros espectaculares que hoje conhecemos.
Esse trabalho foi feito sobretudo por criadores belgas e franceses. Em França, há uma longa tradição na criação de Feos.

A mutação Ino introduzida no tipo melánico Canela provoca o desaparecimento completo da eumelanina marrom, dando origem aos olhos vermelhos, mas deixa intocada a feomelanina.

A tonalidade desta será medida por sua intensidade e pela pureza de origem (intensidade fraca se misturada com a eumelanina).

Os Feos (Phaeo) não apresentam eumelanina negra, mas apenas a melanina marrom (feomelanina) em sua tonalidade máxima e sob a forma de desenho escamado.

Este desenho deve apresentar excelente contraste: eixo das penas branco (sem melanina) com a borda marrom escuro.

A escamação deve estar presente sobre a cabeça, sob a forma de pequenas estrias “limpas”, depois repartida regularmente sobre todo o dorso, nas espáduas e nos flancos.

As rémiges e rectrizes devem apresentar bordas de tonalidade marrom bem escuro.

A melanina marrom deve manifestar-se em todo o corpo do pássaro, desde o bico até à rabadilha.

O bico, as patas e as unhas são cor de carne e os olhos são vermelhos."

Mutação Pastel

"Esta mutação surgiu em 1957, pelo facto de surgirem neste ano aves com um factor de diluição melanica a que lhe deram o nome de pastel. Esta nova mutação foi reconhecida mais tarde pela COM em Trevino (Itália).

De acordo com o standard, esta mutação constitui o segundo factor de diluição melanica (o primeiro é o que propicia o fenotipo ágata) e os seus efeitos são:

a) Redução de estrutura eumelanica;

b) Dispersão da feomelanina;

Esta mutação aparece nas seguintes séries:

a) Negro
b) Castanho
c) Ágata
d) Isabel
Lipocromo:

a) Branco recessivo
b) Branco dominante
c) Amarelo
d) Amarelo marfim
e) Vermelho
f) Vermelho marfim
Categoria:

a) Intenso
b) Nevado
c) Mosaico

Negro pastel: Nesta série o pastel provoca uma diluição que modifica a totalidade do desenho e transforma o negro em cinza antracite. Não pode haver descoloração das remiges nem rectrizes, as estrias devem ser diluídas, finas e curtas, as patas, unhas e bico devem ser uniformes, de uma só cor e o mais escuras possível.
Castanho pastel: A expressão da melanina castanha oxidada está ligeiramente reduzida em relação ao clássico, aparecendo um véu denso sobre a totalidade da plumagem. Haverá uma distribuição completa do castanho e em todos os casos o lipocromo está sempre visível, unicamente os intensos apresentam desenho. As patas, unhas e bico devem ser de uma só cor e em harmonia, com a cor da melanina.

Ágata pastel: O ágata pastel apresenta estrias finas, curtas e de cor cinza pérola, observando-se sobre as grandes penas uma zona periférica cinza pérola, conservando as suas características do desenho na cabeça e bigodes. As patas, unhas e bico devem ser de cor uniforme e clara, (cor de carne).

Isabel pastel: O Isabel pastel apresenta uma pigmentação sobre a plumagem de cor bege muito suave. A presença do factor óptico associado a esta diluição favorecerá um ligeiro desenho nos intensos e mosaicos. As patas, unhas e bico são de cor clara.
Asas cinzentas: O negro pastel “asa cinzenta” caracteriza-se por uma super diluição da parte média da pena com concentração de eumelanina negra localizado nas extremidades. As marcas claras de diluição situam-se nas remiges e rectrizes. As tectrizes apresentam-se com umas “lunulas”cinza pérola e as localizações negras em forma de grão nas extremidades. Sobre as remiges e rectrizes, a diluição da parte central e a concentração da eumelanina sobre as extremidades das penas, deixam aparecer um negro evidente associado a um cinza pérola. A extremidade negra das remiges (bordada com uma orla de um cm de máximo) será maior que nas recrtizes. As patas, unhas e bico devem ser de cor uniforme e o mais escuro possível.

Consequentemente a afectação sobre as séries negras clássicas (negro, castanhos e ágatas), implica claramente os seus fenotipos:

a) Uma considerável diminuição da feomelanina;
b) Uma evidente redução da eumelanina negra, dispersa por todo o manto, favorecendo uma melhor apreciação do lipocromo de fundo.

No que respeita ás séries castanhas e isabeis, o fénotipo será afectado por uma considerável redução da feomelanina, uma dispersão da eumelanina castanha, levando notavelmente quase ao desaparecimento das estrias dorsais e flancos no Isabel, e em menor medida no castanho."

Mutação Opala


"Os criadores que pretenderem criar e seleccionar esta mutação, devem ter uma ideia muito clara do standard, especialmente em relação à acção de redução e apresentação da melanina sobre a plumagem, assim como da tabela de cruzamentos.

OPALA
Este carácter aparece por mutação genética, modificando a estrutura da pena e transforma os grânulos de eumelanina negra em cinza azulado, eliminando por completo a eumelanina castanha e a fhaeomelanina. Estes últimos poderão apresentar-se unicamente em alguns exemplares das séries negras e Ágatas.

O factor opala é um factor de refracção por excelência, pelo que na realidade deverá falar-se de ambos os factores (Opala e Refracção) modificarem a estrutura da pena.

Negro Opala: Existem no Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim.

As características típicas são o de apresentarem um factor de redução melanica que só deverá influenciar o manto (penas principais e plumagem), deixando inalterada a característica fundamental dos negros, ou seja a completa oxidação das patas e do bico e manifestação máxima da melanina negra com tonalidade cinza azulada, desaparecendo quase por completo a estrutura fhaeomelanica, aparecendo o lipocromo de fundo extremamente luminoso, sub-plumagem cinza pérola.

Castanho Opala: Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do
Marfim.

As características típicas destas aves são o de o factor opala provocar o quase desaparecimento total da estrutura melanina, tanto a fhaeomelanica como a eumelanica, devendo deixar evidentes ligeiras estrias castanhas sobre um fundo oculto. O bico, patas e unhas são de cor de pele.

Ágata Opala: Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim.

A sobreposição do factor opala na diluição do ágata, dá origem a um canário similar ao negro opala, mas mais diluído. As melaninas no dorso, cabeça e flancos permanecem intactos, isto é da mesma forma e tamanho do ágata clássico, mas com uma tonalidade de cinza pérola azulado. O lipocromo de fundo, por ausência da fhaeomelanina, deve ser muito luminoso. O bico, patas e unhas, são cor de pela, com a sub-plumagem cor de cinza pérola azulado.

Isabel Opala: Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do factor
Marfim.

Nestas aves o factor Opala provoca o desaparecimento quase total das estruturas melanicas (fhaeomelanina e eumelanina castanha), fazendo parecer uma ave lipocromica, só algumas pessoas mais experientes serão capazes de distinguir alguns vestígios melanicos no manto e sub-plumagem, somente nas remiges poderá adivinhar-se alguns vestígios de fhaeomelanina.

Tabela de Cruzamentos

 a) Não é aconselhável fazer este cruzamento, porque não conseguimos distinguir os portadores dos homozigoticos.

b) Neste cruzamento apenas devemos aproveitar os 25% de Opalas puros, dado que nos restantes, pelo mesmo motivo apresentado anteriormente, não distinguimos os portadores dos homozigoticos.

Mutação Onix

GENERALIDADES
A mutação ONIX caracteriza-se pela ausência de faeomelanina e um aumento da eumelanina. Esta mutação evidenciar-se-á melhor nas aves que têm estrias muito boas sobre o dorso e nos flancos com um máximo de eumelanina.

Sendo a faeomelanina substituída pela eumelanina, uma cor muito compacta forma-se entre as estrias, a qual devido à estrutura da plumagem, será o mais escura sobre a cabeça, na nuca e sobre o dorso.

Devido à ausência da faeomelanina, é difícil aproximar a tonalidade negra à da série negra clássica.

A eumelanina da série negra, ágata e castanha possuindo o factor ONIX deve ser sempre pura.

A cor de fundo não estando mais influenciada pela faeomelanina, aparece mais clara e mais luminosa.

NEGRO ONIX:

Na série negra, as rémiges e as rectrizes devem ser o mais escuras e uniformes possível, com uma cor compacta.

Há ausência de faeomelanina.

As estrias dorsais e os flancos devem ser marcados.

Devido à ausência de faeomelanina, as patas, as unhas e o bico não serão tão negros como na série clássica, mas devem ser unicolores e tão escuras quanto o possível.

Estão homologadas pela COM:Negro Onix Amarelo Intenso
Negro Onix Amarelo Nevado
Negro Onix Amarelo Mosaico
Negro Onix Amarelo Marfim Intenso
Negro Onix Amarelo Marfim Nevado
Negro Onix Amarelo Marfim Mosaico

Negro Onix Vermelho Intenso
Negro Onix Vermelho Nevado
Negro Onix Vermelho Mosaico
Negro Onix Vermelho Marfim Intenso
Negro Onix Vermelho Marfim Nevado
Negro Onix Vermelho Marfim Mosaico

Negro Onix Branco Recessivo
Negro Onix Branco Dominante

CASTANHO ONIX:

Na série Castanha, as rémiges e as rectrizes devem ser castanho-bege e tão uniformes quanto possível.

Há ausência de faeomelanina.

As estrias dorsais e os flancos devem ser bem marcados sobre uma cor de fundo luminosa.

As patas, as unhas e o bico devem ser de cor clara.

Estão homologadas pela COM;

Castanho Onix Amarelo Intenso
Castanho Onix Amarelo Nevado
Castanho Onix Amarelo Mosaico
Castanho Onix Amarelo Marfim Intenso
Castanho Onix Amarelo Marfim Nevado
Castanho Onix Amarelo Marfim Mosaico

Castanho Onix Vermelho Intenso
Castanho Onix Vermelho Nevado
Castanho Onix Vermelho Mosaico
Castanho Onix Vermelho Marfim Intenso
Castanho Onix Vermelho Marfim Nevado
Castanho Onix Vermelho Marfim Mosaico

Castanho Onix Branco Recessivo
Castanho Onix Branco Dominante

ÁGATA ONIX:
Na série Ágata, as estrias devem ser cinzento-escuro e bem pronunciadas com uma cor compacta.

A cor das rémiges e das rectrizes devem ser o mais uniforme possível.

Há ausência de faeomelanina.

As estrias dorsais e os flancos devem ser bem marcadas sobre uma cor de fundo luminosa.

As patas, as unhas e o bico devem ser unicolores.

Estão homologadas pela COM:
Ágata Onix Amarelo Intenso
Ágata Onix Amarelo Nevado
Ágata Onix Amarelo Mosaico
Ágata Onix Amarelo Marfim Intenso
Ágata Onix Amarelo Marfim Nevado
Ágata Onix Amarelo Marfim Mosaico

Ágata Onix Vermelho Intenso
Ágata Onix Vermelho Nevado
Ágata Onix Vermelho Mosaico
Ágata Onix Vermelho Marfim Intenso
Ágata Onix Vermelho Marfim Nevado
Ágata Onix Vermelho Marfim Mosaico

Ágata Onix Branco Recessivo
Á gata Onix Branco Dominante

ISABEL ONIX:
Para esta série a falta de experiência não permite estabelecer o standard e não está homologada pela COM.

O Canário Jaspe - Uma Mutação de Futuro

Ágata Jaspe amarelo mosaico diluição simples
Já faz cerca de dez anos que nasceram os primeiros F1, resultados da cruza de um macho Tarin de Magellan, diluição simples, com uma fêmea verde. Esta foi então uma novidade, mesmo no campo da hibridação. Como era uma cor agradável a atraente, eu decidi então, por curiosidade, guardar os F1 diluídos que eram do sexo masculino e tentar fixar esta bonita cor, acasalando-os com fêmeas verdes e azuis. Tive que esperar por dois anos antes de obter um F2 (R1) que fosse diluído e macho. Mas eu não desanimei e quis continuar. Já em posse de um R1 verde macho e diluído, eu acreditei que havia dado o passo principal, mas qual não foi a minha surpresa quando os R1 machos demonstraram ter menos fertilidade que seus precedentes F1. Foi por isso que eu ainda tive que esperar e estagnei por durante quatro outros anos até que obtive um R2 macho diluído que fosse fértil. Foi preciso ter paciência e tenacidade para não abandonar o trabalho. As irmãs do macho da terceira geração R2 não haviam ainda demonstrado fertilidade e, por isso, tive que esperar ainda outro ano antes de obter fêmeas da 4ª geração R3, com o objetivo de obter o caráter dupla diluição (homozigoto), cruzando-as com dois R3 diluídos.

Mutação Isabel

Um das variedades de Isabel


"Esta mutação surgiu em 1957.

Pelo facto de surgirem neste ano aves com um factor de diluição melanica a que lhe deram o nome de pastel.

Esta nova mutação foi reconhecida mais tarde pela COM em Trevino (Itália).

De acordo com o standard, esta mutação constitui o segundo factor de diluição melanica (o primeiro é o que propicia o fenotipo ágata) e os seus efeitos são:

a) Redução de estrutura eumelanica;
b) Dispersão da feomelanina;

Deste modo, este tipo de exemplares não provêm de nenhuma mutação propriamente dito, mas sim de uma combinação do Castanho e do Ágata, que, mediante um fenómeno genético denominado “crossing-over”deu origem a estes exemplares.

As características típicas da Isabel são o de apresentar apenas a eumelanina castanha fortemente reduzida por um factor de diluição.

Esta diluição deve ser uniformemente visível sobre o manto sem manchas claras em determinados pontos, tais como nos flancos ou extremidades das remegis e rectrizes.

O dorso deve apresentar um desenho (estrias) como do tipo Ágata, curtas e finas, com uma ligeira marcação nos flancos.

A inter estria deverá permitir a expressão do lipocromo.

O Isabel apresenta-se nas cores lipocromicas branco recessivo, branco dominante, amarelo, amarelo marfim, vermelho e vermelho marfim na categoria Intenso, nevado e Mosaico, o bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos são pretos.

O Isabel poderá ser afectado pela mutação satiné, possuindo um desenho melanico perfeitamente marcado.

Este desenho é formado por eumelanina castanha com um desenho idêntico ao Isabel e ausência total de feomelanina.

Deverá apresentar entre o desenho um lipocromo de fundo completamente limpo e luminoso.

O subplumagem é de cor bege claro, o bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos são vermelhos.

Nas séries Negro, Castanho, Ágata, e Isabel, factores de diluição que deram origem às seguintes mutações:

Negro

Negro Pastel, Negro Opala, Negro Topázio, Negro Eumo e Negro Ónix;

Castanho

Castanho Pastel, Castanho Opala, Castanho Eumo e Castanho Ónix;ÁgataÁgata Pastel, Ágata Opala, Ágata Topázio, Ágata Eumo, Ágata Ónix;

Isabel

Isabel Pastel e Isabel Opala, (A mutação Isabel Opal não é julgada em exposições dado o grau de diluição apresentado fénotipicamente fazer parecer que se trata de uma ave lipocromica).

Nota

O factor pastel asa cinzenta só actua sobre as aves da série negra. E o factor satiné só actua sobre as séries diluídas (ágata e Isabel)."

Mutação Inos

"Albinos (brancos com olhos vermelhos), Lutinos (amarelos com olhos vermelhos) e Rubinos (vermelhos com olho vermelhos) São os chamados inos lipocromicos (sem melanina).

Na verdade existem duas diferentes mutações que causam o mesmo efeito no fenótipo.

Uma de transmissão recessiva autossômica e outra sexo-ligada, podem atuar em todas as cores lipocromicas. "

Mutação Eumo

"A mutação ”EUMO” surgiu em 1981 no criadouro do sr. Van Haaf, em Radewijk (Holanda). Na terceira ninhada de um casal AGATA x ISABEL amarelo, de filho com mãe, surgiram dois mutantes.

Ao nascer, assemelhava-se aos isabeis. Ao emplumar, constatou-se que havia algo diferente.

Principalmente um desenvolvimento de eumelanina negra não tão evidente quanto nos ágatas clássicos. No ninho, os mutantes possuíam olhos vermelhos como os isabeis.

Mais tarde os olhos permaneceram ligeiramente vermelhos.

Após a muda, o criador constatou tratar-se de um filhote macho e outra fêmea, mas como habitualmente acontece com as novas mutações, sua saúde era precária.

Foi a razão pela qual tornou-se difícil criar alguns ”EUMOS” puros nos anos seguintes. Os resultados de criação demonstraram que os filhotes mais saudáveis resultavam do acasalamento de puro x portador. Visto que no primeiro ano nasceu um macho e uma fêmea, supos-se ser o fator autonomo e recessivo, o que foi confirmado mais tarde.

Os Sres. Van Haaf e Jansens realizaram, durante vários anos, experiências de estudos com outras cores como ACETINADO, OPAL e FEO.

A melanina nestes era, entretanto, menos visível, porem mais fácil de identificar nas cores clássicas: verde e ágata.

Em 1992, vimos os primeiros ”EUMOS” de fundo vermelho no criadouro do sr. Van Boven, de Wichelen. Estamos convencidos que na serie dos mosaicos a mutação EUMO se destacara.

DENOMINAÇÃO

No momento em que surge uma mutação aparece o problema de Ihe dar um nome. A principio, o nome ”VAN HAAF” foi atribuído. Não e, entretanto, habitual dar-se o nome de um criador a uma mutação.

Quando da reunião do Comitê Técnico da Bélgica e da Holanda, propos-se o nome EUMO porque somente a eumelanina permanecia, ainda, visível, a feomelanina marrom não tendo nenhuma ação.

AÇÃO DO FATOR EUMO

O fator EUMO impede toda manifestação de feomelanina marrom e reduz ligeiramente a eumelanina.

Na serie negra, a eumelanina e de um negro mais acinzentado e na serie AGATA e mais de um cinza bege.

Existe, entretanto, nesta serie, uma grande variação. Participam aqui fatores tais como o INTENSO, NEVADO e o fator AZUL.

0 fator EUMO e semelhante ao fator acetinado, mas os pássaros das series negra e ágata possuem, ainda, estrias dorsais e nos flancos.

Os olhos vermelhos não são visíveis na serie negra, mas sim na serie ágata, com variações de tonalidade.

Em uma mesma cor podemos observar grandes diferenças na redução da melanina.

Algumas cores estão próximas do AGATA PASTEL, fenômeno que se produz igualmente na serie AGATA TOPAZIO MOSAICO. Constatamos que quanto mais surgem novas mutações, mais difícil se torna a questão. Estaremos sempre próximos de uma ou de outra cor já existente.

Mutação Cobalto

  


"Em 1994, por ocasião do campeonato da Alemanha, em Ulm, os canários cobre nevados de um quarteto de Karl-Werner Weber (KWW), causaram grande surpresa, já que eles tinham a parte de baixo do ventre, e em volta da cloaca, uma coloração cinza bem escuro. Havia apenas três exemplares com esta particularidade e isto foi atribuído a uma manipulação de Karl-Werner. De volta à sua casa arrancou algumas penas de coloração diferente e esperou para ver como elas iriam crescer novamente.

Aparentemente esta particularidade poderia estar relacionada à alimentação (apesar de que o efeito do Polygonum não se verificar nesta época). Mas, efectivamente não era isso.

Na primavera seguinte, Karl-Werner obtém os primeiros filhotes vindos destes machos cobre. Infelizmente, todos tinham a parte de baixo do ventre clara, correspondendo ao cobre clássico normal. No ano seguinte, Karl-Werner me informou que havia cruzado este macho com uma de suas filhas, para fixar assim o peito escuro. Infelizmente, neste ano, este macho não fecundou nenhum ovo. Assim, no período de cobertura, ele decidiu cruzar irmão x irmã com os filhotes obtidos no ano anterior. Foi assim que surgiram os primeiros filhotes com a parte de baixo do ventre cinza. Logo pudemos observar que em sua plumagem juvenil estes pássaros tinham no corpo muitas penas pretas.

Após alguns acasalamentos, podemos afirmar: esta mutação é devida à hereditariedade recessiva livre.

Agora era preciso encontrar um nome para esta mutação. Monika, a esposa de KWW encontra imediatamente a solução, uma vez que a cor lembra o metal cinza e surge então o nome cobalto. O casal, juntamente com Markus Bergholt, faz a criação desta mutação. Os primeiros anos não são animadores, ao contrario, com muitas decepções, o que é normal neste tipo de acasalamento consanguíneo.

Acção do cobalto : Em primeiro lugar, diz respeito ao conjunto de penas do pássaro. Os intensos tornam-se extremamente escuros. Mesmo sobre os clássicos de qualidade média, a partir do momento em que há o cobalto obtém-se um pássaro diferente. Sendo assim poderíamos ter rapidamente cobalto de grande qualidade acasalando-se com negros de excelente qualidade. O cobalto melhora os canários negros.

Cobalto e Ônix : Em 1996, via-se cada vez mais ônix com o ventre bem claro. Achamos que o cobalto pode melhorar o ônix, já que ele carrega melanina até a ponta da pena. Sobre o ônix negro nevado, o cobalto traz um baixo ventre cinza canela que compensa a deficiência apresentada pelo ônix.

Vemos que podemos tudo com o factor cobalto.

Cobalto e Mosaico : Os mosaicos apresentam sempre a zona próxima da cloaca sem melanina e sem lipocromo. O baixo ventre é branco. Como normalmente a ponta das penas desta zona não fixam as melaninas, é possível que graças ao cobalto esta zona tenha a coloração escura, como foi o caso dos intensos e dos nevados. O cobalto agirá ou o mosaico inibirá a acção do cobalto?

Eis algumas questões que nos são apresentadas.

O actual trabalho dos cobaltos : Desde o início, Karl-Werner colocou o cobalto nos cobre (intenso, nevado, mosaico), bem como no verde (intenso, nevado) e o canela vermelho intenso. Começamos a introduzir o cobalto no ônix. Vamos também cruzar todos os cobaltos com exemplares de "fator óptico azul" para obter cobaltos sem feomelanina.

:: Aprofundamento do Conhecimento :::

Comparação da plumagem do negro cobalto em relação ao negro clássico normal.

O negro clássico sem factor óptico azul tem melanina negra ao eixo central da pena (estria) e na zona de baixo de cada pena (proporcionando a maior parte da superfície da inter-estria). Nesta superfície, a melanina negra está presente de forma diluída e se mistura à cor de fundo.

Isto, por exemplo, dá a cor verde pela mistura do pigmento lipocrômico amarelo e desta melanina negra da inter-estria. Uma outra particularidade diz respeito ao nevado e ao mosaico, nos quais a cor de fundo não está visível, em certos lugares da pena. Por exemplo, no nevado, o lipocromo não vai até a extremidade da pena e também a eumelanina está reduzida na superfície dos filamentos da pena, ocasionando uma borda cinza que não aparece completamente clareada.

Podemos observar um fenómeno semelhante nos mosaicos, onde vemos o lipocromo reduzido em baixo do ventre e uma zona branca sem lipocromo. Assim, parece que o lipocromo e a melanina estão relacionados, mas não é nada disso, estes dois pigmentos e sua divisão não são influenciados uns pelo outros. Mesmo os negros clássicos de alta qualidade têm menos pigmentação na face ventral. Nos standard é importante que o negro seja marcado nos flancos e melanisado até a parte de trás em relação às patas

O negro cobalto se diferencia destes de forma considerável. Em primeiro lugar há uma textura de pena completamente diferente. Comparando o negro normal, o cobalto tem muito mais negro na superfície plana da pena do que na inter-estria. Reconhecemos também os filhotes negros cobaltos no ninho, eles se parecem com os filhotes ágata. Esta eumelanina negra de pena dos cobaltos não influencia na retracção do lipocromo. Assim, não influencia na retração do lipocromo.

Assim, nos nevados, a borda das penas é cinza aço, de onde vem o nome cobalto. Por outro lado o cobalto não tem influência sobre a feomelanina. Desta forma, num canário negro com muita feomelania (defeito) o negro cobalto obtido terá uma cor suja cinza-canela. Foram feitos testes de cruzamento com exemplares o fator óptico azul para produzir negros cobaltos puros sem feomalanina.

Negro cobalto mosaico: a força do fator cobalto é tão grande que nos mosaicos chegamos a pigmentar o ventre. O pássaro aparece perfeito, graças à repartição bem regular da melanina na parte plana da pena. Não existe mais em seu corpo, zona muito clara ou muito escura. A cor é uniforme, tudo está pigmentado de forma regular.

:: Genética do Cobalto:::
1. - O cobalto é a hereditariedade recessiva livre.
2. - O cobalto é uma mutação de adição: uma "plusmutação". Ela acrescenta melanina enquanto todas as mutações conhecidas até hoje são mutações de redução ou diluição. É como se tivéssemos conseguido introduzir um factor suplementar (conforme já tentamos hibridação, mas sem resultado) mas insisto em dizer que é uma mutação natural, surgida nos canários de cor totalmente ao acaso.

Comparação ônix cobalto

Alguns especialistas ainda acreditam que o ônix é uma mutação de adição pelo negro. De fato, notamos que nos negros ônix o desenho negro é mais fraco que nos negros clássicos. A melanina aparece mais suave e menos concentrada. O efeito de listras transversais perceptíveis nas penas grandes é dado em função da falta de melanina no desenho. O local onde há um aumento da melanina no ônix não é na parte plana da pena, somente nas bordas a feomelanina dá o cinza e não o castanho. Temos a impressão de que houve uma transformação. Tendo o ônix, para a pigmentação da zona plana da pena (filamentos), os mesmos problemas que um negro clássico, podemos pensar que:

"Acumular o factor Ônix e o factor Cobalto sobre os canários negros permitirá, talvez, nos aproximarmos do canário totalmente negro que tanto sonhamos"

Asas Cinzas

"Introdução

Os canários asas cinza são sem dúvida uma das cores da linha escura mais facilmente identificada pelos criadores, até mesmo um iniciante que já tenha se deparado com exemplar poderá identificar um indivíduo asas cinza sem precisar de uma avaliação criteriosa no tipo.

Apesar de simples a identificação e também bastante fácil escolhermos os melhores canários dessa cor, o acasalamento requer muito conhecimento técnico por parte do criador, sendo comum acontecer de um criador comprar um asas cinza campeão brasileiro chegar em casa, acasalar e se decepcionar com sua prole... aí surge aquela dúvida no até então promissor novo criador desta série: será que o campeão brasileiro que comprei foi “maquiado”, não era tudo aquilo que mostrava ou me venderam porque era um pássaro que não tinha boa procedência genética, foi tirado ao acaso? Também pode acontecer deste mesmo criador comprar um asas cinza que não era tão bom quando ao campeão, acasalar e tirar filhotes semelhantes ao que ganhou a exposição, nessa situação vai sair achando que já sabe tudo sobre acasalamento de asas cinza.

Essas situações acontecem com uma certa freqüęncia, principalmente com os novatos na canaricultura e este artigo tem por finalidade desmistificar o acasalamento dos canários asas cinza, abordando uma parte técnica de formação de melaninas nas penas e plumas. Isto, quando entendido de forma clara o acasalamento destes belos pássaros, torna-se fácil e prazeroso.

Em 1966 surgiram os primeiros canários asas cinza em criadouro italianos e começaram a serem expostos na década de 70 no Hemisfério Sul; peculiarmente é uma cor que não surgiu de uma mutaçăo, tendo como origem os canários pastéis negro marrons oxidados (azuis, verdes e cobres), que quando acasalado sucessivamente pastéis x pastéis da origem a uma dupla diluição, causando uma zona de despigmentação na plumagem, formando o efeito “perolado” do dorso do exemplar e uma banda cinza na cauda e asas, dando origem ao nome desta cor.

O objetivo principal de todo criador de canários é sempre tirar exemplares campeões, para isso precisamos saber quais os critérios de julgamento da FOB/OBJO.

Manual de julgamento traz como critério dos asas cinza:

“Devemos preferir os pássaros que apresentam as bandas cinza pérola das asas e cauda bem largas e nítidas, ocupando quase totalmente as remiges e retrizes, deixando apenas pequena faixa de melanina depositada em suas extremidades, cuja cor é cinza claro.

Devemos também valorizar os pássaros que apresentam em toda plumagem, e especialmente no dorso, a influęncia da dupla diluição, ou seja, aqueles em que as extremidades das penas pequenas guardam maior depósito de eumelanina negra que na parte média, originando o desenho escamado. O dorso totalmente despigmentado, apesar de ser cinza aperolado, é indesejável.

É obrigatório a presença de banda cinza pérola também na cauda e a sua ausência implica em desclassificaçăo do exemplar. Caudas totalmente despigmentadas acarretarão perda de pontos.

Como nos negro marrons oxidados pastéis, devemos preferir pássaros de coloração acinzentada, com a mínima presença de feomelanina, que provoca tonalidade tendendo ao marrom, pés, unhas e bico devem ser o mais negro possível.”

Resumindo o critério, os canários asas cinza devem ter as penas do dorso, remiges e retrizes com uma banda cinza, larga e nítida, na parte central da pena e na borda uma faixa de eumelanina o mais negra possível.

PRODUÇÃO E DEPÓSITO DE MELANINAS

A produção de melaninas nos canários, que irá pigmentar penas, pele e partes córneas, é feita pelos melanócitos, que são formados nos melanoblastos das papilas das penas. Estes melanócitos desencadeiam, através da enzima tirosinase, a produçăo de grânulos pigmentares que ficam localizados dentro dos melanócitos, nos canários normais estes grânulos recebem um aporte de melanina que é interrompido quando estes chegam no seu tamanho normal.

Nos canários pastéis a mutação atua no aporte de melanina nos grânulos pigmentares que não para quando estes atingem seu formato e tamanho normal. O aporte não é freiado e os grânulos ficam, por conseguinte, maiores (até ficarem redondos). Isso acarreta conseqüęncias enormes para o melanócito que não consegue processar este aumento de pigmentos, incha e a membrana celular rompe pela pressão causando uma “explosão” e a morte prematura de muitas destas, impedindo que concluam sua função de pigmentação da pena. Este fenómeno causa redução das melaninas caracterizando a mutação pastel.

Quando realizamos acasalamentos sucessivos entre canários pasteis a tendência é que aumente o aporte de melanina nos grânulos acarretando um maior número de explosões provocando a morte precoce de um número grande de melanócitos dificultando severamente o depósito de eumelanina na pena.

A medida que o crescimento da pena progride a produção de melanina que irá se depositar nos grânulos se acelera, isso explica o porque das penas dos canários asas cinzas terem a borda da pena uma faixa melânica: a pena tem seu desenvolvimento do ápice para a base, então no início do desenvolvimento, a produçăo de melanina não esta tão acelerada, assim nem todos os melanócitos tem sua membrana rompida conseguindo depositar eumelanina na borda pena. Conforme a pena vai crescendo se intensifica a produçăo de melanina aumentando o tamanho dos grânulos, causando as “explosőes” em praticamente todos melanócitos e assim impedindo o depósito de melanina no centro da pena. Quando conseguimos um exemplar asas cinza com características fenótipicas citadas no parágrafo anterior, vamos ter um pássaro com o tipo bem próximo do ideal.

O criador no intuito de ir deixando seu plantel com a banda cada vez mais cinza, pode cair no erro de chegar num exemplar asas cinza “pra mais”, ou seja, um canário que aumentou tanto o aporte de melanina nos grânulos que acarretou a morte precoce dos melanócitos desde o início do desenvolvimento da pena, ficando assim o tipo do canário com o defeito de năo possuir a borda da pena melânica.

Também pode acontecer que o criador selecione pássaros com a intenção de deixar a borda da pena mais escura e mais nítida e acabar tirando canários asas cinza “pra menos”, ou seja, para aumentar a intensidade da borda da pena, teve que ser reduzido o aporte de melanina nos grânulos, podendo em alguns indivíduos essa diminuição ter sido tão grande que não há morte suficiente de melanócitos na pena, não causando o efeito perolado no dorso do canário, ficando ele com uma banda cinza reduzida na cauda e asas.

As fêmeas asas cinza dificilmente apresentam o dorso perolado, isso acontece porque elas produzem uma quantidade menor de melaninas, por conseqüęncia não aumentam o tamanho dos grânulos pigmentares e não acontece a “explosão” dos melanócitos.

ACASALAMENTOS

O acasalamento dos canários asas cinzas é um verdadeiro desafio: um canário campeăo quando mau acasalado, não terá melhor resultado que um canário médio bem acasalado. Vamos simular algumas situações de acasalamentos;

Quando você tem um macho muito bom de tipo, a fêmea mais recomendada para acasalar com ele será uma que possua dorso aperolado e uma banda cinza visível nas asas e se possível na cauda;

Quando você tem um macho bom de tipo, onde a borda das penas já não possuem uma marcação tăo evidente o canário começa a tender “pra mais”, a fęmea mais recomendada para acasalar com ele será uma que possua dorso apastelado e asas e cauda toda cinza chumbo sem banda, uma canária com o tipo de um negro marrom pastel;

Quando vocę tem um macho regular de tipo, com o dorso tendendo ao apastelado e bordas melânicas muito largas nas asas e cauda, um exemplar “pra menos”, a fęmea mais recomendada para acasalar com ele será uma que possua bandas bastante evidentes nas asas e cauda e o tipo do dorso começando a ficar perolado;

Quando vocę tem uma fęmea asas cinza com dorso perolado, isto é, trabalhado nos mosaicos devido ŕs fęmeas concorrerem separadas dos machos, ela terá que ser acasalada com um macho “pra mais”, assim as fęmeas descendentes manterăo o perolado no dorso;

Quando vocę tem um macho fraco de tipo, um canário pra mais, sem borda melânica nas penas, e este indivíduo năo for mosaico, o mais recomendável é que seja acasalado com uma fęmea negro marrom oxidado normal, recomeçando o trabalho de chegar no asas cinza ideal.

Devemos sempre acasalar pássaros com a menor presença de feomelanina possível (pois esta se deposita nas bordas das penas, ocupando o lugar onde deveria ter eumelanina, prejudicando muito o desenho do canário), dando preferęncia aos que possuem a maior envoltura possível com bico, pés e unhas mais negros possíveis.
Conclusăo

O criador de asas cinzas é um verdadeiro artesăo que “fabrica” seus pássaros: conseguir fazer um canário asas cinza campeăo é gratificante e um motivo de orgulho muito grande para o criador."

Mutação Topázio

"Surgida da mutaçăo INO (de melanina central), essa mutaçăo passou longo período sem agradar aos criadores.

Quando a mutaçăo começou a ser trabalhada com Tipo Ágata de boa qualidade, quase sem feomelanina, alguns criadores especializados começaram a criar pássaros realmente bonitos e isso passou a interessar aos demais criadores.

Hoje a mutaçăo está fixada, reconhecida e vem sendo valorizada cada vez mais, tanto nos pássaros com fator, quando nos sem fator.

A mutaçăo é autossômica recessiva e a sua manifestaçăo fenotípica é reconhecida para concurso apenas nos Negros Marrons Oxidados (Verdes, Azuis, Azuis Do e Cobres) e nos Negros Marrons Diluídos (Ágatas nas suas diversas cores de fundo).

Obs: Nos Canelas e nos Isabelinos a mutaçăo topázio năo consegue imprimir em seus fenótipos as características definidoras dos tipos.

O CANÁRIO VERDE TOPÁZIO

O fator topázio provoca reduçăo e modificaçăo na tonalidade da eumelanina negra da plumagem, tornando seu desenho reduzido (mais estreito) e com tonalidade cor de castanha escuro.

O desenho dorsal é formado por estrias com tonalidade castanha escuro, tendo as bordas claras, caracterizando a centralizaçăo da eumelanina. O mesmo se verifica nas penas das asas e cauda.

Obs: As características de tipo citadas acima săo as mesmas para todos os Negros Marrons Oxidados Topázio (AZ TO, AZ DO TO, AZ CB TO).

ACASALAMENTO IDEAL

Objetivo: Obtençăo de bons filhotes Topázios.

Parceiro: Dois casos podem ser considerados ideais.

1-VERDE TOPÁZIO X VERDE TOPÁZIO

Filhotes: MC e FM Verde Topázios

Embora ainda năo esteja exaustivamente provado, pensamos em observar na prática que sucessivos cruzamentos de Topázio x Topázio levem a uma diminuiçăo do desenho de um modo geral. Assim, sugerimos o acasalamento intercalado com o portador.

2-VERDE TOPÁZIO X VERDE PORTADOR DE TOPÁZIO

Filhotes:MC e FM Verdes Topázios.

MC e FM Verdes Portadores de Topázio.

O cuidado a se tornar neste caso, é a utilizaçăo de portadores de boa qualidade, ou seja, com mínimo de feomelanina.

ACASALAMENTOS OPCIONAIS
ACASALAMENTOS

1-MC VD / TOxFM VD / TO

Filhotes:MC e FM VD TO

MC e FM VD / TO

MC e FM VD

2-MC VD TOxFM VDou

3-MC VDxFM VD TO

Filhotes:MC e FM VD / TO

Comentários:

O acasalamento de nro 1 é considerado opcional porque na descendęncia năo saberemos distinguir os portadores dos năo portadores.

O acasalamento de nro 2 é importante quando se pretende melhorar, introduzir qualidade (tipo) ao plantel de Topázios, além de ser um meio de melhorar a rusticidade dos filhotes.

Porém, vocę só conseguirá este aprimoramento se o verde utilizado for de boa qualidade.

Como as características de Tipo săo iguais para todos os N.M.ş variando apenas na cor de fundo, eles podem ser acasalados entre si. Assim, se houver necessidade acasale VD TO com AZ TO DO.

ACASALAMENTO QUEBRA-GALHO

Por se tratar de uma mutaçăo ainda em evoluçăo, estamos evitando sugerir o acasalamento quebra-galho.

O CANÁRIO ÁGATO TOPÁZIO
No Ágata o fator Topázio atua no desenho dorsal deixando as estriais mais finas, mantendo suas bordas claras, e modifica a tonalidade da eumelanina negra que passa a cinza escuro (antracito). O mesmo se verifica nas penas das asas e da cauda.

ACASALAMENTO IDEAL

Objetivo: Obtençăo de ótimos Ágatas Topázio

Parceiro: Dois casos devem ser considerados.

1-ÁGATA TOPÁZIOXÁGATA TOPÁZIO

Filhotes:MC e FM Ágatas Topázios

Obs: Este acasalamento serve para qualquer cor de fundo.

2- ÁGATA TOPÁZIO X ÁGATA PORTADOR DE TOPÁZIO

Filhotes:MC e FM Ágata Topázios

MC e FM Ágata Portador de Topázio.

O cuidado a se tomar nesses dois casos acima citados, é a utilizaçăo de portadores de boa qualidade, ou seja, com o mínimo de feomelanina.

ACASALAMENTOS OPCIONAIS
ACASALAMENTOS FILHOTES
1- MC AG / TOxFM AG / TO MC e FM AG TO
MC e FM AG / TO
MC e FM AG

2- MC AG TOxFM AG

MC AGxFM AG TO


MC e FM AG / TO

Comentários:
O acasalamento nro 1 é opcional, já que na descendęncia năo saberemos distinguir os portadores dos năo portadores.

O acasalamento nro 2 é importante quando se pretende melhorar a qualidade do tipo dos Topázios, além de ser um meio de melhorar a rusticidade dos filhotes. Porém, vocę só conseguirá este aprimoramento se o Ágata utilizado for de boa qualidade.

Foi trabalhando assim que se obteve a excelente qualidade dos atuais Ágatas Topázios com fator. Depois por eliminaçăo do lipocromo vermelho, obteve-se excelentes prateados.

Hoje, já existem portadores de excelente qualidade, sendo esses casos quase impossível diferencia-los dos clássicos.

Canarios de Cor lipocomos e melanicos

Sei que neste fórum existem pessoas com opiniões e ideias mais experientes que eu. Não sou juiz nem aspirante a Juiz de Ornitofilia. Por isso este pequeno artigo pode conter algumas falhas ou estar menos completo em alguns aspectos. Apenas quero dar o meu modesto contributo nesta matéria com esta pequena introdução ao mundo da nomenclatura OJM/COM dos canarios de cor.

Como sabem o standard de canarios de cor OMJ/COM basicamente dividem-se em duas categorias.

Os canarios melanicos e os canarios lipocromos.


















Os canarios de cor lipocromos caracterizam-se por ter uma cor lisa e uniforme com subplumagem sempre

branca. As três cores de base são o amarelo, branco para os canarios sem factor, e o vermelho nos

canarios com factor. Estas cores conforme se distribuem nas penas podem apresentar diferentes

tonalidades e efeitos. As patas, o bico e unhas são de cor clara.

Os canarios de cor melanicos são caracterizados por apresentarem estrias pretas e castanhas,

denominadas melaninas.Estes pigmentos negros e castanhos são denominados respectivamente eumelaninas

(preto) e feomelaninas (castanho).

As estrias podem ser mais largas ou mais estreitas e as melaninas mais definidas ou menos acentuadas

devido a maior ou menor diluição destes pigmentos.

A classificação dos canarios de cor melanicos baseia-se na definição e aparência das melaninas.

Nos canarios melanicos linha clássica, de acordo com as características das melaninas são

classificados segundo uma ordem decrescente de intensidade na tonalidade ou intensidade do preto e

castanho.

Os canarios melanicos clássicos agrupam-se em quatro tipos (Negros, Castanhos, Ágatas e Isabeis),

divididos em 2 grupos (Oxidados e Diluidos).

Oxidados - a eumelanina ocupa o eixo das penas tectrizes e prolonga-se por todo o seu comprimento. O resultado é um desenho estriado longo, largo e ininterrupto deixando aparecer nitidamente a inter-estria: (nos intensos: melanina 50% e cor de fundo 50%) ; (nos nevados e mosaicos:melanina 60% e cor de fundo 40%).


















Negros - máximo de preto e máximo de castanho (ver foto 1)
Castanhos - ausência de preto e máximo de castanho

Diluidos -são caracterizados por uma redução da saturação das das eumelaninas.O resultado é um desenho mais fino que o dos oxidados, apresentando um aspecto mais fino e interrompido.


















Ágata - preto diluido e castanho diluido (ver foto 2)
Isabel - ausência de preto e castanho diluido

Compreender o Standard Internacional de canarios de cor OMJ/COM, não é difícil mas requer algum esforço pois infelizmente não conheço nenhum livro técnico português com fotografias a cores comentadas, apresentando todos os exemplos possíveis de canarios de cor.

A bibliografia consultada foi o Nº1 da revista Portugal Ornitológico "Standard Internacional de canarios de cor OMJ/COM".

Lista de fotos com nomes

Pequeno Dicionário

ALELOS

Genes em que se designam os caracteres

ANILHA


Abraçadeira inviolável para controle de criaçào


AUTOSSOMAL



Mutação independente do sexo dos indivíduos do casal

CAROTENO


Pigmento de cor laranja ou vermelha

CATEGORIA


Forma pela qual o lipocrômo é distribuído na plumagem

CLOACA


Orifício comum à reprodução e eliminaçào de fezes, urina e ovos.

CONSANGÜINIDADE


Parentesco de sangue materno ou paterno

CROMOSSOMO


Segmento de filamento cromático que se destaca por ocasião definidas na formaçào do novo ser

DILUIÇÃO


Efeito do enfraquecimento da cor original

DIMORFISMO


Diferença no fenótipo entre machos e fêmeas

DOMINANTE


Pássaro de caracteres dominantes às demais cores de fundo

EUMELANINA


Coloração negra ou marrom que se deposita na plumagem, formando os desenhos (estrias)

FATOR


Elemento que concorre para o resultado de uma mutação

FENÓTIPO



Características externas e visíveis de um indivíduo

FEOMELANINA


Coloração marrom que se deposita nas bordas das penas

GAMETA


Célula sexual do macho ou da fêmea

GENÉTICA


Ramo da biologia que estufa os fenômenos da hereditariedade e o modo como as características são transmitidas de uma geração para outra

GENE


Partícula do cromossomo em que se encerram os caracteres hereditários

GENOTIPO


Constituição genética interna do indivíduo

HETEROZIGOTO


Indivíduo com par de cromossomos diferentes

HÍBRIDO



Pássaro que provém de espécies diferentes (ex: pintassilgo com canária)

HOMOZIGOTO


Indivíduo com par de cromossomos idênticos

INO


Terminologia aos canários albinos, lutinos e rubinos (canários com olhos vermelho)

INTENSO



Denominação ao canário com lipocromo amarelo ou vermelho, atingindo toda a extensão das penas

LINHAGEM


Conjunto de pássaros com consagüinidade controlada

LIPOCRÔMO



São pigmentos de origem lipídica que se manifesta nas cores amarelo, amarelo marfim, vermelho, vermelho marfim e branco dominante (parcialmente)

MELANINA



Pigmentos de origem protéica, encontrado nos canários negro-marrons

MUTAÇÃO


Constituição hereditária com aparecimento de caráter inexistente nas gerações anteriores

MOSAICO


Canário de lipocrômo restrito em áreas especifícias da plumagem )máscara facial, ombros, uropígio e peito)

OVOS BRANCOS*

Os canaricultores chamam de "ovos brancos" aqueles que não estão fecundados (ou "cheios") não havendo qualquer relação com a cor da casca do ovo (que pode ir do branco até o mais azulado.


OXIDAÇÃO



Pigmentação melânica negra ou marrom combinada com a cor de fundo

PIGMENTAÇÃO


Coloração através de substâncias

PENUGEM



Primeiras penas que surgem de um pássaro: remiges, retrizes e tetrizes.

QUISTOS



Pela impossibilidade da pena romper a pele e atingir seu desenvolvimento, fazendo com que ela e algumas vizinhas fiquem abaixo da pele, formação de bolas (caroços)

RECESSIVO


É o fator responsável pela ausência absoluta de carotenóide com inibição total do depósito de lipocrômo

REMIGES


Penas grandes das asas

RETRIZES



Penas do rabo

ROLLER



Canário de canto melodioso clássico, originário da alemanha, este canário tem canto mais baixo que os demais, tendo como único item para concurso, o canto

SÉRIE


Agrupamento de cores quanto as características lipocrômicas e melânicas semelhantes

SEXO-LIGADO



Denominação à transmissão de uma mutação no cromossomo "X"

SCHIMELL



Manifestação indesejável de nevadismo em algumas regiões da plumagem dos canários. Característica essa que apresenta desvantagem para efeito de concurso

SIRINGE



Órgão interno do pássaro responsável pelo canto

SUBPLUMAGEM



São as penugens constituídas de penas finas, sedosas, raquis mole e barbas soltas

TIPO



Avaliação da quantidade de melânina no canário. Subdivide-se em Eumelanina e Feomelanina

TETRIZES



Penas que recobrem todo o corpo do canário

UROPÍGIO


Região do corpo do pássaro, localizado junto a cauda, onde estão localizados o par de glândulas uropígias

VARIEDADE



Refere-se à cor de fundo do canário

Standard Canários Lipocromicos Apigmentados

Já tenho ouvido dizer alguns criadores não desportivos que possuem aves muito boas, ou que as suas aves é que são boas. Não duvido da veracidade das suas convicções pessoais.

Como criador amador desportivo de canários de cor, não me limito a anilhar as aves novas que nascem no seu canaril. Os meus melhores canários de cor participam em concursos e exposições ornitológicas desportivas.


Quem visita pela primeira vez uma exposição de canários de cor repara que existe uma enorme variedade. Por uma questão pratica os canários de cor são repartidos por grupos. Cada grupo tem um determinado standard.

A questão é que para sermos rigorosos, quando avaliamos um canário de cor, devemos estabelecer uma comparação com o padrão, standard ou estalão da raça. Quando participamos numa exposição ornitológica desportiva, as nossas aves são avaliadas por um juiz que numa ficha de julgamento pontua vários itens, segundo os critérios expressos no standard da raça do canário.

Os meus canários de cor lipocromicos brancos, pertencem ao grupo dos Lipocromicos A pigmentados. Este tipo de canários é avaliado segundo o seguinte standard, baseado na OMJ/COM compilado por mim e a título de exemplo. Apesar de todos os esforços desenvolvidos não posso garantir nem me responsabilizar por erros ou omissões na compilação deste standard. Criticas e sugestões serão bem vindas para rectificar ou detalhar as informações sobre o standard apresentado.

Conceitos Técnicos e Acasalamentos

"Inicialmente convém fazermos um estudo profundo a respeito dos acasalamentos, bem como os conceitos técnicos que muito ajudarão os iniciantes. Comecemos pêlos canários de cor clássica.

Denominaremos esta classificação de "cores bases" para os fatores mutantes, ou seja cores novas porque estes gens surgiram superpostos àquelas cores chamadas de clássicas. Daí a importância de conhecê-las em profundidade.

É conhecido que existem duas linhas de canários roller de cor: a) linha clara; b) linha escura. A linha clara se subdivide em linha clara com fator (vermelho) e linha clara sem fator. Compõem a primeira linha: 1)Vermelhos (intensos e nevados); 2) Mosaicos. A estes superpõem-se as denominadas cores novas, os albinos, acetinados e o marfim.

Compõem a linha clara sem fator:

1 -Brancos dominantes
2 - Brancos recessivos
3 - Amarelos (intensos e nevados)
4 - Amarelos mosaicos

Superpondo-se a estes fatores, teremos segundo a localização oficial:

1 - Albinos dominantes (branco dominante de olho vermelho).
2 - Albinos recessivos (branco recessivo de olho vermelho)
3 - Lutinos intenso e nevados e, ainda, mosaicos (são os amarelos ditos acima também portadores de olho vermelho nítido). Todos os gens mencionados acima poderão estar geneticamente ligados ou não ao sexo e assim serão INOS ou ACETINADOS, mas sempre sob a nomenclatura exposta.
A subespécie linha escura de cor clássica também vai subdividir-se em duas linhas:
a) com fator;
b) sem fator.

Alinha escura com fator vermelho, pela ordem de dominância, tem-se:

1 -Cobres
2-Ágatas
3-Canelas
4 - Isabelinos (Intensos ou nevados)

Sem fator:

1 - Verdes, intensos e nevados
2 - Azuis
3 - Ágatas amarelos, intensos, nevados e prateados
4 - Canelas amarelos, intensos, nevados e prateados
5 - Isabelinos amarelos, intensos, nevados e prateados.

A estas cores é acrescida a nomenclatura de cores novas que irá modificar-lhes os fenótipos, tais como: os inos, lutinos, acetinados, etc...

Para a caracterização e o acasalamento é necessário e imprescindível conhecer os seus caracteres básicos e conceitos técnicos e genéticos, para o perfeito entendimento no manejo dos
acasalamentos correios e, por outro lado sabe-se como atuam as cores novas sobre clássicas.

Assim, é preciso saber o que é um caráter dominante, recessivo, livre, ligado ao sexo, lipocromo, pigmento, melânico, eumelanina, feomelanina, melânicos oxidados, melânicos diluídos, fenótipo, genótipo, etc.

O caráter dominante como a própria expressão informa é aquele pelo qual domina a qualquer outro e não deixa influenciar, isto é, o caráter dominante não permite que apareça prole de carater diverso. Este prole diverso é chamado de dominado e que fica latente, podendo vir a se exteorizar. Exemplificando, o verde homozigoto é denominado sobre as demais cores, isto é, se for acasalado um verde macho com uma fêmea canela, ágata, isabel: toda prole será de verdes. Como se vê, não permite que nesta prole apareça outra cor senão o verde; por isso é dominante. E o fator dominado onde está? Estará latente nos filhotes machos desse acasalamento que recasados farão surgir a cor diversa.

Este conceito é importantíssimo para os acasalamentos.

HOMOZIGOTO é o canário que porta em seus dois gametas os mesmos fatores pigmentários. Em outras palavras, que seus ascendentes sejam iguais.

Assim usando estes conceitos, sabe-se que o verde domina o ágata, o canela e o Isabel; e o canela é dominante sobre o isabel. Substituindo-se o verde pelo cobre, tem-se a mesma linha de dominância nos canários com fator vermelho.

RECESSIVO é um gen que para se exteriorizarem sua descendência é preciso que exista em dupla dose e com relação à carga genética, não é ligada ao sexo. Em outras palavras, para surgir na plumagem dos descendentes é necessário que este gen esteja presente tanto no macho como na fêmea, ainda que, pelo menos, sejam ambos portadores. Como exemplo, os canários recessivos em geral, os opais, etc...

LIVRE é o gen que surge quando existir outro da natureza diversa, como o fator limão, asagris e até mesmo o mosaico, no entender de muitos.

LIGADO AO SEXO entende-se que a carga genética contida no cromossomo sexual capaz de determinar o sexo, a pigmentação como ocorre com os fatores marfim, pastel, acetinado e alguns canários (cores) de linha escura, com relação aos seus pigmentos melânicos.

Assim, um macho ligado ao sexo dará obrigatoriamente qualquer que seja a cor da fêmea todas as fêmeas de sua descendência iguais ao gen do pai.

Lipocromo é o pigmento amarelo ou vermelho existente na plumagem do canário. É um processo biológico de transformação dos elementos que se opera no organismo desses seres provocando a coloração da plumagem.

Pigmento melânico é a coloração negro-marrom existente no dorso, nas asas e em outras partes do corpo dos canários.

Eumelanina é o pigmento negro.

Feomelanina é o pigmento marrom.

Melânicos oxidados são os pigmentos verde-marrom e marrom, cobre no primeiro caso, e canelados, no segundo.

Melânicos deluidos são os que possuem a eumelanina e a feomelanina diluídas, os ágatas e isabelinos.

Fenótipos são os caracteres externos visíveis e que caracterizam o espécime.

Genótipo é a constituição genética de quaisquer seres vivos não perceptível pelo exame visual.

Memorizados os conceitos acima, fácil será a aplicação técnica e correia nos acasalamentos.

Pode-se, assim, fixar algumas regras para acasalamentos técnicos e corretos:

1) Acasalar melânicos oxidados entre si, isto é, cobre com cobre, canela com canela e cobre com canela.

2) Acasalar melânicos diluídos também entre si: ágata com ágata, isabel com isabel e isabel com ágata.

3) NÃO ACASALAR melânicos oxidados com melânicos diluídos que tendem a reproduzir pássaros atípicos, tais como, ágatas que se confundem com cobre e isabelinos que se parecem canelas.

Estes dois casos não pertencem a nenhuma categoria. Daí as desclassificações certa nos concursos, com raríssimas exceções.

4) NÃO ACASALAR pássaros de linhas desiguais.

Com bases nesses conceitos, formulamos a seguir relação de acasalamentos certos e correios, bem como resultados dos mesmos:

LINHA CLARA:

Branco dominante X Branco dominante, alto índice de prole branca, independentemente do sexo.
Excepcionalmente, sobrevêm amarelos, os quais deverão ser mantidos pois reacasalados com branco darão maior índice de brancos, além de fortificarem a descendência, porque os amarelos
são pássaros mais fortes e resistentes que os brancos.

Branco dominante X Amarelo - teoricamente, à exceção do descrito acima, darão 50% de brancos e 50% de amarelos independentemente de sexo. Este acasalamento é preferível ao anterior porque se evita o enfraquecimento da prole bem como previne em possível fator letal (morte prematura do embrião ou logo após o nascimento).

Amarelo X Branco dominante - idem acima.

O fator amarelo em ambos os casos poderá ser intenso ou nevado;
usando-se o intenso aparecerá na prole amarelos intensos e brancos de empenação melhor (chamados pena dura).

Branco recessivo X Branco recessivo - 100% de Brancos recessivos com raras exceções.
Desaconselha-se este acasalamento porque pode ocorrer o fator letal.

Branco recessivo X Amarelo comum - predominância dos amarelos independente de sexo, mas todos serão portadores de branco recessivo.

Amarelo comum X Branco recessivo - idem acima.

Branco recessivo X Amarelo portador de branco recessivo - 50% de brancos recessivos e 50% de amarelos portadores de branco recessivo, todos independentes de sexo.

Se o amarelo for descendente de branco recessivo X Branco recessivo haverá predominância do branco recessivo.

Amarelo portador de branco recessivo X Branco recessivo - idem acima.

Vermelho intenso X Vermelho nevado, ou vice-versa - 50% de intensos e nevados independentes de sexo.

Mosaico X Mosaico - 100% de mosaicos.

LINHA ESCURA:

Cobre X Cobre - 100% de cobre.

Cobre X Canela ou Canela X Cobre - 50% de cobres e 50% de canelas independentes de sexo.

Canela X Canela - 100% de canelas.
Macho ágata X Fêmea Isabel - machos ágatas e fêmeas Isabel. Se o macho for homozigoto, isto é, de origem Ágata X Ágata; se for de origem isabel a prole será de ágatas e isabelinos, independente de sexo.

Macho isabel X Fêmea ágata - machos ágatas e fêmeas isabel.

Obs.: O macho isabel é sempre homozigoto, ainda que seja de origem ágata em face de sua constituição genética.

Macho ágata X Fêmea ágata - 100% de ágatas, caso o macho seja homozigoto, pois do contrário só poderá portar isabel o qual poderá surgir na descendência.

Isabel X Isabel - 100% de isabelinos.

LINHA ESCURA SEM FATOR:
Macho verde X Fêmea verde - 100% de verdes.

Macho verde X Fêmea azul - 50% de cada cor, independentes de sexo.

Com relação aos ágatas, isabelinos e canelas proceder-se-á conforme a descrição dos acasalamentos com fator, seguindo-se as mesmas regras.

Não deve ser esquecidos que, afora os prateados e brancos, só se deve acasalar intenso com nevado; nunca nevado com nevado. E, em excepcionais condições, intenso com intenso, mas um deles deverá ter pena macia ou mole e shimmel para se evitar uma série de problemas, especialmente de empenação.

Todos os acasalamentos descritos são técnicos e certos e poderão ser seguidos à risca sem quaisquer problemas.

Entretanto em última instância, poderá recorrer-se a acasalamentos atípicos e, por isso, vai-se descrever uma série de acasalamentos que são desaconselháveis. Também seus resultados com relação à linha escura, porque não se deve nem por experiência fugir da técnica descrita nos acasalamentos de linha clara.

Sabemos que, pelo conceito de dominância, os canários melânicos oxidados dominam os de melanina diluída, isto é, o fator de diluição. Aplicando-se esta regra, um verde (homozigoto) acasalado com fêmeas canela, ágata ou isabel, toda prole será de verdes, portanto os filhotes, os machos, serão portadores de canela, ágata ou isabel que, recasados, farão aqueles fatores
dominados.

Este mesmo verde acasalado com fêmeas isabelinas, canela e ágatas prateadas, fundo branco, a descendência será de verdes ou azuis, não havendo contrariedade à regra enunciada, porque o azul é um fator oxidado.

Troquemos o macho verde pelo azul e usemos as fêmeas isabel, ágata ou canelas prateados, o resultado é o mesmo. Observando a mesma regra, toda descendência será de machos e fêmeas verdes ou azuis.

Está se percebendo que todo o segredo está na ciência que aponta o macho como responsável de quase todo o enigma, isto porque é nele que se concentra grande parte da carga genética.

Vejamos outros resultados de acasalamentos:

Macho ágata amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas ágatas.

Todos amarelos.

Macho ágata amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas ágatas prateadas.

Macho ágata amarelo X Fêmea canela amarela - machos verdes e fêmeas ágatas amarelas.

Macho canela amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas canelas.

Macho canela amarelo X Fêmea azul - machos azuis e verdes e fêmeas canelas amarelas prateadas.

Macho canela amarelo X Fêmea ágata amarela - machos verdes e fêmeas amarelas.

Macho canela amarelo X Fêmea isabel amarelo - machos e fêmeas canelas.

Macho isabel amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmea isabel.
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores não só do fator dominado (isabel), como também de ágata e canela.

Macho isabel amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas isabel prateada.

Macho isabel amarelo X Fêmea canela amarela - machos e fêmeas isabel todos amarelos.

Com relação aos canários de fundo branco os resultados serão os mesmos. Basta trocar o fator amarelo pelo prateado, serão todos prateados com raras exceções se acasalarmos prateado com prateado.

LINHA ESCURA COM FATOR
Macho cobre X Fêmea isabel - machos e fêmeas cobres.
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores de isabel.

Macho cobre X Fêmea ágata - machos e fêmeas cobre.
Obs.: Os machos serão portadores de ágata.

Macho canela X Fêmea isabel - machos e fêmeas canela.
Obs.: Os machos serão portadores de isabel e toda descendência poderá ou melhor, deverá ser atípica.

Macho canela X Fêmea ágata - machos cobre e fêmeas canela ou ágata.
Obs.: Todos os machos serão portadores, além de ágata, de canela e isabel e deverão ser atípicos confundindo-se ente si os cobres e ágatas.

Macho isabel X Fêmea canela - machos canelas e fêmeas isabel, também serão atípicos.

Macho isabel X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas isabel. Do mesmo modo serão atípicos, entretanto os machos portarão ágata, canela e isabel.

Macho ágata X Fêmea canela - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágatas, canela e isabel e terão os mesmos problemas ja descritos.

Macho ágata X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágata com os mesmos problemas já apontados.

Ai estão esgotados as combinações possíveis e seus resultados, lembrando novamente que esses machos enunciados são homozigotos (hereditários puros) e que não se deve recorrer a esses acasalamentos porque não são técnicos e representam uma regressão.

Convém, finalmente dizer que os produtos dos acasalamento acima realçados não darão o mesmo resultado descrito, pois a sua constituição genética virá modificada.

Entretanto se for usado um desses produtos, deve-se fazê-lo dentro das técnicas enunciadas inicialmente.

TABELA RESUMIDA DE ACASALAMENTO
Branco Dominante x Amarelo Nevado

Amarelo Intenso x Amarelo Nevado

Amarelo Mosaico x Amarelo Mosaico

Vermelho Intenso x Vermelho Nevado

Vermelho Mosaico x Vermelho Mosaico

Cobre Intenso x Cobre Nevado

Canela Prateado x Canela Amarelo

Canela Intenso x Canela Nevado

Ágata Prateado x Ágata Amarelo

Ágata Intenso x Ágata Nevado

Isabelino Prateado x Isabelino Amarelo

Isabelino Intenso x Isabelino Nevado

Azul Dominante x Verde

Verde Intenso x Verde Nevado

ACASALAMENTO DE CANÁRIOS LIGADOS

PASTEL - MARFIM - ACETINADO
MACHOS X FÊMEAS

Puro Pura = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura = 25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Puros
25% Machos Portadores
Normal Pura = Machos Portadores
Portador Normal = Fêmeas Normais
25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Normais
25% Machos Portadores



ACASALAMENTO DE CANÁRIOS RECESSIVOSBRANCO RECESSIVO - OPAL - INOS


MACHOS X FÊMEAS
Puro Pura = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura = 50% Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
Normal Pura = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Puro Portadora = 50% Puros Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Portadora = 25% Puros Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
25% Normais Machos e Fêmeas
Normal Portadora = 50% Portadores Machos e Fêmeas
50% Normais Machos e Fêmeas
Puro Normal = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Normal = 50% Portadores Machos e Fêmeas
50% Normais Machos e Fêmeas"

Revista CCCJ 2004

Como obtenho Brancos Recessivos

O seleccionar o tipo de cruzamentos entre canários de cor, é importante. Conhecendo como se transmite a cor de pais para filhos, permite prever qual a cor dos canários que vamos obter desses cruzamentos.
O meu objectivo é obter canários brancos recessivos.
O processo mais rápido e eficaz para se obter 100% de canários brancos recessivos é cruzar brancos recessivo. um macho com uma fêmea Neste cruzamento devemos ter em atenção o tipo de plumagem, cruzar sempre um intenso com nevado. Parece que as crias deste cruzamento não são tão rústicas comparadas com as obtidas de um cruzamento onde um dos progenitores é amarelo.
Se tivermos um casal (amarelo x branco recessivo) vou obter so canários amarelos com possibilidade de transmitir a cor branca recessiva. Todos os canários obtidos deste tipo de cruzamento são chamados canários amarelos portadores de branco recessivo.
Cruzando dois canários amarelos portadores de branco recessivo, vamos obter 25% de brancos recessivos, 50% de amarelos portadores de branco recessivo e 25%de amarelos. O inconveniente deste tipo de cruzamento é que não conhecemos quais são os amarelos portadores.
Quase sempre o cruzamento que eu prefiro é entre um branco recessivo e um amarelo portador de branco. O resultado teórico é de 50% de brancos recessivos e 50% de amarelos portadores de branco. A vantagem deste tipo de cruzamento é que todos os amarelos são portadores de branco recessivo e não existe o inconveniente da perda de rusticidade dos brancos recessivos. Economicamente não é tão vantajoso pois os amarelos não são tão valiosos. Os brancos recessivos deste tipo de cruzamento são os que levo a exposição do CIOM e não me tenho desiludido.

Dorso e Perfil do Canário Isabel


CRUZAMENTOS

MELAMINAS DO CANARIO ÁGATA AMARELO MOSAICO


FHEU VERMELHO MOSAICO


NEGRO ONIX VERMELHO MOSAICO


AGATA AMARELO MOSAICO


STANDARD DO FACTOR MOSAICO


VIDEO RAÇAS DE CANARIO

TIPO DE MELAMINAS

MELANINA


Pigmentos de origem protéica, encontrado nos canários negro-marrons

A AVALIAÇÃO DAS MELANINAS
 
João Francisco Basile da Silva
Revista ARCC 2004 
Arquivo Editado em 02/Out/2004
A definição das manifestações melânicas nos canários de cor é regida atualmente pela teoria das três melaninas. Tal teoria passou a ser adotada pela OBJO a partir da reunião técnica realizada em 25 de janeiro de 1986 e dividiu as manifestações melânicas dos canários de cor em três tipos a saber:
Melanina negra: chamada de eumelanina negra.
Melanina canela: chamada de eumelanina canela (que é a  melanina marrom no centro das penas).
Melanina canela: chamada de feomelanina canela (que é a melanina marrom na borda das penas).
Com relação às duas melaninas marrons o manual OBJO resume da seguinte maneira: "Concluir de maneira definitiva pela existência de um ou dois tipos de melaninas marrons é nos praticamente impossível atualmente. O fato é que na estrutura das penas dos canários existem duas formas de manifestação destas melaninas, uma no centro e outra nas bordas das penas, e que mesmo podendo bioquimicamente serem as mesmas, genética e  estruturalmente se comportam de maneira diferente".  Independentemente de qualquer tipo de controvérsia, essa teoria é a que melhor explica as manifestações melânicas dos canários.
O presente artigo tem como finalidade tentar colaborar para que possamos definir mais claramente os critérios de avaliação das melaninas dos canários de cor, com o apoio evidentemente da teoria atualmente aceita.
Quando nos referimos às melaninas de um canário de cor, devemos sempre dizer à qual ou quais das melaninas estamos nos referindo, mencionando os termos "eumelanina ou feomelanina" de maneira a que não pairem dúvidas sobre qual delas se fala.
Existe uma certa confusão quando nos referimos às melaninas marrons, pois como sabemos são duas e é absolutamente necessário quando se avalia, definir se falamos da eumelanina ou da feomelanina. Nos referirmos a uma delas apenas como "melanina marrom ou canela" é uma simplificação que deixa uma grande lacuna para interpretações e margem para que a indesejada subjetividade possa vira acontecer. Isso porque dependendo da cor em questão o padrão de excelência ou qualidade pode exigir por exemplo, a presença de uma e ausência (ou presença reduzida) de outra e vice-versa.
Com relação aos melânicos clássicos os padrões deixam poucas dúvidas com relação a essas manifestações. Nos melânicos mutados, principalmente os opalinos e pastéis as definições dos padrões de qualidade ainda permitem algumas interpretações abrindo espaço para que o indesejável componente pessoal possa vir a se manifestar.
Na avaliação dos canários melânicos é necessário definirmos num primeiro instante quais as melaninas que se deseja estarem presentes e quais as que são indesejáveis, uma vez que os padrões de qualidade nas diversas cores podem exigir  manifestações melânicas diametralmente opostas (p. ex. feos e acetinados).
Uma vez definidas quais as melaninas desejáveis nas diversas cores, devemos estabelecer critérios para a avaliação das mesmas.
Com a finalidade de sistematizar essa avaliação devemos proceder de maneira análoga à que é utilizada no manual OBJO para avaliação do lipocromo. A importância e complexidade das melaninas exige que sua qualidade seja avaliada de maneira menos simplificada do que é feita atualmente.
As melaninas devem ser avaliadas levando-se em conta três fatores que definem sua qualidade e que são interdependentes à saber: pureza, expressão e distribuição.
A pureza diz respeito à ausência de fatores secundários de diluição e dispersão permitindo que as melaninas desejáveis (que devem ser previamente definidas) se aproximem o máximo possível da cor referência.
A expressão por sua vez diz respeito ao teor quantitativo das melaninas desejáveis. É bom lembrar que os padrões podem exigir teores quantitativos diversos para as várias cores ( p. ex. um cobre deve apresentar máxima expressão de eumelanina negra, enquanto que um isabelino opalino deve apresentar mínima expressão da eumelanina marrom diluída e mutada - afetada pelo fator opalino -).
A distribuição diz respeito à área de ação das melaninas desejáveis, definindo o "padrão geográfico" da manifestação melânica, bem como definido o padrão de "envoltura" do exemplar.
Isso posto, podemos nos deparar com exemplares que possuam esses três fatores nas mais variadas gradações. Quando os avaliamos devemos nos perguntar em primeiro lugar quais as melaninas desejáveis (definidas pelo padrão de julgamento) e quais são as indesejáveis. O passo seguinte é avaliá-las levando em conta os três aspectos mencionados acima que são pureza, expressão e distribuição.
Um bom exemplo de como essa sistemática pode ajudar na avaliação das melaninas é o caso dos ágatas vermelho mosaico (conhecidos como "paulistinhas"). Ouve-se que tais canários, a despeito de sua indiscutível beleza, não seriam bons ágatas conforme define o Manual de Julgamento pois teriam o desenho constituído por estrias muito largas quando comparados com o tipo tradicional.
À luz dos conceitos acima emitidos, podemos tentar entender melhor o que se passa com esses exemplares . Definimos primeiro que a melanina desejável é a eumelanina negra reduzida pelo fator conhecido como diluição, enquanto que a indesejável é a feomelanina. Com relação aos fatores que definem a qualidade melânica temos que, em relação à pureza, tais exemplares via de regra possuem sua eumelanina negra livre de agentes secundários de diluição ou dispersão, fazendo com que o efeito visual resultante seja um negro vivo e brilhante sem qualquer tendência para tonalidades foscas ou acinzentadas. Em relação à expressão, como tais exemplares apresentam ausência quase total de feomelanina indesejável, o negro vivo e brilhante pode se manifestar em toda sua plenitude. No tocante à distribuição, temos ainda uma envoltura excelente de ágata (auxiliada pela já referida ausência de feomelanina), onde a eumelanina envolvente se mantém praticamente restrita à sub-plumagem permitindo grande manifestação lipocrômica no seu estado quase puro. Ó desenho dorsal, geograficamente falando se apresenta com estrias mais largas do que seria desejável, e isso acontece principalmente por dois motivos: ausência de competição com a feomelanina que "espreme" o desenho dorsal, e o fato de se tratar de um canário mosaico. Sabemos que a estrutura e o formato das penas dos mosaicos dificulta muito o aparecimento de estrias finas no desenho dorsal (quando o padrão exige desenho dorsal com estrias largas, os canários mosaicos atingem essa exigência com muito mais facilidade pelo mesmo motivo - ver os cobres e canelas vermelho mosaico).
Esse tipo de avaliação pode e deve ser feita em todos os canários da linha escura e as considerações acima devem ser feitas. Os três fatores acima devem ser considerados e assim poderemos ver com mais clareza que a qualidade melânica de um exemplar depende da interação desses fatores e do peso relativo de cada um. Os isabelinos que se foram objeto de controvérsias devem ser avaliados à luz desses conceitos.
Concluindo, na avaliação dos canários da linha escura devemos proceder da seguinte maneira com relação às melaninas:
Definir, de acordo com os padrões de julgamento em vigor, quais são as melaninas desejáveis e quais são as indesejáveis.
Avaliar as melaninas desejáveis de acordo com seu grau de pureza, expressão e distribuição.

OS CANÁRIOS MELÂNICOS CLÁSSICOS
COBRE, VERDE E AZUL
NEGRO-MARROM OXIDADO
           Estes exemplares, que apresentam a eumelanina negra em sua máxima expressăo, exigem na sua avaliaçăo uma observaçăo detalhada dos vários elementos que, em seu conjunto, formam o tipo. Podemos subdividir a manifestaçăo da melanima em tręs formas diferentes: 
a)   Desenho:Entendemos como desenho um conjunto de estrias melânicas formadas pela superposiçăo das penas. Temos o desenho dorsal, o dos flancos e da cabeça. O desenho dorsal deve apresentar estrias as mais largas possíveis, partindo da base do pescoço e se estendendo até as asas e uropígio, devendo as mesmas serem contínuas e paralelas. O desenho dos flancos também é formado por estrias que aparecem mais ou menos paralelas ŕs asas,também quanto mais largas e contínuas e quanto maior a quantidade que estende-se em direçăo ao ventre, mais valorizado será o exemplar. Os bigodes săo formados por duas estrias saindo cada uma delas de cada lado do bico, descendo em direçăo ao pescoço. 
b)   Envoltura: A envoltura (expressăo) corresponde a toda manifestaçăo de melanina negra, excluindo o desenho, que se manifesta de forma uniforme e homogęnea emtoda a sua plumagem. Este tipo de expressăo fica mais visível na cabeça e no peito, onde a presença de desenho é menor. 
c)   Pernas, Pés e Bico: Como năo poderia fugir a regra nesta parte do pássaro a melanina deve se manifestar com toda intensidade. Portanto quanto mais pretos forem, mais valor terá o canário. 
Deve-se ressaltar que năo é só a máxima expressăo do negro, mas também o mínimo aparecimento de feomelanina. Notamos por exemplo, canários com bom desenho e pés muito claros ou com boa envoltura e mau desenho, pés escuros com desenho e envoltura fracos. A manifestaçăo melânica desses canários ocorre de forma bastante diferente quando se trata de exemplares intensos, nevados e mosaicos, devido ŕ estrutura das penas serem diferentes, onde os intensos apresentam desenhos mais finoque os nevados, e o depósito de feomelanina nos nevados săo maiores.